A minha cama, depois que vim para esta cidade, sempre foi muito bem frequentada a noite toda. Com o advento do Alvinho, tive que expulsar todo mundo de lá. Isso porque, sozinho ele chorava, e no quarto ele não deixava ninguem dormir.

Minhas companheiras de habitação, quando eu não estou em casa, tem seu acesso restrito (nada de quartos, sala ou banheiro). O espaço que sobra é grande e cheio de coisas para elas subirem e quebrarem.

Algum tempo depois, com o Alvinho já adolescente, resovi que minha cama deveria, necessariamente, voltar a ser frequentada. Agora ele só me proibe de dormir durante metade da noite.

Tenho acordado MUITO cedo, meu primeiro compromisso do dia é as 06:10 da manhã e, obviamente, eu to me estruturando para acordar o mais tarde possível. Mas todo dia era a mesma coisa: eu me arrumo e tomo o café rápido, enfio as gatas no lugar delas rápido, e fico tomando uns 10 minutos de olé (contados no relógio) da Pampis, até conseguir enfia-la na prisão.

Para poder dormir mais 10 minutos, eu desenvolvi uma técnica: ela sempre dorme encostada a mim, na altura do tórax. O meu despertador toca, e depois de 5 minutos toca de novo e, so entao, eu levanto. No momento em que saio da cama eu já agarro ela e a tranco. Depois eu faço todo resto. Rá. Ganhei 10 minutos. Quem me acha  burra aqui?  Eu venci. Só pode haver UM!!!!

A técnica foi absoluto sucesso por 2 dias. No terceiro eu ouvi o relógio tocar e só vi um rabo desaparecendo da cama. Pensei, cara, é coincidencia. Nenhum animal é tão inteligente. Continuei deitada. Ela voltou e eu pensei, no soneca eu pego. O despertador tocou de novo e, antes de eu me mexer, ela simplesmente saiu varada.

Cheguei 20 minutos atrasada: os 10 que passei correndo atras dela (eu tinha passdo a acordar mais tarde) e os outros 10 que passei rindo do fato.

Fico pensando que, se eles usassem toda essa inteligencia para dominarem os seres humanos, a gente tava lascado.