Blog da Bartira


Archive for February, 2009

Apocalipse Now

Os quatro cavaleiros do apocalipse já montaram os seus corcéis, posicionaram suas trombetas, e começaram a tocar axé.

Tremei, humanidade, treimei.

veronikadecidemorrer

Um livro histórico. Um autor iluminadoUma diretora cult. Uma estrela de primeira grandeza. Um filme inesquecível.

Veronika com cá decide morrer,  estrelando Sarah Michelle Geller. O best seller conquista as telas.

 

RUUUUUN, run to the hills, run for your lives!!!


O Sumiço do Fantasma

Ela é surda, totalmente, tem pelo branco semi-longo e profundos olhos azuis. Como é surda, ela não tem noção do barulho dos seus miados. E sempre gritou muito. Ela vive com minha mãe.

Na quarta feira de cinzas ela não veio comer de manhã. Eu não me assustei, minha mãe tinha viajado  e ela podia estar fazendo greve. Eu voltei pra minha casa, alegre e saltitante. A noite, necas de Branquinha. Quinta ela não apareceu para comer tambem, mas miava, miava, e ninguem consguia saber de onde vinham os miados.

Ontem a noite eu não aguentei e voltei pro rio pra tentar ajudar minha mae a procurar, afinal, minha tem quase 80 anos, e tudo que ela podia fazer, conversar com os vizinhos, já havia feito.

Já fui estacionando na porta e vendo a velha sair, quase aos prantos. Segundo ela, a Branca tinha dado um daqueles miados ^to morrendo^ e minha mãe tava disposta a qualquer cosia pra acha-la. Mas o que pode uma senhora de 80 anos contra um gato em agonia?

Pois bem. Foram 3 invasões a 3 galpões diferentes, um dos quais pelo telhado, um suborno rápido pro vigia da bagaça fazer vista grossa e emprestar uma escada caindo aos pedaços, e um pequeno embroglio com uma vizinha encreiqueira.

Minha sobrinha, que é menor do que eu, se meteu em tudo que era buraco, e sofreu a bordo da mega escada que apelidamos de ^sobe pelos cantos^. Já saindo, no segundo galpão, uma olhada rápida descobre que ela está num terceiro galpão.  Em cima de uma laje. Embaixo de uma caixa de agua. E no meio do nada. Dentro de uma terceira construcao trancada.

E lá fomos nóóóós. Resgata de debaixo da caixa dágua, mal presa numa laje, pela minha sobrinha, eu tive que descer com ela no colo na escada aos pedaços. Dali ela foi direto ao vet, porque foram 4 dias de inanição pura e simples.

Saldo da bagaça:

Meio tanque de gasolina pra viagem: R$ 50,00
Pedágio: R$ 8,50
Suborno: R$50,00
Consulta + proced vet: R$100,00
Remedios: R$20,00
Bandagens de primeiros socorros pros ferimentos ocorridos em humanos durante o resgate: R$15,00

Ver uma velhinha de quase 80 anos feliz com sua gata surda assustada, mas intacta, no colo: nao tem preço.


A Coisa

Pois é amigos. Eu sou conhecida por não gostar do Stephen King. Os livros dele me dão uma sensação desagradável que eu nunca relaciono com o tipo  de estímulo que me faz ler livros ou ver filmes. Mas tem tanta gente boa que gosta que eu sou obrigada a concordar que ele deve saber contar uma história.

Enfim … minha sobrinha tava lendo “A Coisa”, e me despertou a curiosade. E eu baixei o filme. E assisti.

E eu tava aguentando, sabe? Eu assisti aos pedaços, porque não dava pra aturar tudo de uma vez. Mas eu tava conseguindo administrar. O garoto mau com gomalina no cabelo? Eu administrei. Eu administrei o cara que a 30 anos usava bombinha de agua com cânfora sem saber que não era berotec. O palhaço saindo de um ralo de 10 cm de diâmetro eu vi e nem fiz comentario nenhum. A total falta de lógica dos poderes da coisa não me fizeram parar de assistir o filme, sabe?

Até que um cara de 40 anos, prestes a encarar de mãos nuas uma entidade malévola que o assombrava desde a mais tenra infancia, um ser sem idade que se alimentava a cada 30 anos de medo e desespero, pois bem, este homem de 40 anos no limite de suas forças … resolveu  dar uma paradinha no embate mortal para o qual ele nasceu, virar para   todos os amigos para contar que — era virgem. Tipos “a coisa está vindo aí, estou desesperado, ele vai matar a gente e, oi, a propósito, eu tenho cabaço”.  Cara. Tudo na vida tem um limite.

É oficial. Eu definitivamente não entendo como este cara vende livros. Pronto. Falei.


Como transformar algo bonitinho numa escrotice sem dó.

Ray Reyes Leon. Muito pouca gente sabia – acredito que  nem mesmo ele – mas eu e este homem fomos casados por um bom tempo. Casamos cedo, eu devia ter uns  12 anos, tivemos dois filhos gemeos e vivemos felizes numa casa na serra – com uma piscina aquecida. Os colegas de banda dele moravam conosco. E o Roy, que eu acreditava ser o melhor amigo dele, havia sido nosso padrinho de casamento. Curiosamente, me lembro agora, todos andavam pela casa com camisas parecidas, mas de cores diferentes e estampas coloridas. Rolavam faixas nos braços tambem.

Depois eles demitiram o Ricky Melendez e colocaram o Kiki(que mais tarde se tornaria Ricky Martin), aquele pirralhinho sem sal, no lugar, e o Menudo perdeu a graça para mim.

O fato é que vivi minha época, e como todas as minhas coleguinhas, eu gostava do Menudo e tinha o meu preferido.

Aí o mundo mudou, eu entrei pra sexta ou sétima série, comecei a estudar pra valer, esqueci da existencia deles até que, aos 18 anos mais ou menos minha mae me perguntou o que fazer com minha colecao de botons e posteres  que tava gastando um precioso espaço. Eu dei uma tossidinha (isso era meu?) e mandei ela queimar tudo, espalhar as cinzas pelos 4 continentes e separar uma parte para mandar pra lua. Pedi sigilo sobre o ocorrido tambem, era uma coisa entre mãe e filha – para que comentar com todo mundo?

Muitos anos depois, me vi caçando a historia deles para  uma adolescente e mostrar pra ela  que nós – adultos -tambem jã tivemos aquela idade e aqueles sentimentos. Me deu saudadinha.  De uma epoca que meu grande amor tinha olhos verdes e não vinha embrulhado num pacote junto com discussões de relação, métodos anticoncepcionais, partos naturais (e seus horrores), depilação sempre em dia,  a familia do conjuge. Enfim. Voce se apaixonava, casava, tinha filhos, e nem precisava esperar os 9 meses para isso.

E, depois que a adolescente em questão se foi, eu continuei a procurar na internet o que houve com os meus 5 queridos. E fui, óbvio, no orkut. E quase tive um ataque cardíaco.

Mulheres da minha idade, que era adolescentes quase crianças no anos 80 reclamavam que o Menudo Schlebts havia as tratado mal (nao descobri como, posto que a pessoa apagou o post, mas depreendi das respostas que ela obteve). Aí teve outra que disse ter ouvido calada, mas que tambem tinha uma denuncia a fazer sobre o cidadao que autorizou ela no msn mas nunca tinha tempo de conversar com ela.

Mulheres, atencao – DA MINHA IDADE. Eu fui apaixonada pela imagem que eu fazia de um menino adolescente que cantava uma musiquinha. Ele não fazia cocô, nao soltava pum, ele so cantava, sorria, e me beijava, nos meus sonhos.  Aquelas mulheres adultas estao cobrando o ônus de ser famoso  de um cara tambem adulto que não tem mais o bonus do sucesso (dinheiro) a muito tempo. Se ex-Menudo eu fosse, a policia eu chamaria se alguem viesse atras de mim a esta altura do acontecimento pedindo autógrafos, e sairia correndo dali.

Acho saudável as pessoas manterem suas crenças de infancia, se encontrasse o cara num aeroporto eu provavelmente faria questão de – sem ser invasiva – pedir uma foto – até pelo inusitado da coisa. Mas nunca sairia correndo atras dele, nem xingaria se o cara nao me aceitasse no msn, nem ficaria fula se fosse atrapalha-lo no local de trabalho dele pra ele me dar um autografo e ele nao me atendesse. Muito menos viajaria ate o seu país de origem porque – agora que ele nao é mais famoso – supostamente tem  mais tempo pras fãs.

Meu, acorda, que fãs? “Fãs do seu trabalho” Que trabalho? Um é advogado, o outro é corretor de imóveis … Se imagina correndo até o por quilo da esquina pra almocar rapidinho e uma turba de balzaquianas gordinhas atrás de voce. Como alguem se sentiria? Como o cara não deve ter se sentido

Os nossos sonhos de infancia são legais. Devem ser cultivados e, se possível, revividos eventualmente. Mas há que se entender que o que é do passado, deve ficar no passado.

Ou vc corre o risco de trocar a fantasia:

depois-mdo2

Pela realidade:

mdo-depois

E eu não vou te enganar não: tem vezes que a realidade é feia pra caralho!


Chamava Riroca, mas mudei de nome

O Bruno, colega blogueiro, pediu a alguns amigos que escrevessem no blog dele sobre a experiencia de voltar ao  Brasil, depois de algum tempo, o resultado ficou maneiríssimo.

E me fez pensar, como geralmente me fazem algumas coisas que ele escreve. Eu nunca morei fora do Brasil, mas já morei em muitos estados daqui da terra de santa cruz. E sempre acontece algo muito interesse cada vez que eu volto de minhas incursões.  Pelo menos aconteceu de forma MUITO marcada da primeira vez que eu voltei.

Imagine que estávamos todos numa reunião social, muito bem vestidos. De repente eu ouvi um barulho lá fora e vou ver o que é. Eu ponho os pés na rua e rolo uma ribanceira, caio de cara no cocô de cachorro, sou atropelada por um caminhão, fujo de um bando de doninhas raivosas, perco o sapato e, depois disso tudo, eu entro de volta na sala. Só se passaram 15 minutos, tá todo mundo arrumadinho, eu saí de lá arrumada, mas voltei totalmente .. ahn .. diferente, já sem saco para a festa, sem a mesma roupa que eles, e achando que ficar ali, fazendo uma social com aquelas pessoas, é tudo que eu não queria fazer.

É exatamente asim que eu me sinto. Parecia que o tempo passou diferente para mim do que passou pra meus amigos/familia. Depois de morar no meio do mato, tendo que consolar uma amiga cujo cão morreu comido por uma onça e depois outra amiga, cujo presente do dia dos Pais do marido (comprado na Americanas.com) caiu no rio durante a travessia é … surreal … Eu fui a uma feirinha onde uma das atrações era … uma escada rolante! Cresci profissionalmetne de forma absurda no quesito logísitca. Morei sozinha no meio do nada, chorei de solidão e sofri. E isso muda. Muda MUITO.

E quando eu voltei, eu simplesmente não via mais sentido -e muitas vezes nem muita graça – na maior parte das rodinhas sociais que eu fazia parte … Mas que cazzo, todo mundo se preocupando cousas tão .. “nao importantes”? Só que o fato é que antes eu tambem pensava daquele jeitinho. Eu apenas passei a ter outras prioridades, nem melhores nem mais inteligentes que meus amigos. O Rio de Janeiro era estranho e chato. Era agressivo, era mau. E eu não mais me adaptei a  viver nele por muito tempo. E fiz outros amigos. Obviamente. E fiquei com alguns. Mas a dinamica das relações mudou.

Depois eu fui pra mais dois empregos em estados diferentes. Depois eu fui pro interior do ES e … idem .. Cada vez que eu voltava pros meus amigos do Rio eles pareciam mais distantes da minha realidade. Eles não eram melhores nem piores.

E eu percebo que a cada mudança eu fico mais distante daquele mundo que eu vivia qd tinha 26, 27 anos … E eu percebo que aqueles amigos, a grande maioria pelo menos, simplesmente não tem mais nada a ver comigo.

Não foi o mundo que mudou. Não foram as pessoas que mudaram. Só que eu mudei.

Não sei qual das Barts que eu prerfiro, mas posso dar certeza de uma coisa, a de hoje é MUITO mais versátil que a anterior.


A preferencia Nacional

Recente pesquisa mostra que mulheres tem mais orgasmos com porcos chauvinistas capitalistas do que com trabalhadores companheiros da classe operária.

Meu amigo Nelson, inclusive, ficou irado. Mas o que eu acho é que a pesquisa f oi meique mal explicada.

Vamos lá, é preferencia mundial entre todas as mulheres, incluindo as Valquirias de Vahalla, a figura do homem provedor. Ele não precisa ser rico, mas tem que passar uma imagem de provedor.

Por exemplo, se uma mulher sai com um cara num clima de dating, e o cara manda um “oi, vamos dividir?” o tesão da mulher já pode sentir um considerável baque. O meu pelo menos, ao ouvir essa frase no primeiro encontro, teria que ser resgatado do chão. Certa vez, eu estava esperando um compromisso profissional com um possível parceiro. Pedimos uma empada e um café cada e, logo após, ele pediu mais uma empada e eu, mais uma empada e um café.

Na hora da conta eu tava alegremente pegando a carteira quando ouço a máxima, um café é baratinho, vamos dividir 50 a 50 que é mais facil. Chutei, disfarçadametne pra baixo da mesa todo o interesse que eu sentia pelo mancebo.Foi natural, foi simplesmente automático.

Por outro lado, certa feita, saindo com um amigo que era o maior pegador da paroquia, qd ele resolveu me conquistar, dentre as peripecias do malandrinho pra uma noite de sexo, ele pagou a conta. E cara, eu *quase* dei condicao .. O cara era mega bom nisso.

À mulher cabe – obviamente - se oferecer para pagar a conta. E não ha nada demais em rachar ou mesmo pagar em saídas com companheiros de longa data. Mas é quase unanimidade entre as meninas que quando o cara paga no primeiro encontro, é bola dentro. E forte.

Da mesma forma que quando o engravatado da Pres. Vargas olha e baba por um derrier como o da mulher melancia, são os seus instintivos mais primevos que gritam que ela tem ossos de bacia larga e é boa parideira, e o mesmo pra mulheres para idade ótima de parir – a mulher tende a se apetecer mais por machos provedores. E não há nada demais nisso. E quanto mais grana tem o cara, mais as c hances de ele ser provedor.

Mas caso vc nao tenha grana, ser provedor não é impossivel. Abra portas, carregue pesos, seja cavalheiro.

É perfeitamente possível o homem ser provedor sem ter grana, porem, por ser muiot mais dificil, a pesquisa pega apenas o modo mais “facil” de ser provedor. Um cara que cuida da mulher, em diversos aspectos, ta bem? pode perfeitamente se encaixar na figura do provedor, mesmo que não pague contas. Por outro lado, o cara que paga tudo mas não tem a manha de dar “conforto ” para parceira, pode muiot bem ser um bundao e terminar sozinho. COnheco mais de um caso. Só que – de novo – se ele tem grana – pode fazer a mulher se sentir protegida sem levantar o polegar…

Mesmo sem grana, jeito tem …  Faça qualquer coisa, mas entenda que, assim como tamanho, ter grana é dom de Deus. E negar isso seria pecado. E só com muito esforço e carinho o cara pode compensar isso.


O Mundo deu um Passo em Direção a Luz

Essa senhora acaba de ser eleita com premier da Islandia, num momento de crise política.

Parabens humanidade, é um pequeno passo para a Islandia, mas um grande passo para voce!



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