Escrito por daniduc em August 18th, 2008

Uma piada local e recorrente aqui é que os holandeses não tem culinária típica. É um negócio tão disseminado que no nosso livro texto de língua holandesa (Taal Vitaal, pra quem estiver curioso) tem um cartum, no capítulo 6, mostrando um garçom rindo e falando pra colega, sobre o pedido de um casal na mesa (alarme de piada fraca citada apenas para ilustrar o ponto):

- Hij heeft naar een Nederlandse specialiteit gevraagd. (Ele pediu um prato típico holandês.)

- Gekke toeristen! (Turistas doidos!)

Har, har. Enfim, especialidade holandesa não é a culinária. Quando pressionados muito pra citar um prato típico eles mandam, após pensar muito, o erwtensoep, que nada mais é do que sopa de ervilhas. A Carla estranhou:

- Sopa de ervilha?! Mas isso eu comia no Brasil! Minha mãe fazia! Tem em todo lugar!

- É? É? Mas… mas… a da sua mãe tinha bacon? Hm? Hein?

- AMHAM!

- Hm, nossa. Sua mãe é holandesa?

Outras iguarias exclusivas e orgulho da culinária holandesa são… hm… a batata frita. Não, sério. O cúmulo do desinteresse pela comida como forma de arte fica evidente numa peculiaridade holandesa: a parede de comida. É, tentem imaginar uma parede cheia de forninhos. Cada forninho tem um buraco pra receber moedas e contém uma iguaria deep-fried requentada. Às vezes xis-burgueres. Croquete, sempre, eles amam croquete (sem maldade, gente). Acho que só a visão de semelhante absurdo causa enfarte num italiano ou francês (o resto do mundo tem que efetivamente comer as tranqueiras pra enfartar devido ao alto índice de colesterol). Contemplem, senhores, a culinária holandesa em toda sua glória (segundo o livro Undutchables):

Comendo da paredeComendo da parede

De lekkerste quer dizer “O mais gostoso”.

Bem, mas isso tudo não quer dizer que na Holanda não tenha coisas gostosas e típicas pra comer. Sim, tem. Vamos à lista.

1. Appelgebak met slagroom (Torta de maçã com chantili)

Vamos logo começar pelo melhor. A torta de maçã holandesa é um clássico que não deve ser perdido quando você se pilhar rolando pelas terras baixas. Recomendo acompanhar de um café espresso e mandar ver. A torta em geral vem acompanhada com slagroom (céus, você quer mesmo pronunciar isso? Tão tá. Vá neste site e digite slagroom na caixinha. Selecione Dutch no menu, e clique em say it. Repita. Boa sorte.), mas fica muito boa também com ijs (sorvete, se pronuncia éis) ou mesmo pura. Em basicamente qualquer lugar se vende a famosa appeltaart (outro nome da appelgebak), da mais fuleira espelunca ao pico mais chique. Eu e Carla particularmente gostamos da do Ovidius, um bar que fica no famoso Magna Plaza, o ex-escritório central dos Correios holandeses hoje transformado em Shopping Center de moda, que fica atrás do De Dam, a praça central de Amstedam.

Appel gebak met slagroom Appel gebak met slagroom

Vá lá: Ovidius Café junto ao Magna Plaza

Endereço: Spuistraat 139, Amsterdam

Ovidius - Amsterdam

2. Haring (Arenque)

O já clássico arenque cru! Quem acompanha o Ducs em Amsterdam do começo já ouviu falar dessa iguaria. O arenque é um peixe marinho que é comido por aqui cru, em geral acompanhado de cebolas e picles. Os mais típicos comem o treco semi-inteiro (eles tirama  cabeça e limpam o peixe, mas ele está em um pedaço só), segurando pela cauda e segurando o bichinho acima da cabeça. Bem, vejam por si mesmos. Os coxinhas e turistas podem pedir o tradicional haring cortado em pedacinhos no prato, com delicados palitinhos para comer (e aguente as piadinhas e risadinhas sarcásticas dos holandeses quando você arregar de comer “do jeito certo”). Ou, horror dos puristas, no pão. De toda a maneira fica muito bom. recomendo superar o preconceito e efetivamente experimentar. É forte, sim, mas muito gostoso. A época ideal para comer é no começo de junho, quando há o celebrado “Hollandse nieuwe”, o arenque da estação. No resto do ano ele é conservado congelado. É bom ainda, mas o da estação é muito melhor. Onde vende? Procure pelo cartaz com a loira vestida de holandesa típica comendo o arenque. Está em toda parte. Mas o mais legal é comprar nas barraquinhas na rua. É o “jeito certo” :)

Haring Hollandse nieuwe

3. Batata frita com maionese

Calma, calma, DONT PANIC! Respire, respiiireee… isso… pronto. vamos começar de novo. Batata. Certo? O que há de mal em batatas? Todo mundo gosta de batatas. E fritas, nossa, batatas fritas são um sucesso. Não há o que errar com batatas fritas. Nem mesmo… eu sei que é difícil de aceitar a idéia, assim, no seco, mas confie em mim, nem mesmo com maionese. Um clássico holandês, as batatas fritas com maionese, citadas na famosa cena das “little diferences” do Pulp Fiction, são realmente gostosas. Nos bares e restaurantes (especialmente nos pra turistas) elas são vendidas em pratinhos que vem, no lado, um potinho de maionese pra você mergulhar. Mas na rua elas são vendidas num cone de papel onde se derruba um sblorb de maionesão em cima da coisa toda. Céus, eu posso ouvir os franceses e italianos se revoltando daqui (o horror, o horror), mas dê uma chance às Vlaamse Frites (pode pedir por french fries mesmo, sua chance de ser entendido passa de zero pra 100%, porque é ponto de honra na Holanda não entender e reagir como se tivesse ouvido sânscrito pra qualquer tentativa de um turista falar qualquer coisa em holandês, mesmo que seja um “hallo”), nem que seja pelo engraçado da coisa.

Todos os guias recomendam: Vleminckx

Endereço: Voetboogstraat, 33 (perto da Kalverstraat e da Spui)

Se quiser uma batata menos tradicional, não a famosa Vlaamse Frites no coninho de papel, vá no V&D La Place (Rokin, 160), que serve no prato e é muito gostosa.

4. Laticínios

Leites e IogurtesQueijos! Iogurtes! Sorvetes! Oh, entre em qualquer supermercado e compre um Gouda, ou um dos milhares de tipos de queijo. Ou de iogurte. o Albert Heijn tem um iogurte de baunilha orgânico que é uma delícia. Sempre compramos pra impressionar as visitas do Brasil. A propósito, orgânico em holandês é biologisch (biolórrich). As vaquinhas holandesas são famosas no mundo todo e eu descobri aqui que é com inteira e justificada razão. Os holandeses podem não ligar pra culinária, mas laticínio eles sabem fazer direito e se orgulham disso. Descole um vla, se tiver a oportunidade. Vá na prateleira de laticínios no supermercado e pegue um da Campina.

E se você quer comer um sorvete realmente, mas realmente bom, vá na Australian (há, eu aprecio a ironia do nome). Os sorvetes deles não tem conservantes nem sabores artificiais, são feitos praticamente na hora e são, oh, uma delícia. Não perca, tem uma pertinho da Leidseplein.

Australian Homemade

Endereço: Leidsestraat 101, 1017 NZ, Leidseplein, Amsterdam

E por enquanto é isso, pessoal. Ainda tem mais coisas, como o famoso stroopwafel, muito bom como café, e o drop (que já mereceu post por aqui), mas com isso já dá pra ter uma idéia. Depois tem mais.

Ah, e por aí, na sua cidade, o que tem de típico e legal pra comer? Escreva um post e avise aqui nos comentários. Estou morrendo de curiosidade.

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Escrito por daniduc em August 14th, 2008

Uí, uí, em junho passado fomos a Parrî pagarmos caríssimo para sermos maltratados pelos franceses e falarmos a língua mais usada na cidade-luz, o português brasileiro. A cidade é, sim, lindíssima e vale cada centavo e maltrato (e pra sermos justos, teve franceses que nos trataram muito bem, sim). Paris é foda. Tem histórias de lá? Claro que tem (onde não fomos trancados em nenhuma), mas por enquanto vamos ficando com as fotos, que aos poucos vamos subindo. Poisé, são muitas, muitas (todo mundo que acompanha um pouco os ducs já notou o fanatismo pelos cliques), e ainda tem mais. Faltam as fotos do dia que subimos na Tour Eiffel, fotos do metrô postado, da Sorbonne postado e do Montmatre (tem algumas no álbum da Sacré Coeur) postado. Mas já tem bastante por enquanto e vamos avisando conforme pusermos fotos novas. Se estiverem afins, estão aí.

Louvre & Les Tuileries Álbum do Louvre e Les Tuileres

Champs-Élysées & Arc de Triomphe Álbum dos Champs-Élysées & Arc de Triomphe

Notre Dame de Paris Álbum da Notre Dame de Paris

Sacré Coeur Álbum da Sacré Coeur

Rio Sena e Ile Saint Louis Álbum da La Seine e Ile Saint Louis

Passeio Barco Rio Sena Álbum do passeio de barco por La Seine

Montmartre Álbum do Montmartre

Metro Paris Álbum do metro de Paris

Saint-Michel & Sorbonne Álbum da Sorbonne e St Michel

Ou se preferir, vá direto na nossa coleção de fotos de Paris.

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Escrito por daniduc em August 11th, 2008

Eu tenho uma larga tradição pessoal de me trancar (pra dentro e pra fora) em lugares. Oh, sim, mesmo depois de adulto não perdi a forma e já consegui me trancar no banheiro sem ninguém em casa pra me resgatar (eu tinha 18 anos e morava com meus pais que estavam viajando. Um vizinho me salvou de uma noite dormida no azulejo, se você quer mesmo saber. Acho que até hoje esse vizinho, de vez em quando, fica de olho parado no meio da janta e solta uma risadinha incrédula enquanto sacode a cabeça, e responde “nada, nada” pra sua esposa que pergunta “que foi que você tá pensando, amor?”). Aqui na Holanda, a primeira providência que tomamos assim que nos vimos sozinhos como responsáveis por uma casa em um país estranho foi nos trancar pra fora do apartamento. Fantástico. Após alguns minutos de pânico diante da porta que não abria, no frio holandês, finalmente me deu uma luz e resolvi girar a chave ao contrário. Abriu. Comoção generalizada. Indiferença completa dos vizinhos. Estávamos na Holanda a menos de uma semana. Em Barcelona, batemos nosso recorde e nos trancamos em menos de dois dias - embora dessa vez não foi totalmente culpa nossa.

Ah é, esqueci de mencionar: passamos a maior parte da semana passada em Barcelona. Sim, foi legal, mas o relato completo da cidade vai ter que esperar um pouco (assim como as fotos, que tem que selecionar, identificar e ai subir pro Flickr). Por enquanto vai uma pequena aventura na cidade que também já foi olímpica.

Estávamos visitando o Park Güell, projetado por Gaudí. O Park Güell faz parte do Patrimônio da Humanidade da UNESCO “Obras de Gaudí” e foi inicialmente projetado como um conjunto habitacional, uma “Cidade-jardim”. O projeto de vender casas ali falhou miseravelmente, e hoje é realmente um parque público muito legal de ser visitado. Na entrada, ficam duas casas louquísimas, projetadas para serem tipo uma recepção do empreendimento. Hoje uma é um museuzinho dedicado ao parque e outra uma lojinha armadilha de turista. Dêem um bico:

Entrada do Park Güell - Barcelona

Esquerda: museuzinho dedicado ao Park Güell

Entrada do Park Güell - Barcelona

Direita: lojinha

Na esquerda o museu, na direita a lojinha. Encorajados pela placa  que dizia que fechava as 15:00 no domingo (eram 14:20 de um domingo, veja só) resolvemos entrar no museuzinho.

Fecha as 15:00. Yeah, right.

Ficamos lá até umas 14:35 e descemos pro térreo. Tudo apagado. Mau sinal. Porta fechada, trancada, todas as janelas fechadas, ninguém na casa, estávamos presos no museu. Péssimo sinal. Péééééééssimo sinal. Demoramos um tempo no escuro assimilando a idéia de que a mulher da recepção simplesmente fechou o museu no domingo antes do horário previsto e foi embora sem checar se havia saído todo o mundo e que estávamos agora trancados na Espanha. Trancados. Na Espanha. Domingo. Os turistas lá fora continuavam indo e vindo, aquela mistura de  línguas, o solzão dardejando seus 30 graus do verão espanhol e nós… trancados. Presos. Esquecidos no museu.

- HELP! HEELP! HEELP! WE are LOCKED inside, please, HELP!

A Carla gritava e a turistada que via pelo visorzinho da porta olhava pra nós, olhava pros lados, soria de canto e saia de fininho, ignorando nossos apelos. Eu me juntei ao coro:

- Hey, man, it’s serious! It’s for real, we are LOCKED, please, HELP!

Finalmente um grupo de turistas acreditou na gente e se aproximou. Contamos nossa triste situação, pra completo espanto deles. Resolveram ver se chamavam alguém da administração do parque. Dois ficaram com a gente, querendo saber, mesmo, como havíamos nos metido ali. Um comentou algo em holandês com o vizinho. Eram holandeses, de Amsterdam, ainda por cima. Santos holandeses, que acreditaram em nós. Exclamei:

- Oh, nederlanders!

- Bent u ook nederlanders?

Nops. Brasileiros, meu senhor. E presos. Quase disse que éramos argentinos, só pra passar o mico adiante. Nisso voltou a menina do grupo deles. Sem administração do parque. Nobody. Serve a moça da lojinha que fica na outra casa? Há de servir. Ela veio. Não tinha a menor idéia do que fazer. Não conhecia a pessoa que cuidava do museu. Será que poderíamos procurar algum número de telefone ali dentro, pra ela ligar?

- Mas está totalmente escuro aqui dentro!, disse a Carla.

Logo ela teve uma brilhante idéia: saiu tirando fotos com flash pra se orientar através das fotos. Você não adora quando a realidade é substituída, assim, sem aviso prévio, por uma comédia pastelão? Finalmente a Carla achou um número de telefone e passou pra moça da lojinha. Ela tirou o celular e ligou pro número. E, no mesmo segundo, começou a tocar um telefone no escuro, bem ao nosso lado. Eu podia ouvir as risadas enlatadadas da claque ao fundo. Só faltou uma tiradinha espertinha colocada pelos roteiristas:

- Puxa, e eu pensava que a armadilha de turista era a lojinha ao lado! [LUZ ACESA: RISADAS]

Mas não era engraçado na hora e continuávamos presos. A moça da lojinha gaguejou:

- Eu… huh… vou ligar… pra… alguém.

- Hey, cortou a Carla, não vá embora, não nos deixe aqui!

- NÃO, não, claro que não, eu vou… hã… lá e já volto. Tentar achar alguém!

- Moça, faz favor, liga pra emergência, chama a polícia! - Esse era eu.

- Claro. Vou tentar achar alguém e se eu não conseguir, eu ligo pra polícia.

- Não, não, liga pra polí…

E ela se foi, nos deixando sozinhos. No escuro. Nisso eu pensei, mas está escuro pra cacete aqui, será que eu acho uma lâmpada, eu não consigo achar um interruptor. Fiquei tateando até que achei uma janela fechada.

Será que abre?

Abriu. O vidro estava trancado. Será que abre?

Abriu.

Ar fresco.

A Carla, VAMOS PULAR! Eu, MAS É CLARO! Ela se encarapita no parapeito e…

- É muito alto!

E volta. Eu penso, mas que se foda, é por ali mesmo que vamos sair.

- Deixa eu tentar.

Olho e a janela está a… tipo… uns 160 centímetros do chão. Sempre me esqueço que o conceito de alto da Carla é diferente do meu (ela tem um metro e cinqüenta e cinco). Vou primeiro, pego as mochilas, depois a Carla e estamos em liberdade. Revoltado, tiro uma foto da placa com o horário de fechamento. Eram, naquele minuto, três horas da tarde em ponto.

Resolvemos aliviar o estresse na praia de Barcelona, coisa que havíamos feito, e faríamos, todos os dias. Sabe como é, né… “meu sorvete não está muito gostoso! Praia pra nos consolar. Fomos trancados no museu! Praia pra nos consolar. A cerveja está médio gelada… praia pra…”

E quem diria que meu chapéu de Indiana Dude não era só enfeite?

Indiana Dude no musezinho da perdição

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Escrito por daniduc em August 9th, 2008

Ducs de novo em Amsterdam. Retornaremos os posts em breve! Obrigado por todos os comentários - cada um deles ganha o nosso dia!

Escrito por carladuc em August 1st, 2008

Aproveitando o verão, que é curto por aqui, ficaremos ausentes por uns dias.

Voltaremos em breve. :)

Escrito por daniduc em July 30th, 2008

Alguns manequins holandeses que encontrei.

Bonecos Bonecos Bonecos Bonecos

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Escrito por daniduc em July 29th, 2008

Bem, se a Carol teve problemas com propagandas canadeneses, e ela fala a língua nativa, imagina nós dando de cara com algumas bizarrias complementadas por textos em holandês?

Essa daí de baixo seriamente me assustou. Olha a cara maníaca do gordinho, com dois dedões enormes.

Freak

Um tempo depois, com meu conhecimento de holandês já mais desenvolvido, eu entendi o que estava escrito em cima: “Conosco você pode mandar infinitos SMS por €9,95 ao mês”. E aí, saca, o cara tem os dedões hipertrofiados de tanto mandar SMS.

Tá, mas olha a cara dele! Eu ainda tenho medo dessa propaganda.

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Escrito por daniduc em July 29th, 2008

As placas da Holanda são bem diferentes das “pracas do braziu” que fazem sucessinho nos sites e programas de humor. Selecionei algumas. Clique nelas pra ler os comentários.

Proibido fazer zona Atropelamos pedestres 50 pila a dose da birita Cãezinhos, aqui HÃ? Permitido fazer zona

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Escrito por daniduc em July 18th, 2008

Ok, essa é talvez a coisa que mais me perguntam quando as pessoas descobrem que elas irão para Amsterdam e que, coincidentemente, eu moro aqui: o que tem pra fazer em Amsterdam? Oras, Amsterdam é uma capital de um país, uma cidade histórica e cosmopolita e tem coisas pra se fazer pra gente de todos os gostos. Mas, claro, sempre tem aquelas coisas mais turísticas, típicas, chavão, principais, em qualquer lugar, então eu pensei junto com a Carla, e elaboramos uma lista das 5 coisas principais que se tem pra fazer em Amsterdam. Espero que seja útil pra alguém.

1. Museu do Van Gogh

Sim, Van Gogh era holandês e não, você não quer nem saber como se pronuncia o nome dele em holandês (bem, se você insiste). O museu é imenso e, além de abrigar a maior coleção do mundo de pinturas e desenhos do cara, tem também obras de amigos, obras que influenciaram e uma área de exposição temporária. Se você tem o mínimo interesse em arte, vá sem medo e com um tempo pra gastar. Vale cada euro.

De sexta feira o museu fica aberto até as 22h00 e sempre rola atrações culturais - inclusive shows. De repente, vale a pena dar uma olhada.

Site: http://www.vangoghmuseum.nl
Endereço: Paulus Potterstraat 7 (http://www3.vangoghmuseum.nl/vgm/index.jsp?page=199&lang=en)
Horários: Diariamente das 10h00 às 18h00, exceto sextas, quando fica até as 22h00. (http://www3.vangoghmuseum.nl/vgm/index.jsp?page=194&lang=en)
Preços: http://www3.vangoghmuseum.nl/vgm/index.jsp?page=194&lang=en

2. Anne Frank Huis

Muita gente deve conhecer uma biblioteca chamada Anne Frank ou ter ouvido falar de um diário da Anne Frank. Resumidamente a história dela é a seguinte: Anne Frank era uma adolescente de 13 anos quando ganhou de aniversário de seu pai um diário (dagboek). Ela, como toda a família, era judia e morava em Amsterdam. Isso era lá pelo começo dos anos 1940. Logo depois dela ganhar o diário, os nazistas invadiram a Holanda e passaram a mandar os judeus para campos de concentração. O pai da Anne Frank resolveu que seria uma boa se esconder antes que chegasse a vez deles. Eles fingiram que fugiram pra outro país, mas na verdade passaram a morar num anexo escondido atrás da empresa do pai dela. Viveram lá a família dela e mais algumas pessoas por uns dois anos, sem por o nariz pra fora, sem fazer barulho, compartilhando um único banheiro, em total confinamento. Uma hora eles foram descobertos, presos e enviados pra campos de concentração. Toda a família morreu, menos o pai dela. Quando a guerra acabou (dois meses depois da Anne Frank morrer), o pai dela voltou pra Amsterdam e descobriu que a filha manteve um diário durante toda a experiência. Ele editou e publicou o diário da filha, que acabou virando um best-seller e ela uma espécie de heroína nacional holandesa. A casa onde a família passou pela provação é hoje um museu aberto à visitação pública e uma das maiores atrações de Amsterdam. Vá ver, mas esteja avisado de que é uma experiência… solene, digamos assim.

Site: http://www.annefrank.org/
Página com o serviço: http://www.annefrank.org/content.asp?pid=19&lid=2
Endereço: Prinsengracht 267 (http://www.annefrank.org/content.asp?PID=230&LID=2)
Horários: De Julho a agosto, diariamente das 9h00 às 22h00. De 15 setembro até 14 de março, diariamente das 9h00 às 19h00. De 15 de março até 14 de setembro de domingo à sexta das 9h00 às 21h00 e de sábado das 9h00 às 22h00. (http://www.annefrank.org/content.asp?PID=833&LID=2)
Preços: http://www.annefrank.org/content.asp?PID=754&LID=2 (venda on-line com uma taxa de €0,50. Mas eu acho que vale a pena… as filas são ferozes e esses 50 cents extras vão te salvar de um bom tempo de pé na rua. E, brother, deixa eu te falar, venta na Prinsengracht. Muito.)

3. Canal tour

A Holanda, ou enfim, os Países Baixos tem longa tradição de lidar com a água, e suas cidades, algumas mais, algumas menos, são tipicamente cortadas por canais, construídos desde tempos medievais até hoje em dia. E Amsterdam é das mais. É completamente recortada por canais, e um dos jeitos mais legais de conhecer os canais de Amsterdam é navegando por eles. Existem diversas empresas que oferecem passeios de barcos pelos canais. Os barcos vão passeando e contando e apontando vários locais históricos e interessantes da cidade. Os passeios duram cerca de uma hora, dependendo da empresa. Eu recomendo muito a experiência, especialmente se calhar de ser um dos 5 dias de sol do ano quando você estiver por aqui.

Na frente da Centraal Station saem diversos tours. Tem também ao lado da Leidseplein. E em muitos outros lugares da cidade. Os preços variam do tipo de passeio que você vai fazer, então o negócio é ir lá e ver o que rola.

4. Vondelpark

Apesar da Holanda estar sempre brigando com o mar e com lagos nesse país tão apertado, eles sempre reservam um espaço para parques e áreas verdes. Amsterdam tem diversos parques muito bonitos, e o mais famoso deles é o Vondelpark. E ele é super bonito, apesar de agora estar no meio de uma reforma pentelhinha. De qualquer forma, é muito legal passear a pé ou de bike pelo Vondelpark, tomar um café lá dentro ou aproveitar o segundo dia de sol na sua visita (mas você já pensou em jogar na loto ou resolveu já gastar todo seu estoque de sorte em Amsterdam?) simplesmente deitando ao lado dos os locais na grama.

E tem de tudo no Vondelpark, laguinhos com patinhos e fontes, gramados, flores, coreto cercado de flores, mais laguinhos, cafés, o Filmmuseum (com um café ao lado), pontezinhas românticas, pessoas dos mais diferentes tipos e nacionalidades, jardins de rosas, árvores e mais árvores, pássaros e mais pássaros. Enfim, dá pra você ficar bundando lá por um bom tempo.
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5. Red Light District

Esse você tem que ir. Seguinte, na Holanda a prostituição é legalizada. Em um fato completamente não-relacionado, os holandeses adoram janelas. Todo lugar você vê casas com enormes janelas, inclusive nos apartamentos que ficam no térreo, direto pra rua. Então as meninas, procurando uma solução pra resolver o conflito entre ficarem expostas ao maior número de interessados possível versus o clima miserável da Holanda, resolveram usar a paixão janelística a seu favor. Então elas alugam os quartinhos com enormes janelas e ficam lá dentro, no quentinho e no seco, de roupas provocantes, como se estivesse em uma vitrine de loja. E assim, em várias cidades da Holanda se formaram “distritos” ou “bairros” (na verdade algumas ruas próximas umas das outras) onde se concentram, hã, as profissionais. E Amsterdam tem alguns distritos desses, mas o mais famoso e conhecido, o De Wallen, fica no centrão e é um bairro histórico muito bonito.

Agora, eu sei o que vocês podem estar pensando… “bairro bonito, é, dude? sei bem o que tu quer, menino”; ou então algo como “credo, eu que não vou num lugar de bandidagem desses, cheio de putas e traficantes e…” ou por aí. Mas vejam só. Holandês não tem problema nenhum com as meninas fazerem sexo por dinheiro. Você pode ter, mas os holandeses, em sua maioria (segundo uma pesquisa citada no Lonely Planet) não tem, não ligam e não tão nem aí. E como o treco é legalizado, não tem tanto aquela carga de marginalidade associada. O Red Light District é, sim, uma atração turística de Amsterdam, e vai lá todo o tipo de gente. Mesmo. A turistada vai em peso lá, inclusive senhoras, famílias (juro procê), todo mundo na maior boa, passeando, e as meninas lá, na janela, na delas. A polícia patrulha ostensivamente, pra garantir a segurança de todo mundo, e sim, o bairro é muito bonito. E não só isso, também é um bairro residencial e mora um monte de gente lá que não tem nada a ver com a indústria do sexo.

Agora, claro, vai todo o tipo de gente, e sim, vai ter casa de show de putaria, vai ter menina de biquininho na janela, vai ter turma de moleque babaca, especialmente vindos de países altamente repressores, saindo pra “comé mulé” e zoando, vai ter cara querendo descolar umas drogas, vai ter quem vai lá pagar as meninas, óbvio, vai ter sex shop, tudo isso misturado com a turistada, as senhoras, as famílias e os moradores que eu falei - o que é tipicamente holandês, essa mistura de cada-um-na-sua, o que junto com o bairro em si forma a combinação que eu acho que torna o lugar digno de uma visita.

O bairro em si é razoavelmente seguro - claro, sempre onde tem muita gente, especialmente turistas, sempre tem batedor de carteira, mas é só não dar vacilo - mas isso vale pra toda Amsterdam… e Europa… e Brasil e… enfim. Bom senso, gente. Agora deixa eu te avisar agora, em letras garrafais: se você for no Red Light District NÃO FOTOGRAFE AS MENINAS! Isso é MUITO importante. O ideal é você não fotografar nada, nem o bairro em si, porque se uma das garotas achar que você tá fotografando ela, especialmente se você é homem, você pode se meter numa encrenca séria. Não force sua sorte, especialmente quando você pode se machucar. NÃO FOTOGRAFE AS MENINAS! Eu avisei.
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De resto é isso. Espero que se divirtam por aqui :)

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Escrito por carladuc em July 10th, 2008

Vlaamsch Broodhuys

No tema gastronomia como era de esperar num post escrito por mim, hehe, vou falar sobre os pães na Holanda.

Não sei vocês, mas eu morria de curiosidade antes de vir pra cá, sobre quais  os tipos de pães disponíveis por aqui.

Tomada por um preconceito e influenciada por depoimentos de visitantes dos Estados Unidos, tinha a imagem que pão fora do Brasil era de forma branco industrializado e bagel. Me assustava um pouco pensar  em  viver apenas com essas opções. Eu achava que pão francês só no Brasil e “será que tem na Holanda?”.  Essa imagem de que os EUA apenas tem pão branco industrializado e bagel já começou a mudar, pois já li um relato sobre casas de pães na Califórnia que oferecem uma variedade de pães de alta qualidade. Acabei concluindo que não tenho conhecimento suficiente pra dar pitaco sobre os pães disponíveis nos States, mas após alguns meses de Holanda posso seguramente falar sobre os pães e a cultura sobre eles daqui.

A primeira boa surpresa que tivemos ao chegar foi que tem uma variedade imensa de pães. Encontramos inclusive o pão francês que tanto prezamos no Brasil, em forma de baguete como na França e individual como no nosso país. Com o plus de ainda encontrá-lo facilmente na versão integral. Em São Paulo me lembro apenas do Pão de Açúcar vendendo pão francês integral.

E por falar em integral, essa é a parte mais peculiar da cultura holandesa na área da panificação,  os pães integrais são a preferência nacional! SIM, eles adoram (mesmo) pães integrais e estes são largamente disponíveis, nos mais variados formatos e tipos. Curioso também é que nos restaurantes quando você ve um sanduiche descrito no menu, se o tipo de pão não estiver especificado, é alta a probabilidade de que seja o integral, que é o mais comum.  Estamos acostumados com o padrão ser o branco e o integral vir especificado, mas aqui é o oposto. Muito frequentemente o integral é o padrão e o branco é que vem especificado.

Além do integral, tem pães brancos de variados tipos também para quem os prefere. E bagel para os aficcionados por ele. Sério, não sei se ouvi falar demais dele e isso criou uma expectativa mais alta do que deveria, mas honestamente, não vi nada de tão especial no tal bagel. Sim, ele é gostoso, mas  pra mim é só um pão gostoso no formato de rosca. Tem inclusive uma lanchonete aqui chamada Bagels & Beans (existem outras de bagels também) que é muito boa. Eles vendem diferentes tipos de bagel, o ambiente é super agradável, eu recomendo um café da manhã lá. A Camila pode confirmar.  (Provavelmente ela nunca lerá essa citação, desnaturada que é minha querida irmã :P).

Outra curiosidade é que o pão aqui não dura mais que 2 ou 3 dias. Acostumados no passado a comprar um pão integral no supermercado com validade que ia de 01 semana a 10 dias, aqui notamos rapidamente a diferença no tempo de duracão. Os fungos não demoram muito a aparecer, o que pra nos é ótimo sinal. Fora conservantes! :)

Característica já mencionada aqui, relacionada a cultura alimentar  e que podemos de certa maneira relacionar a esta abundancia de pães, é o fato de na hora do almoço a tradicão ser comer um sanduiche acompanhado em geral de algum tipo de leite (lembram, eles adoram). Eles não fazem uma refeição como as de costume no Brasil. Tem que variar o sanduiche né? Não dá pra comer o mesmo pão todos os dias. E o seu nível de holandezisse sobe se você levar de casa o seu sanduiche,  preparado com o pão do AH, afinal não vai gastar dinheiro a toa na hora do almoço, certo? A gente já falou aqui também que eles são morrinhas.

Ok, tá tá tá, já sei que aí tem um monte de pães, mas onde se compra o pão? Existem padarias?

O pão pode ser adquirdo no supermercado, o de fabricação própria deles e os industrializados, sendo que os de fabricação deles são a maioria e muito bons! Em SP em geral é o contrário, os de fabricação própria são aqueles que a gente compra quando quer economizar.

Além do supermercado, há casas de pães especializadas e lá você vai encontrar pães diversos, fresquinhos e deliciosos. Muitas vezes elas vendem sanduíches e coisas para você comer na hora também. Acaba sendo uma espécie de Casa de Pães / Lanchonete. A que conhecemos vende  inclusive todos os pães orgânicos.

Vlaamsch Broodhuys

Tem também as feiras onde comumente se encontra pelo menos uma barraca de pães. A feira dos fazendeiros do Nieuwe Market tem uma barraquinha de paes orgânicos.

Então já sabe, pode ficar tranquilo, que por aqui não falta opção de pão. Tem pra todo gosto. :)

Serviço:

1. Bagels & Beans

Kinkerstraat 110
1053 EC Amsterdam

É uma rede com diversos endereços.

http://www.bagelsbeans.nl/

2 - Casa de pães “Vlaamsch Broodhuys”

Elandsgracht, 122/bg
1016 VB Amsterdam

Também tem diversos endereços na Holanda.

OBS: Nos sites em holandês quando estiver procurando por relação das lojas clique em “Winkels” que significa “Lojas” em holandês.

3 - Feira dos fazendeiros no Nieuwmarket

Localização: Nieuwmarkt (Centro velho de Amsterdam)
Quando: Ano todo, aos Sábados das 09:00 as 17:00

http://goamsterdam.about.com/od/wheretoshopinamsterdam/a/best_markets.htm

4 - Relação de diversos mercados/feiras em Amsterdam.

Mercados/Feiras diversos.

http://www.amsterdam.info/markets/

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