Blog da Bartira


Meus Heróis não morrem de overdose – Eles nunca usaram drogas …

A pouco tempo atras eu vi o filme do Cazuza. Foi lindo.  Não sei se o filme em si era chato, ou se o tema não me prendeu. O fato é que foram quase duas horas assistindo uma história que não emplacava de jeito nenhum, e eu continuava por pura teimosia.

Tem partes que sinceramente me assustaram no filme. Eu fico imaginando o que ocorreria com um dos filhos de minha mãe se a mandássemos tomar no c*, como o herói dessa geração fez com a sua. Sabe qual a resposta? É inimaginável, filho nenhum de minha mãe deu  pra isso.  E olha que somos todos problemáticos … Até pouco meses antes de meu pai falecer, irmão meu nenhum fumou na frente dele, nem dentro nem fora de casa.  Porque todos tinham respeito aos sentimentos de meu pai a respeito deste vício. E eu to falando cigarro que a gente compra na padaria mais próxima. Quanto mais mandar tomar em orifícios inexplorados da santa que nos deu a vida

Em outro momento do filme o cara informa aos pais que vai viajar, com o dinheiro deles, veja bem, e que ninguém o iria impedir. Meu, indepentende das letras bacanas, que herói faria isso?

Ele foi um letrista muito competente, um grande performer de palco, e dono de uma voz talentosa, em termos de profissão. Cara, Marcio Mattos é um pesquisador talentoso, em termos profissionais, e não é por isso que ele é meu ídolo.

Como figura pública, Cazuza foi adicto de todas as drogas que eu conheço, viveu uma vida sexual desregrada (homo ou hetero, isso é o de menos), e está bem longe de ser o exemplo que eu sempre sonhei para os meus filhos.

Como profissional, impossivel dizer que o pai,  alto executivo da industria fonográfica da época, não deu uma ajudinha. FOsse com influencia financeira, profissional, ou de círculo, já que até os novos baianos baixaram na casa dele.

O único exemplo que Cazuza deixa que é digno de menção mesmo foi ter inspirado os pais na criação na Sociedade Viva Cazuza. Mas até onde sei, mérito da mãe. Aliás, minto. Ele foi muito macho ao assumir publicamente sua doença. Mas dizer que ele foi “forte” é meio que forçar a barra. Ele tinha aids… Ele tinha grana para bancar um tratamento novo … Então o que ele ia fazer? O mínimo que ele poderia fazer tomar o remédio na hora certa, ser ativo para não enloquecer e tentar não se matar usando drogas ou alcool …

Depois de assistir atentamente a este filme, eu só tenho duas coisas a dizer:

A vida de Cazuza foi eternamente glamourosa e cheia de diversão. O cara não parava pra .. sei la ..f azer cocô, estudar, malhar. Era so diversão e alegria, bebedeira, sexo e drogas.

E finalmente, hoje eu tenho mais certeza do que nunca de quem são os meus heróis. Eles erram, muito. Eventualmente tomam porres homéricos e escolhem o caminho errado. Mas eles não financiam o tráfico, apanharam na infancia, and therefore, respeitam os pais e a si mesmos, trabalham pelo bem de todos e, acima, não tendem a morrer de overdose. Mas quando morrem, deixam um história de gratidão atrás de si pelos serviços prestados ao próximo. `Por qualquer que seja a razão.

June 20th, 2009 by barts

Uma mesa muito louca de verão

Eu saí por ai procurando uma mesa pra comprar. Lépida, eu rapidamente achei a que eu queria

-Moça, quanto é essa mesa com 2 cadeiras?

-590 reais

-Legal, a vista tem desconto?

-Não pode,o preço é esse mesmo

-Neste caso, eu posso parcelar em 3 vezes?

-Pode, aí eu dou 30% de desconto!

 

….

 

A única pergunta que fiz foi: por que caráleos isso SEMPRE ocorre comigo?

June 16th, 2009 by barts

Pra não dizer que é so comigo

Sumi por uns tempos porque tive uma efetiva promoção no que tange ao número  de tarefas rotineiras por aqui … Mas hoje, meus amigos, vim contar uma história que prova que essas coisas não ocorrem só comigo.

Porque eu sou feia e boba, porque meu chefe não me ama, não importa o porquê, o fato é que sou presidente da CIPA na  atual gestão da empresa e portanto, como é de lei, eu preciso organizar uma semana interna de prevenção de acidente pro acá. E foi essa semana.

Eu queria fazer uma coisa diferente, legal, divertida e útil. E foi assim que eu resolvi que, ao invés de palestras chatas sobre amortecedores, eu deveria falar sobre …. economia doméstica … Afinal, foi num workshop deste tema que aprendi a lidar com dinheiro. O profissional dessa área entende de orçamento doméstico e de como administrá-lo. E essa é uma ciência – sim, é uma ciência e até um curso superior – preconiza que nós podemos o que quisermos, desde que saibamos nos organizar financeiramente.

No dia anterior havíamos organizado uma palestra com o Fabio Costa, o popular Tio Fio, que é um cara simplesmente fantástico que faz um trabalho lindo sobre prevenção a acidentes ligados a eletrecidade.

Enfim, palestra agendada para as 15:30, as 13 horas toca o telefone:

-Barts, o cara da palestra chegou, vem receber

-WTF? A essa hora, será que eu não avisei ao cara o horário da palestra?

Fui recebê-lo, o cara de terno, segurando a gravata e com uma case de notebook a tira-colo. Eu me apresente. Levei-o ao auditório e, porque tínhamos MUITO tempo, perguntei se ele gostaria de almoçar, ou que eu pedisse um lanche, uma água, qq coisa. Meu deus, por que eu fui fazer isso?

Neste exato momento o cara começou  a me contar que havia feito uma cirurgia complicada a 62 dias atrás, e tava sob recuperação, com dieta bastante restrita. Eu, claro, educadamente dei atenção.

Da vesícula com cálculo passamos ao tamnho da próstata do cidadão, a uma descrição detalhada do dia da sua cirurgia, depois aos sintomas do problema de próstata, a um câncer benigno…

-Um tumor, o senhor quer dizer

-Não … câncer mesmo … só que benigno

-AHn..

…Passamos por todos os exames pré-operatórios, com diversas menções ao tamanho da cicratiz da vesícula e de várias mímicas sobre onde estava a cicratiz da próstata … E a isso tudo [daniduc] a música de twilight zone só aumentando [/daniduc].

Cada detalhe da internação, dos sintomas da síndrome tumoral, do exame visual das pústulas extraídas, do estado do sistema urinãrio do cara com TODOS os orgãos envolvidos … tudo isso eu ouvi …

Foi mais ou menos quando entramos no assunto “como anda o meu xixi” – incluindo detalhes da cor do sangue – que eu achei que enough is enough e que devia sair dali o mais rápido possível. Ele me disse rapidamente que a esposa havia ficado no carro e eu agarrei-me a essa âncora como um náufrago em alto mar. Pretextando ir oferecer ‘a mulher um local para ficar, eu disse que precisava sair … E ele, para meu desespero disse

-Mas como eu ia dizendo…

E, ao falar, o cara comecou a abrir a camisa… E eu pensei, isso não ta acontecendo. Pois é meus amigos. Sem que eu proferisse uma só palavra desde o tumor benigno até o “vou perguntar a sua esposa se ela não prefere esperar aqui dentro”, o cara resolveu achar que que eu queria ver a cicratiz dele … e tirou a camisa. Ato contínuo, começou a mostrar por mímicas onde ficava a cicratiz da próstata ocasiao em que – sem gracíssima – aproveitei a chegada de um colega,  levantei e fui embora.

Fui até o estacionamento e lá encontrei uma situação chocante, sobre a qual falarei mais tarde.

Na volta, peguei um laptop porque o moço, a despeito do case para laptop não tinha um. O colega que havia ficado com o palestrante me encontrou e disse

-Barts, vai fazer sala, lá eu não fico mais

-Ora fulano, seja homem, o cara só é chato, só isso

-Chato? Ele acabou de tirar a camisa pra me mostrar uma cicratiz e, se eu não corro, ele já tava tirando a calça pra mostrar a outra.

Bom. Eu voltei lá e expliquei as regras éticas da empresa. Não julgamos pessoas, nem escolhas e nem decisões. Não criticamos crenças ou opções. E haíamos tido no dia anterior uma excelente palestra sobre eletricidade. Pule essa parte e atenha-se a economia doméstica

-Falando nisso, voce sabia que já existia faculdade disso?

-Pera ai, eu contratei o senhor acreditando veementemente que o senhor ERA economista do lar ….

-Nah, sou diretor de duas empresas …

Chegou o momento. A fábrica se mobilizou. Mais do triplo do normal de pessoas. Pessoas saindo pelo ladrão.

E o cara começou a palestra. E minha cara, assim como ocorreu com Therezinha de Jesus na antiga cantiga de rodas durante uma queda, foi ao chão.

Não é que o cara falasse errado. Ele so falava uma lingua diferente da minha. A impressão que eu tive é que ele abriu, duas horas antes de chegar, a página da uol economia e tirou dicas básicas. Algumas obsoletas. Disse que ele era dono de duas empresas, que tinha um absurdo salário de R$5000,00 reais, como excelente executivo que era.  Parava palavras no meio pra galera completar, ao estilo de liderança dos anos 50. Chegou a dizer

- Desculpa gente, mas eu sou diretor de duas empresas, eu tenho que falar

-Minha casa tem oito comodos, todas tem tv e pc.

-Tem gente que compra um uisque 12 anos … Pra que? Isso é besteira ( e a base da economia doméstica é: faz o que quiser, compra o que quiser, desde que voce planeje)

-Minha empresa vale 1 milhão de reais.

Nessa hora minha mente se voltou para experiência ocorrida no estacionamento, uma hora atrás. Ao ir procurar o carro do homem, com o objetivo de convidar a esposa para esperar na sala própria para este fim. Eu me deparei com um portentoso monza 82, com 4 pessoas dentro, com um farnel aberto no chão, tirando flores com raiz dos canteiros de dentro da grade que separava o estacionamento da área interna e – claro – tentando esconder. Meu, por que caráleos  um cara com duas empresas, uma delas valendo um milhão,  empresãrio bem sucedido, me decide ter um monza???

No final da palestra, eu agradeci morrendo de sem gracisse, dei ao cara uma caneta bastante ajeitada (presente para todos os palestrantes),  pedi a ele que escolhesse alguns números e, com base na lista de presença, sorteei alguns brindes pros participantes. O cara virou e falou – ué, e eu, não ganho nada??

Nota – a palestra foi paga a peso de ouro..

Eu disse que ia ganhar o certificado, puxei a MINHA caneta, assinei o dito cujo e ouvi

-Que linda caneta, é igual a minha

E eu, não, a sua é social, essa é caneta simples.

Ao que ele respondeu, e eu posso ficar com essa?

Meu, a caneta do cara era roller e foi cara para uma caneta. A minha era, não obstante ser da empresa, usada e bem mais simples.

Eu levei o cara embora e, ao final, ele ainda me puxou pra um canto e disse

-Te certeza que nao quer ver a cicratiz?  Olha que é maior, hein ….

May 14th, 2009 by barts

Tem Pai que é Cego

Eu printei essa figura aqui ó:

mae-2

E o link é  este.

Cara, eu ia até tirar uma onda. Mas acho que deve ser tão horrivelmente ruim este tipo de situação, que nem vou. A pior coisa do mundo é brigar com a realidade.

March 31st, 2009 by barts

Apocalipse Now

Os quatro cavaleiros do apocalipse já montaram os seus corcéis, posicionaram suas trombetas, e começaram a tocar axé.

Tremei, humanidade, treimei.

veronikadecidemorrer

Um livro histórico. Um autor iluminadoUma diretora cult. Uma estrela de primeira grandeza. Um filme inesquecível.

Veronika com cá decide morrer,  estrelando Sarah Michelle Geller. O best seller conquista as telas.

 

RUUUUUN, run to the hills, run for your lives!!!

February 28th, 2009 by barts

O Sumiço do Fantasma

Ela é surda, totalmente, tem pelo branco semi-longo e profundos olhos azuis. Como é surda, ela não tem noção do barulho dos seus miados. E sempre gritou muito. Ela vive com minha mãe.

Na quarta feira de cinzas ela não veio comer de manhã. Eu não me assustei, minha mãe tinha viajado  e ela podia estar fazendo greve. Eu voltei pra minha casa, alegre e saltitante. A noite, necas de Branquinha. Quinta ela não apareceu para comer tambem, mas miava, miava, e ninguem consguia saber de onde vinham os miados.

Ontem a noite eu não aguentei e voltei pro rio pra tentar ajudar minha mae a procurar, afinal, minha tem quase 80 anos, e tudo que ela podia fazer, conversar com os vizinhos, já havia feito.

Já fui estacionando na porta e vendo a velha sair, quase aos prantos. Segundo ela, a Branca tinha dado um daqueles miados ^to morrendo^ e minha mãe tava disposta a qualquer cosia pra acha-la. Mas o que pode uma senhora de 80 anos contra um gato em agonia?

Pois bem. Foram 3 invasões a 3 galpões diferentes, um dos quais pelo telhado, um suborno rápido pro vigia da bagaça fazer vista grossa e emprestar uma escada caindo aos pedaços, e um pequeno embroglio com uma vizinha encreiqueira.

Minha sobrinha, que é menor do que eu, se meteu em tudo que era buraco, e sofreu a bordo da mega escada que apelidamos de ^sobe pelos cantos^. Já saindo, no segundo galpão, uma olhada rápida descobre que ela está num terceiro galpão.  Em cima de uma laje. Embaixo de uma caixa de agua. E no meio do nada. Dentro de uma terceira construcao trancada.

E lá fomos nóóóós. Resgata de debaixo da caixa dágua, mal presa numa laje, pela minha sobrinha, eu tive que descer com ela no colo na escada aos pedaços. Dali ela foi direto ao vet, porque foram 4 dias de inanição pura e simples.

Saldo da bagaça:

Meio tanque de gasolina pra viagem: R$ 50,00
Pedágio: R$ 8,50
Suborno: R$50,00
Consulta + proced vet: R$100,00
Remedios: R$20,00
Bandagens de primeiros socorros pros ferimentos ocorridos em humanos durante o resgate: R$15,00

Ver uma velhinha de quase 80 anos feliz com sua gata surda assustada, mas intacta, no colo: nao tem preço.

February 28th, 2009 by barts

A Coisa

Pois é amigos. Eu sou conhecida por não gostar do Stephen King. Os livros dele me dão uma sensação desagradável que eu nunca relaciono com o tipo  de estímulo que me faz ler livros ou ver filmes. Mas tem tanta gente boa que gosta que eu sou obrigada a concordar que ele deve saber contar uma história.

Enfim … minha sobrinha tava lendo “A Coisa”, e me despertou a curiosade. E eu baixei o filme. E assisti.

E eu tava aguentando, sabe? Eu assisti aos pedaços, porque não dava pra aturar tudo de uma vez. Mas eu tava conseguindo administrar. O garoto mau com gomalina no cabelo? Eu administrei. Eu administrei o cara que a 30 anos usava bombinha de agua com cânfora sem saber que não era berotec. O palhaço saindo de um ralo de 10 cm de diâmetro eu vi e nem fiz comentario nenhum. A total falta de lógica dos poderes da coisa não me fizeram parar de assistir o filme, sabe?

Até que um cara de 40 anos, prestes a encarar de mãos nuas uma entidade malévola que o assombrava desde a mais tenra infancia, um ser sem idade que se alimentava a cada 30 anos de medo e desespero, pois bem, este homem de 40 anos no limite de suas forças … resolveu  dar uma paradinha no embate mortal para o qual ele nasceu, virar para   todos os amigos para contar que — era virgem. Tipos “a coisa está vindo aí, estou desesperado, ele vai matar a gente e, oi, a propósito, eu tenho cabaço”.  Cara. Tudo na vida tem um limite.

É oficial. Eu definitivamente não entendo como este cara vende livros. Pronto. Falei.

February 26th, 2009 by barts

Como transformar algo bonitinho numa escrotice sem dó.

Ray Reyes Leon. Muito pouca gente sabia – acredito que  nem mesmo ele – mas eu e este homem fomos casados por um bom tempo. Casamos cedo, eu devia ter uns  12 anos, tivemos dois filhos gemeos e vivemos felizes numa casa na serra – com uma piscina aquecida. Os colegas de banda dele moravam conosco. E o Roy, que eu acreditava ser o melhor amigo dele, havia sido nosso padrinho de casamento. Curiosamente, me lembro agora, todos andavam pela casa com camisas parecidas, mas de cores diferentes e estampas coloridas. Rolavam faixas nos braços tambem.

Depois eles demitiram o Ricky Melendez e colocaram o Kiki(que mais tarde se tornaria Ricky Martin), aquele pirralhinho sem sal, no lugar, e o Menudo perdeu a graça para mim.

O fato é que vivi minha época, e como todas as minhas coleguinhas, eu gostava do Menudo e tinha o meu preferido.

Aí o mundo mudou, eu entrei pra sexta ou sétima série, comecei a estudar pra valer, esqueci da existencia deles até que, aos 18 anos mais ou menos minha mae me perguntou o que fazer com minha colecao de botons e posteres  que tava gastando um precioso espaço. Eu dei uma tossidinha (isso era meu?) e mandei ela queimar tudo, espalhar as cinzas pelos 4 continentes e separar uma parte para mandar pra lua. Pedi sigilo sobre o ocorrido tambem, era uma coisa entre mãe e filha – para que comentar com todo mundo?

Muitos anos depois, me vi caçando a historia deles para  uma adolescente e mostrar pra ela  que nós – adultos -tambem jã tivemos aquela idade e aqueles sentimentos. Me deu saudadinha.  De uma epoca que meu grande amor tinha olhos verdes e não vinha embrulhado num pacote junto com discussões de relação, métodos anticoncepcionais, partos naturais (e seus horrores), depilação sempre em dia,  a familia do conjuge. Enfim. Voce se apaixonava, casava, tinha filhos, e nem precisava esperar os 9 meses para isso.

E, depois que a adolescente em questão se foi, eu continuei a procurar na internet o que houve com os meus 5 queridos. E fui, óbvio, no orkut. E quase tive um ataque cardíaco.

Mulheres da minha idade, que era adolescentes quase crianças no anos 80 reclamavam que o Menudo Schlebts havia as tratado mal (nao descobri como, posto que a pessoa apagou o post, mas depreendi das respostas que ela obteve). Aí teve outra que disse ter ouvido calada, mas que tambem tinha uma denuncia a fazer sobre o cidadao que autorizou ela no msn mas nunca tinha tempo de conversar com ela.

Mulheres, atencao – DA MINHA IDADE. Eu fui apaixonada pela imagem que eu fazia de um menino adolescente que cantava uma musiquinha. Ele não fazia cocô, nao soltava pum, ele so cantava, sorria, e me beijava, nos meus sonhos.  Aquelas mulheres adultas estao cobrando o ônus de ser famoso  de um cara tambem adulto que não tem mais o bonus do sucesso (dinheiro) a muito tempo. Se ex-Menudo eu fosse, a policia eu chamaria se alguem viesse atras de mim a esta altura do acontecimento pedindo autógrafos, e sairia correndo dali.

Acho saudável as pessoas manterem suas crenças de infancia, se encontrasse o cara num aeroporto eu provavelmente faria questão de – sem ser invasiva – pedir uma foto – até pelo inusitado da coisa. Mas nunca sairia correndo atras dele, nem xingaria se o cara nao me aceitasse no msn, nem ficaria fula se fosse atrapalha-lo no local de trabalho dele pra ele me dar um autografo e ele nao me atendesse. Muito menos viajaria ate o seu país de origem porque – agora que ele nao é mais famoso – supostamente tem  mais tempo pras fãs.

Meu, acorda, que fãs? “Fãs do seu trabalho” Que trabalho? Um é advogado, o outro é corretor de imóveis … Se imagina correndo até o por quilo da esquina pra almocar rapidinho e uma turba de balzaquianas gordinhas atrás de voce. Como alguem se sentiria? Como o cara não deve ter se sentido

Os nossos sonhos de infancia são legais. Devem ser cultivados e, se possível, revividos eventualmente. Mas há que se entender que o que é do passado, deve ficar no passado.

Ou vc corre o risco de trocar a fantasia:

depois-mdo2

Pela realidade:

mdo-depois

E eu não vou te enganar não: tem vezes que a realidade é feia pra caralho!

February 13th, 2009 by barts

Chamava Riroca, mas mudei de nome

O Bruno, colega blogueiro, pediu a alguns amigos que escrevessem no blog dele sobre a experiencia de voltar ao  Brasil, depois de algum tempo, o resultado ficou maneiríssimo.

E me fez pensar, como geralmente me fazem algumas coisas que ele escreve. Eu nunca morei fora do Brasil, mas já morei em muitos estados daqui da terra de santa cruz. E sempre acontece algo muito interesse cada vez que eu volto de minhas incursões.  Pelo menos aconteceu de forma MUITO marcada da primeira vez que eu voltei.

Imagine que estávamos todos numa reunião social, muito bem vestidos. De repente eu ouvi um barulho lá fora e vou ver o que é. Eu ponho os pés na rua e rolo uma ribanceira, caio de cara no cocô de cachorro, sou atropelada por um caminhão, fujo de um bando de doninhas raivosas, perco o sapato e, depois disso tudo, eu entro de volta na sala. Só se passaram 15 minutos, tá todo mundo arrumadinho, eu saí de lá arrumada, mas voltei totalmente .. ahn .. diferente, já sem saco para a festa, sem a mesma roupa que eles, e achando que ficar ali, fazendo uma social com aquelas pessoas, é tudo que eu não queria fazer.

É exatamente asim que eu me sinto. Parecia que o tempo passou diferente para mim do que passou pra meus amigos/familia. Depois de morar no meio do mato, tendo que consolar uma amiga cujo cão morreu comido por uma onça e depois outra amiga, cujo presente do dia dos Pais do marido (comprado na Americanas.com) caiu no rio durante a travessia é … surreal … Eu fui a uma feirinha onde uma das atrações era … uma escada rolante! Cresci profissionalmetne de forma absurda no quesito logísitca. Morei sozinha no meio do nada, chorei de solidão e sofri. E isso muda. Muda MUITO.

E quando eu voltei, eu simplesmente não via mais sentido -e muitas vezes nem muita graça – na maior parte das rodinhas sociais que eu fazia parte … Mas que cazzo, todo mundo se preocupando cousas tão .. “nao importantes”? Só que o fato é que antes eu tambem pensava daquele jeitinho. Eu apenas passei a ter outras prioridades, nem melhores nem mais inteligentes que meus amigos. O Rio de Janeiro era estranho e chato. Era agressivo, era mau. E eu não mais me adaptei a  viver nele por muito tempo. E fiz outros amigos. Obviamente. E fiquei com alguns. Mas a dinamica das relações mudou.

Depois eu fui pra mais dois empregos em estados diferentes. Depois eu fui pro interior do ES e … idem .. Cada vez que eu voltava pros meus amigos do Rio eles pareciam mais distantes da minha realidade. Eles não eram melhores nem piores.

E eu percebo que a cada mudança eu fico mais distante daquele mundo que eu vivia qd tinha 26, 27 anos … E eu percebo que aqueles amigos, a grande maioria pelo menos, simplesmente não tem mais nada a ver comigo.

Não foi o mundo que mudou. Não foram as pessoas que mudaram. Só que eu mudei.

Não sei qual das Barts que eu prerfiro, mas posso dar certeza de uma coisa, a de hoje é MUITO mais versátil que a anterior.

February 3rd, 2009 by barts

A preferencia Nacional

Recente pesquisa mostra que mulheres tem mais orgasmos com porcos chauvinistas capitalistas do que com trabalhadores companheiros da classe operária.

Meu amigo Nelson, inclusive, ficou irado. Mas o que eu acho é que a pesquisa f oi meique mal explicada.

Vamos lá, é preferencia mundial entre todas as mulheres, incluindo as Valquirias de Vahalla, a figura do homem provedor. Ele não precisa ser rico, mas tem que passar uma imagem de provedor.

Por exemplo, se uma mulher sai com um cara num clima de dating, e o cara manda um “oi, vamos dividir?” o tesão da mulher já pode sentir um considerável baque. O meu pelo menos, ao ouvir essa frase no primeiro encontro, teria que ser resgatado do chão. Certa vez, eu estava esperando um compromisso profissional com um possível parceiro. Pedimos uma empada e um café cada e, logo após, ele pediu mais uma empada e eu, mais uma empada e um café.

Na hora da conta eu tava alegremente pegando a carteira quando ouço a máxima, um café é baratinho, vamos dividir 50 a 50 que é mais facil. Chutei, disfarçadametne pra baixo da mesa todo o interesse que eu sentia pelo mancebo.Foi natural, foi simplesmente automático.

Por outro lado, certa feita, saindo com um amigo que era o maior pegador da paroquia, qd ele resolveu me conquistar, dentre as peripecias do malandrinho pra uma noite de sexo, ele pagou a conta. E cara, eu *quase* dei condicao .. O cara era mega bom nisso.

À mulher cabe – obviamente - se oferecer para pagar a conta. E não ha nada demais em rachar ou mesmo pagar em saídas com companheiros de longa data. Mas é quase unanimidade entre as meninas que quando o cara paga no primeiro encontro, é bola dentro. E forte.

Da mesma forma que quando o engravatado da Pres. Vargas olha e baba por um derrier como o da mulher melancia, são os seus instintivos mais primevos que gritam que ela tem ossos de bacia larga e é boa parideira, e o mesmo pra mulheres para idade ótima de parir – a mulher tende a se apetecer mais por machos provedores. E não há nada demais nisso. E quanto mais grana tem o cara, mais as c hances de ele ser provedor.

Mas caso vc nao tenha grana, ser provedor não é impossivel. Abra portas, carregue pesos, seja cavalheiro.

É perfeitamente possível o homem ser provedor sem ter grana, porem, por ser muiot mais dificil, a pesquisa pega apenas o modo mais “facil” de ser provedor. Um cara que cuida da mulher, em diversos aspectos, ta bem? pode perfeitamente se encaixar na figura do provedor, mesmo que não pague contas. Por outro lado, o cara que paga tudo mas não tem a manha de dar “conforto ” para parceira, pode muiot bem ser um bundao e terminar sozinho. COnheco mais de um caso. Só que – de novo – se ele tem grana – pode fazer a mulher se sentir protegida sem levantar o polegar…

Mesmo sem grana, jeito tem …  Faça qualquer coisa, mas entenda que, assim como tamanho, ter grana é dom de Deus. E negar isso seria pecado. E só com muito esforço e carinho o cara pode compensar isso.

February 2nd, 2009 by barts