Pôneis e arco-íris.
* Florianopolis, janeiro 2010.
Fato curioso é que no dia desta foto ela havia comprado um daqueles livros gosmentos rosa cheios de brilho, com personagens-pôneis de nomes americanos com *rainbow pink flufiflows*- ou algo assim – e me exigiu a leitura. A história era sobre uma princesa pônei que tinha o dever de promover um arco-íris no início da primavera, e perdeu sua varinha mágica, no final ela consegue o feito com ajuda das suas amiguinhas da poneylandia (tipo “a união faz a força”).
No fim da história poneizistica, quando fomos à frente da casa, ele estava lá. Podem imaginar o entusiasmo da garota (eu mesma nunca tinha visto um arco-íris assim). Há algum tempo que ela percebeu que não é o humor que faz os fenômenos naturais, e vive dizendo agora que queria uma varinha mágica para formar seus dias *perfeitos*.
Tentei explicar em vão as causas naturais daquele arco-íris, comum em dias que chove e logo abre o sol, e que esconde em seu final um pote de ouro, bem guardado por um duende. Nada a ver com pôneis purpurinados.
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