Na segunda guerra mundial, a maioria dos cidadaos da alemanha era nazista e apoiava o governo. Hoje, mais de 80% da populacao jura que seus ascendentes eram combatentes renhidos do sistema. E, ao falarem de seus avôs, reiteram todas as atitudes heróicas dos mesmos para salvar os judeus das garras do sistema.
Me pergunto então quem foi nazista naquela época, se todos morreram sem deixar descendentes, e só sobraram os heróicos revolucionários para parir as gerações futuras.
Olhando daqui, qualquer prostituta que tenha passado sífilis a um soldado nazista, era uma combatente ativa. Isso porque o passado apaga marcas, suaviza cicratizes, esconde nódoas e o que é pior, muda a realidade de uma forma lindamente suave.
Tomemos como exemplo George Bush. Ele invadiu um país estrangeiro, explicou para eles certinho qual o tipo de regime que eles tinham que seguir, como eles deveriam pensar e ainda teve a pachorra de dizer
“No futuro voces vão enteder que EU SEI o que é melhor pra voces”. E ele ainda se diz libertador!!! Ele matou o sadam hussein de forma “legal”.
Feio isso, né? E se fosse no Brasil, nós iríamos gostar disso? Não, né?
E se eu disser a voces que uma pessoa que tentou fazer ao Brasil exatamente o que Bush conseguiu com o Iraque? Sabe o que nós fazemos com essa pessoa? Nós a endeusamos.
Prazer, eu sou Olga Prestes. Eu sou alemã. Eu acho o comunismo legal. Eu vou pro Brasil tentar impor minha visão de mundo. Tem um carinha brasileiro que vai me ajudar, mas neste movimento, os brasileiros são minoria.
Esta mulher decidiu que o comunismo era melhor para o Brasil, se uniu a um homem com quem nunca casou, por isso ela nao tem o sobrenome prestes, engravidou para se safar da prisão e todo mundo, TODO MUNDO, lhe outorga o título de heroína. Por que? O que ela fez de bom? Ela nada fez que vá diferir do Bushinho. Mas ela morreu jovem, ela tava grávida e, por alguma razão, a história dela foi contada por um profissional. Ao contrário de Luiz Carlos Prestes, que pelo menos era brasileiro e militar,e portanto podia considerar isso como parte de sua profissão.
Ela sofreu? Isso foi ruim, ninguem merece a tortura. Mas dentro da realidade do país ela, uma estrangeira, infringiu a lei e merecia sim ser presa. Isso foi correto. Ou a lei só vale para quem não é rico, e nao tem parentes poderosos?
Ela engravidou para não ser extraditada e, por alguma razão, é teoria geralmente aceita que nós deveríamos entrar em confronto aberto com o nazismo para defender uma mulher que veio até nós trazer o caos.
Eu não acho o mito olga digno de consideração como heroína. Se nós precisamos de uma heroína, temos a Jô Clemente, temos a Ana Nery e mais tantas sem sobrenome famoso que a história não se deu ao trabalho de reconhecer. Mas permitam que Olga seja o que ela efetivamente foi aos olhos da constituição brasileira vigente: uma criminosa.
This entry was posted on Wednesday, July 16th, 2008 at 11:49 and is filed under Blog Antigo. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. RSS 2.0. You can leave a response, or trackback from your own site.