Continuando minha busca por séries televisas bacanas, eu acabei por me lembrar de um trabalho bem legal que foi iniciado e bruscamente finalizado em 96.

Relativamente pouco conhecida, mas muito legal, chama-se Kindred: the embraced. Descaradamente baseada no universo RPG Vampire, a série mostra diversos destes mortos vivos andando por aí e controlando a cidade de San Francisco.

Dentro do enredo da hisória, aparecem 5 dos clans vampíricos do universo do RPG, que são os ventrue, os toreadores, brujah, Gangrel e os sempre maravilhosos Nosferatu. Em ambas as mitologias, cada clã tem suas fraquezas e forças, embora as fraquezas não sejam bem exploradas no trabalho televisivo.

E isso é uma pena porque daria um bom arco de história. Por exemplo, os Ventrue só conseguem se alimentar de pessoas muito especiais, tipo as virgens albinas de 13 anos da raça dos eluai,  homens de 34 anos que tenham sangue AB- e olhos verdes, ou pessoas que usam barba, tem nariz adunco, sobrenome médio oriental e conseguem visto americo. Enfim, cada um tem sua peculiaridade, são pessoas de gostos refinados e portanto sofrem por isso.

Os toreadores são lindos. Isso não quer dizer que se o Nerso da Capitinga for mordido por um toreador ele morrerá durante o abraço. Quer dizer, se for MUITO feio, até morrerá. Mas isso dará ao nosso Nerso uma sensualidade atroz.

A história é soturna e os vampirinhos da telinha são mais legais que os do jogo. Eles andam a luz do dia (se estiverem bem alimentados), fazem sexo normalmente, comem comida humana e controlam todo o submundo da cidade, bem como tem irmãos em todos os estratos importantes da sociedade: polícia, governo, e economia são controlados, prioritariamente, por eles. Eles não matam para se alimentar, para isso possuem um grande poder de hipnose e uma saliva bastante cicatrizante. Eles só matam com parte de suas atribuições mafiosas.

A parte em que uma linda morta viva foge de uma caçada de dezenas de vampiros, utilizando um vestido de véus esvoaçantes (ela, não os caçadores) e um sapato com um saltinho bastante pronunciado, me faz questionar seriamente a inteligencia destes seres. Se fosse eu, jogaria o sapato fora, rasgaria os véus e partiria para o abraço.

É uma série de gosto duvidoso, só para especialistas. Mas vale a pena ver para quem gosta de clichés estruturados de forma diferente.