Pois é amigos. Eu sou conhecida por não gostar do Stephen King. Os livros dele me dão uma sensação desagradável que eu nunca relaciono com o tipo  de estímulo que me faz ler livros ou ver filmes. Mas tem tanta gente boa que gosta que eu sou obrigada a concordar que ele deve saber contar uma história.

Enfim … minha sobrinha tava lendo “A Coisa”, e me despertou a curiosade. E eu baixei o filme. E assisti.

E eu tava aguentando, sabe? Eu assisti aos pedaços, porque não dava pra aturar tudo de uma vez. Mas eu tava conseguindo administrar. O garoto mau com gomalina no cabelo? Eu administrei. Eu administrei o cara que a 30 anos usava bombinha de agua com cânfora sem saber que não era berotec. O palhaço saindo de um ralo de 10 cm de diâmetro eu vi e nem fiz comentario nenhum. A total falta de lógica dos poderes da coisa não me fizeram parar de assistir o filme, sabe?

Até que um cara de 40 anos, prestes a encarar de mãos nuas uma entidade malévola que o assombrava desde a mais tenra infancia, um ser sem idade que se alimentava a cada 30 anos de medo e desespero, pois bem, este homem de 40 anos no limite de suas forças … resolveu  dar uma paradinha no embate mortal para o qual ele nasceu, virar para   todos os amigos para contar que — era virgem. Tipos “a coisa está vindo aí, estou desesperado, ele vai matar a gente e, oi, a propósito, eu tenho cabaço”.  Cara. Tudo na vida tem um limite.

É oficial. Eu definitivamente não entendo como este cara vende livros. Pronto. Falei.