Pois é, na última festa literária de Paraty, eu tive a sorte de ver a melhor das mesas redondas:

Os escritores Paulo Coelho e Dan Brown participavam da mesa, que era mediada por Jô Soares e com perguntas formuladas por Mainardi. Ou seja, um duelo de Titãs.

Paulo Coelho iniciou lendo um texto seu, chamado “O Guerreiro da Luz sabe onde enfiar a espada”. Lágrimas nos olhos da platéia ao final da leitura. Dan Brown tambem não se fez de rogado e, numa brilhante interpretação, nos brindou com trecho de seu novo livro -  que fala sobre a originalíssima história do Sebastiao, rei de Portugal,e seu retorno triunfante para salvar seu povo. Agora que o número absurdo de imigrantes põe em risco a estabilidade de Portugal, sbe como é, né? Infelizmente ele não pôde terminar a leitura porque o Jô interrompeu várias vezes com comentários pertinentes.

Paulo Coelho aproveitou para elogiar o Dan sobre sua extensa pesquisa imparcial e totalmente isenta sobre a genealogia de Cristo.

Mainardi colocou que preferia não incluir na discussão este hippie sujo da esquerda festiva, que foi responsável pelo comunismo no mundo.

Jô perguntou ao Senhor Brown de onde ele tirava aquelas idéias originais dos livros. Ao que o Sr Brown imediatamente respondeu:

-Ora, essa pergunta é extremamente fácil. Eu tiro …

Ele bebeu um pouco de água, pediu para ir ao banheiro. Ficamos todos esperando e, durante este tempo, Jô deu todas as suas opinões a respeito da vida pregressa de Raul Seixas. Na volta do Dan, ele respondeu

- … da minha cabeça.

Mainardi comentou que admira este escritor porque sua maneira de escrever é absurdamente autêntica e retrata a sua forma de viver, já que ele usa cliffhanger até no dia a dia.

Depois, a pergunta foi para o Senhor Coelho. Jô Soares pediu uma breve explanação sobre a magia – mitos e realidade – desde os primórdios até os dias de hoje, com nomes de grandes e comentários sobre acontecimentos importantes.

Paulo Coelho disse

  • Bem …

Jô Soares imediatamente interrompeu para perguntar o que ele queria dizer com “bem”

Ao que Mainardi, imediatamente, cortou o entrevistador e fez um discurso de 25 minutos feroz e bastante indignado sobre ignorância da superstição comunista.

Depois disso, todos os participantes vaiaram de pé o acontecimento. Paulo Coelho prometeu mostrar a espada dele bem como seus usos, a quem quisesse.

Pedimos autógrafos aos escritores, que nos cobraram apenas R$10,00 por livro.

Foi um banho de cultura.