A muitos anos atras um cara chamado Hugh Everett, ou algo assim, propôs a teoria dos mundos paralelos. Ele é Nobel de Física, sua teoria ficou bem conhecida e muitos expoentes sérios da ciência, como Stephen Hawking, acreditam nela.

 

Segundo esta teoria, toda vez que rola uma situação com duas probabilidades estatísticas de igual peso, o mundo se divide em dois, com o passado exatamente igual, mas com futuros diferentes, um para cada probabilidade ocorrer.

 

Por exemplo, na experiência de Schrodinger, uma caixa lacrada continha um elemento radioativo com 50% de chance de emitir radiação, um contador geiger, que receberia a radiação e, por isso, quebraria um frasco de veneno gasoso e um gato.

 

Após uma hora, abrir-se-ia a caixa, para ver se o gato tinha sobrevivido (radiação não emitida) ou não (radiação emitida, veneno liberado). Durante esta uma hora, o gato não tava nem vivo nem morto.

 

Neste contexto, dois mundos se formariam, um para o gato vivo, outro para o gato morto. Estes dois mundos tinham passados exatamente iguais, mas futuros totalmente independentes. Isso ocorreria também no nível de moléculas, onde um elétron pode ter spin positivo e negativo, então a divisão estaria sempre ocorrendo. E quanto mais antiga fosse a divisão entre dois mundos, mais distantes entre si eles seriam.

 

Assim, é possível e provável, segundo a teoria, haver um mundo onde os Neanderthais venceram os kromagnons, e portanto a raça humana se desenvolveu de modo diferente.

 

A teoria é bacana, fisicamente plausível e tem tudo para dar excelentes romances, filmes e etc.

 

Aí chega o Bill Pullman e  escreve a bússola do ouro…