Culturais {DVD’s, livros e música}
Um clássico é um clássico. É um clássico.
Não deixa de ser encantado porque você o viu com um torpe olhar “do futuro”. Tornar acessível todo tipo de arte e boa cultura para uma criança é possibilitá-la de desenvolver um olhar apurado, lhe dar a chance de sacar semelhanças e diferenças, de entender a arte, dramatizar e expurgar seus sentimentos.
Nada se cria, tudo se transforma. Ou se copia, no caso de idéias, dependendo do nível de reflexão, interesse e dedicação que se investe.
Antes (ou depois) de gostar ou desgostar de um clássico – seja ele em qual área da arte estiver – é obvio que ele ocupa seu lugar na história e tem este título por algum motivo. Investigue. O mundo já existia antes de nascermos. e continuará …
Claro que o filtro de influencias que chegam até você e seus filhos é: você quem decide. Mas entender (por estudo ou coração) que as pessoas vivem e pensam a seu modo, época e costumes, é fundamental.
É isso, apenas compartilhando um pensamento, quis registrar e gosto de repetir para quem quiser ouvir (ou ler) que não tenho medo de cantigas de ninar, por exemplo. Como mãe, só tenho medo mesmo é do Bob Esponja Calças Quadradas. tem problemas com peixe e atum na sua bota? Bob Esponja Calças Quadradas…
Dumbo!
{Re}vi Dumbo (EUA, 1941) com Maria hoje. Nao pude conter as lágrimas na tristíssima cena em que o pequeno elefante visita sua mãe que está encarcerada – Cartazes com os dizeres ”Mad Elefant ” e ”Keep out” guardam a cela. Nem Timóteo, o rato amigo, as contém. Maria também deixou transparecer o nó na garganta.
cruel
Na sequência vemos silhuetas de palhaços fanfarrões, que comemoram o sucesso bebendo, depois de um show de judiação explicita, em que Dumbo é exposto ao perigo e alvo de deboche. Durante a festa dos palhaços uma garrafa de bebida cai acidentalmente na água do pequeno elefante. Dumbo e Timóteo tomam a água, e o que se segue é uma viagem lisérgica que dura a noite toda. Acordam de manhã, sem saber como, em cima de uma árvore. Uma trupe de corvos malandros acha tudo incrivelmente engraçado.
socorro!
Pensando bem, a ideia principal, um elefante que voa, é altamente lisérgico surrealista, nao?
enfim:
Clássicos Disney rox

Primeiras histórias

foto: edição sobrevivente (ainda) de 4 infâncias.
” O Bosque Perdido é mesmo uma coisa maravilhosa! Se você entrasse nele, ficaria de boca aberta, olhando para tudo, assim com ar de bobo...”
Pois foi assim que Maria ficou ao ouvir pela primeira vez a história do ursinho de Érico. Foi este o primeiro livro que fez seu queixo cair, seus olhos se assombrarem, e exigir, ainda sem palavras (estava em idade de aprender a falar), que a história fosse de novo e de novo (e de novo) contada. A edição é sobrevivente da minha (e irmãos) infância, guardados entre os da avó.
O Urso com Música na Barriga 1938, de Érico Veríssimo – da inesquecível coleção da Editora Globo, ilustrado por Vera Muccilo. Extraordinário é o ursinho que se expressa por meio de sons musicais que saem da sua barriga, e tem o Jacaré Deixa-Estar, o Tucano-Narigão e mils outros personagens fabulosos. Não vou dizer que é uma história *pimpona* daquelas que contamos sem medo das reações dos bebês. O ursinho passa por sufocos dos grandes.Justamente nestes ela “pedia” que voltasse o parágrafo. (Aliás noto até hoje, que em momentos dramáticos, situaçoes de perigo ou desconhecidas por ela, pede para parar e voltar).
A coleção foi reeditada pela Cia das Letrinhas, com ilustrações e projeto gráfico de Eva Funari - lindíssimo, porém , talvez direcionado para uma idade mais avançada – quando muito pequenos querem ver tudo nas páginas do livro – os acontecimentos e personagens e as moedinhas de ouro e o lagarto-preguiçoso que toma sol.
Um dia andávamos por uma banca de jornal e um cartão postal nos chamou a atenção. Era um mapa ilustrado de Florianópolis. Comprei. Depois fui reparar que era de Vera Muccilo o desenho.
O Urso com Música na Barriga
Erico Verissimo – ilustrações e projeto gráfico de Eva Furnari.
Companhia das Letrinhas - 2002
A pequena fotógrafa
Dia destes me pegou a câmera digital.
- Ei, isto não é brinquedo, cuidado – dizia eu em tom baixo para não causar reações bruscas na pequena com o frágil objeto na mão.
- Eu não estou brincando. Faz assim ó (pedindo para que eu posasse).
Resolvi desencanar, pedi apenas que colocasse a mãozinha na corda de segurança.
.
Vou colocar as fotos aqui, e não é que eu seja coruja, atentem: a guria tem estilo.

Estas são as primeiras fotos tiradas por Maria Clara, aos 4 anos.
Freak Mothers
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