Ao longo da história, o homem sempre atribuiu mais ou menos valor a diferentes vidas. O proprio homem, quando na pessoa de um escravo ou de um lorde, tinha diferentes gradações de valores. E, durante todo o tempo da história, pessoas usaram a vida dos mais fracos para melhorar ou facilitar a vida dos mais fortes.
Hoje, existe uma corrente filosófica, da qual eu pactuo alias, que toda vida tem seu valor e seu lugar.
Sobre experimentação animal, especificamente: muitos produtos que encontramos nas prateleiras só podem ser comercializados depois de passar por rigorosos testes, que podem incluir ou não o uso de cobaias vivas. Isso não muda. Para muitos remédios isso acontece. E eh ai que o perigo mora: as pessoas se horrorizam com isso, acham pessimo, e correm pra farmacia comprar o remedinho que elas precisam. Ou seja, elas mesmas sustentam a industria que combatem.
As vezes, o pesquisador erra. Um caso clássico disso é o tylenol: ele mata gatinhos, mas é ótimo para pessoas. Nem sempre uma espécie responde como a outra. Outras vezes, ele acerta - e quando acerta, salva muitas vidas. E quando salva vidas, as pessoas so conseguem se lembrar dos casos em que deu errado. Sem esquecer que pesquisa e isso. Errar mil vezes, acertar uma.
A experimentação com cobaias é sempre precedida por estudos estatísticos bastante rigorosos e objetivo de experimentação claro precisa ser corretamente descrito. Ela é sempre a ÚLTIMA opção. Não porque as grandes empresas são boazinhas, mas simplesmente porque a adição de um mamífero a um teste eleva em muito o valor do teste.
O uso de cobaias é caro em termos finaceiros, tem um custo social grande e ninguem, absolutamente ninguem, acha que esta é a melhor forma para nada.
O legal disso tudo ‘e que acabei de ler que o teste com cobaias ‘e interesse da empresa porque ‘e muito mais barato. A pessoa escreveu isso! E sabe o que d’a mais medo? Uma pessoa dessas vota! Uma pessoa dessas tem tanto direito social quanto eu e voce. Como ser’a que este direito social ‘e utilizado?
Muitas vezes, a alternativa para não usar o coelhinho vivo é matá-lo e extrair os olhos. O que é pior? A comunidade leiga fica feliz porque não houve o teste com cobaia viva, mas sequer parou para pensar como foi que chegaram a esta ou aquela conclusão. E a’i os pesquisadores, incomodados com isso e financiados por quem t[a cansando de gastar dinheiro com biot’erios, caem dentro de pesquisas complicadas e nem sempre bem sucedidas. Quando alguma d’a certo, a mocinha que disse que usar cobaia era baratinho vai e comemora: afinal, ela “pressionou” …
O fato de existirem cobaias deixa todos nós desconfortáveis. Eu aceito isso. Eu sou capaz at’e de aceita que alguns ativistas se recusem a ver a verdade dos fatos porque ela ‘e dura demais. Agora, o que me é inaceitável é a hipocrisia da coisa
-Usar bichinhos é mau. Eu acho que a nossa tecnologia pode andar pra trás, desde que eles não sofram mais. O que??? Parar de usar meu remédio? Claro que não! (ou seja, matar bichinhos so `e mau na medida que nao me atinge).
-Usar bichinhos ‘e mau. Cade meu lapis de olho? to saindo agora pra uma manifestacao! (ou seja, eu nao deixo de usar minha maquiagem que cegou coelhinhos)
Geralmente, as embasadas opinioes dos ativistas vem de excelentes artigos cientificos escritos por pessoas que sao fizeram psicologia ou filosofia e foram trabalhar com meio ambiente. Dificilmente um quimico, um medico ou um biologo ‘e chamado ou mesmo ACEITO neste tipo de discussao. POrque este cara tem obrigacao de saber uma verdade que incomoda, que ‘e feia.
O que fazer nestes casos? Nada. Simplesmente lamentar que nossa sociedade ainda nao tenha atingido o amadurecimento para entender que, enquanto tiver uma pessoa que aceitar usar antibioticos quando for necessario, bichinhos morrerao em prol da ciencia.
Pessoas como eu por exemplo. Eu sinto pena demais das cobaias. Luto por um tratamento digno e a diminuicao do seu uso. Mas entre a minha vida e a delas, sinto muito, mas nao vou pensar duas vezes.
This entry was posted on Monday, July 28th, 2008 at 13:32 and is filed under Hipocrisia. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. RSS 2.0. You can leave a response, or trackback from your own site.