Blog da Bartira


Archive for November, 2008

Séries Bacanas que ninguem viu

Continuando minha busca por séries televisas bacanas, eu acabei por me lembrar de um trabalho bem legal que foi iniciado e bruscamente finalizado em 96.

Relativamente pouco conhecida, mas muito legal, chama-se Kindred: the embraced. Descaradamente baseada no universo RPG Vampire, a série mostra diversos destes mortos vivos andando por aí e controlando a cidade de San Francisco.

Dentro do enredo da hisória, aparecem 5 dos clans vampíricos do universo do RPG, que são os ventrue, os toreadores, brujah, Gangrel e os sempre maravilhosos Nosferatu. Em ambas as mitologias, cada clã tem suas fraquezas e forças, embora as fraquezas não sejam bem exploradas no trabalho televisivo.

E isso é uma pena porque daria um bom arco de história. Por exemplo, os Ventrue só conseguem se alimentar de pessoas muito especiais, tipo as virgens albinas de 13 anos da raça dos eluai,  homens de 34 anos que tenham sangue AB- e olhos verdes, ou pessoas que usam barba, tem nariz adunco, sobrenome médio oriental e conseguem visto americo. Enfim, cada um tem sua peculiaridade, são pessoas de gostos refinados e portanto sofrem por isso.

Os toreadores são lindos. Isso não quer dizer que se o Nerso da Capitinga for mordido por um toreador ele morrerá durante o abraço. Quer dizer, se for MUITO feio, até morrerá. Mas isso dará ao nosso Nerso uma sensualidade atroz.

A história é soturna e os vampirinhos da telinha são mais legais que os do jogo. Eles andam a luz do dia (se estiverem bem alimentados), fazem sexo normalmente, comem comida humana e controlam todo o submundo da cidade, bem como tem irmãos em todos os estratos importantes da sociedade: polícia, governo, e economia são controlados, prioritariamente, por eles. Eles não matam para se alimentar, para isso possuem um grande poder de hipnose e uma saliva bastante cicatrizante. Eles só matam com parte de suas atribuições mafiosas.

A parte em que uma linda morta viva foge de uma caçada de dezenas de vampiros, utilizando um vestido de véus esvoaçantes (ela, não os caçadores) e um sapato com um saltinho bastante pronunciado, me faz questionar seriamente a inteligencia destes seres. Se fosse eu, jogaria o sapato fora, rasgaria os véus e partiria para o abraço.

É uma série de gosto duvidoso, só para especialistas. Mas vale a pena ver para quem gosta de clichés estruturados de forma diferente.


Sobre Pais e Abelhas

Agora que já fazem quase 2 meses que meu papis esticou o pernil, eu acho que já rola rir do assunto porque, voces sabem, ele foi acima de tudo, um grande gozador. Ele foi tambem um puta empreendedor, mas isso é outra  historia.

Na época em que morávamos todos em Portugal, meus dois irmãos estudavam na turma de meninos, e as minhas duas irmãs, na de meninas. E tinha uma turma mista, que não dava um quinto do trabalho que cada uma das turmas de gênero dava.

Um dia meus irmaos, seguidos por seus colegas da turma masculina, receberam argila para fazer alguma coisa na aula de artes, e, bom, 15 meninos juntos entre 10 e 13 anos …. pimba. Saiu um falo de mais de 30 cm. A professora viu aquilo  e ficou muito fula. No dia seguinte, mandou vir TODOS os pais - os pais, não as mães - que deveriam ter uma reunião com ela, professora de artes, e com o esposo dela, professor de matemática.

Meus irmãos eram brasileiros. Os outros meninos não. Obviamente eles contaram para o meu pai o porque de ele ter que faltar ao trabalho para resolver um problema como aquele. E meu pai, depois de rir um bocado, foi a reunião.

Na reunião a professora e o marido esculacharam as crianças, com o marido dizendo que aquilo era um desrespeito, que aqueles meninos deveriam ser severamente punidos. E a mulher idem. O meu pai levantou a mão e disse

-Desculpe, senhora professora, mas õ que foi que eles fizeram?

-Basta os senhores saberem que foi uma coisa muito feia

-Mas que coisa? disse meu pai, serelepe

-Ora, uma coisa na aula de artes. O senhor não pode pôr a imaginação para funcionar?

-A senhora vai me desculpar, mas eu sou um pobre quitandeiro. Eu não tenho muita imaginação. A senhora que seja mais clara, ou mostre a arte dos meninos, ou eu sinto muito, mas não vou punir meus filhos por algo que eu nem sei o que é.

Lá pelas tantas todos os pais, muito chateados de não poderem delegar a tarefa de ir a escola para as mães, estavam tambem concordando com o fato e dizendo que fosse ela mais clara ou sairiam todos em debandada. Isso só se deu pela insistencia do meu pai, é claro. 

A professora irritadíssima foi la buscar a arte das crianças, abriu o embrulho e saiu da sala, vermelhíssima. Sem gracisse total. O marido dela irritado até a alma, os outros pais não sabiam onde enfiar a cara, dado o constrangimento.

Neste dia meu pai não puniu meus irmãos, e saiu rindo da escola. Apesar de ter pedido 4 horas de trabalho, que fariam muita falta, ele tinha ganhado o dia. Ele não achava que  aquela professora fosse boa com os meninos. 

Esse era meu pai. Pode-se dizer o que se queira dele, menos que não tinha bom humor.


Conversas de MSN

Barts diz:

na realidade queria sentar e conversar com vc, caso um lance ocorra

Barts diz:

mas nao sei se ocorrerá

Barts diz:

é melhor vc ir ao cinema com seus amigos

Amiguinho diz:

?

Barts diz:

e me deixar sozinha

Amiguinho diz:

lance?

Amiguinho diz:

bem, vamos no cine com a turma depois eu sento

Amiguinho diz:

Sento gostoso, juro

Barts diz:

eu nao sei sequer que eu terei algo pra contar, sabe?

Amiguinho diz:

hmmm

Amiguinho diz:

o ‘lance’

Barts diz:

isso

Barts diz:

a coisa

Amiguinho diz:

estamos falando de um momento de um jogo de futebol?

Barts diz:

o negocio

Barts diz:

ISSO, um jogo

Barts diz:

bola pra ca

Barts diz:

bola pra la

Barts diz:

eventualmente uma trave e talz

Barts diz:

uma entrada mais dura

Barts diz:

essas coisas

Amiguinho diz:

tendi

Amiguinho diz:

depois do jogo os amigos sentam, pedem cerveja e discutem os lances

Amiguinho diz:

se houve impedimento ou nao

Amiguinho diz:

se a bola entrou ou nao

Amiguinho diz:

tendi

Barts diz:

hanm

Barts diz:

isso

Barts diz:

se bem que o goleiro, sendo tao bom

Barts diz:

nao acredito que a bola entre

Barts diz:

a menos que as coisas deem muito errado

Amiguinho diz:

pois é, o duro é qd o atacante entra com bola e tudo

Barts diz:

sim

Barts diz:

Amiguinho, nós temos quase 40 anos

Amiguinho diz:

mas isso é considerado falta de respeito….

Barts diz:

acha mesmo que devemos ter este tipo de dialogo?


Tudo Por Amor

Gente, sabe o cu?

Pois é, eu vivo tomando nele


Ralouim? So se for com jabá!

A Frau escreveu um post sobre o rálouim (vai la ler, eu espero), e a consequente decisao de nossa cadeia de legisladores de fazer, neste dia, o dia do saci.

Em que pese o fato de eu odiar o rálouim, e adorar o saci, acho que a essas horas a tentativa de resgate de cultura nacional ta chegadno meio tarde demais.

Em 1989 eu tava no CPII, nem sabia quando era o dia das bruxas. Em 1992 eu tava na UERJ, e a festa de raloium foi a mais badalada do ano. Em 1991 as pessoas do DCE lembraram da existencia do dia (no mesmo dia) e pensaram numa tímida festa com este tema, para daí a 3 dias. Veja bem, eu “vi” o raloium explodir. Nao aconteceu ao longo de anos, nao foi sendo implementada aos poucos. Esta comemoracao nos foi jogada pelos cursinhos de ingles e pela mídia - tcharam - pegou. Assim como o papai noel de vermelho (antes a vestimenta dele era azul).

Qual o problema disso? Não seria nenhum, se eu, do alto dos meus 36 anos, conseguisse me lembrar qual era o dia em que se comemorava o folclore em todas as escolas publicas na minha epoca de primario. A gente nao incorporou  mais uma festa, a gente deliberadamente, com o auxilio de nossos educadores, abriu mao de uma parte de nossa cultura enquanto encoporávamos outros elementos que nada tem a ver com nossa historia.

Isso é mau? Não, se pensarmos na incoporação do novo, sim, se pensarmos na exclusão do tradicional.

Então porque não comemorar o dia das bruxas? Simples, não fez parte da minha infancia, como todos os elementos culturais que carrego comigo, incluindo o saci. Mas já fez parte da infancia da Frau, entao para ela e para as geracoes mais jovens, o raloium faz sentido.

Então é simples, a gente mata o raloium, prende que fizer festas com o tema e … Certo?

Errado, o caminho é revalorizar a cultura nacional, o caminho é realmente escolher um dia do saci que seja naturalmente comemorado pelo povo, voltar com o curupira pras escolas e reforçar esses mitos. Eles sao muuito mais legais que as fogueiras de beltane para as crianças, deixe elas escolherem o que querem “prefererir” comemorar.

Façam isso e faqui a 10 anos, eu aposto, ninguem mais falar de raloium …