::Petite Marie
Eu te conto quando crescer
Assistimos juntas a mais um clássico adaptado da Disney, desta vez “A Bela e a Fera” (1991). Um romance com uma trilha sonora liinda. Lembrem-se que Maria está vendo pela primeira vez a história:
Temos então a Fera, que além de ter dentes enormes, focinho horrendo, pelos e orelhas, ele “presa” (prende-aprisiona) o paizinho da Bela no castelo, e posteriormente a própria se torna sua prisioneira. Ou seja: obviamente ele é mau! Em contraponto temos o vaidoso Gaston, admirado na vila, o fortão da parada. E a Bela, que além de linda é inteligentíssima, com uma rica vida interior. Tudo o que ela NÃO deseja é casar, se encher de bacuris e viver à sombra do imbecil do Gaston - que não entende como alguém tão forte e belo pode ser rejeitado.
(A-há! Uma princesa que tem outros objetivos além de casar, e um príncipe que tem que mostrar seu interior, descobrir e depois provar o seu amor - isto é ótimo, até agora só tinhamos, eu e Maria juntas, visto princesas da Disney em que seus príncipes eram só *lindos de morrer* e ricos! No máximo o da Bela Adormecida corta alguns espinhos, porém sempre com ajuda das fadinhas de Aurora, ou seja grandes coisa, nada comparado a enfrentar uma matilha de lobos famintos pondo em risco sua própria vida)
.
Quando a Fera pergunta à Bela o que ela deseja, já quase no final do desenho, ela pede para ver o pai que precisa dela no momento. Então a Fera a liberta, mesmo faltando apenas uma pétala da rosa para cair, terminando assim o prazo para que o encanto se desfaça, e a Fera volte a ter figura humana. 
Maria Clara pausa o desenho e comenta:
- Viu só? Ele nao ta fazendo malvadeza agora Ju! - referindo-se ao fato de ele não manter mais Bela contra à vontade no castelo.
♪ É, acho que estamos vendo alguma coisa acontecer
Estamos vendo alguma coisa acontecer..
“E o que é mamãe?”
“Eu te conto quando crescer.”
“Ele não é um mostro. Você é!”, diz Bela ao voltar para a vila e encontrar Gaston incitando o povo a invadir o castelo e acabar com a raça da Fera, dizendo com todas as palavras a conclusão que Maria já havia alcançado algumas cenas antes.
Genial o Desenho não? Além de romântico , *snif* 
* Acima ilustração de Mercer Mayer, para o livro “Beauty and the Beast” de Marianna Maya escritora americana
Coisas de princesa
Maria Clara sempre gostou de pequenas caixas. Uma vez o boné do avô desapareceu quando ela tinha mais ou menos um ano. Depois de alguns dias, abrimos uma de suas caixinhas, e lá estava ele, amarrotado que só. E assim foi com diversos objetos da casa durante muito tempo. Quando sumia algo alguém logo gritava: procura lá, nas caixinhas de Maria!
As pequenas caixas são protegidas do vento sorrateiro levador de tesouros, dos olhares curiosos, da faxina ou arrumação inapropriada da mãe. O que ali é guardado, ali estará, do mesmo jeitinho no dia seguinte.
Concentrada, narrando para si suas lógicas e contabilidades, executa a tarefa de guardar, tirar, esconder, contar, por horas a fio. Você nunca sabe o que vai encontrar: pode ser uma diversidade de elásticos coloridos de cabelo, ou bexigas vazias com velinhas novas de aniversário. Papeizinhos cuidadosamente amassados, plásticos diversos colados. Presilhas, contas de um colar desfeito, conchas coletadas na praia no dia anterior. Roupas inventadas de bonecas, ou fitas de cetim ou presente.
Fico satisfeita quando penso que o objetivo (óbvio) é organizar e cuidar de não perder as coisas, mas depois vejo tudo jogado em um canto qualquer. Dentro da caixa? Novos trabalhos, segredos, brincadeiras.
Suas caixinhas são um pouco como a nossa casa afinal. A diferença é que Maria sempre sabe onde estão as coisas.
* a foto que ilustra este post é uma decoupage sobre MDF, quem faz é a Nely, linda né? Maria também achou :). Para encomendar: nelyrgarciar@gmail.com
Tenha em sua estante

Ou para dar de presente neste Natal: “O Refúgio do príncipe – Histórias Sopradas pelo Vento”, de Nei Duclós (Editora Cartaz, 2007). Contos e crônicas.
Deonísio da Silva: “Refúgio: do latim refugium, refúgio, asilo, proteção, guarida. De acordo com a etimologia, quem busca refúgio está fugindo, pois o vocábulo radica-se em fugire, fugir. E este é o caso dos milhões de refugiados que hoje abandonam seus países pelos mais diversos motivos e buscam abrigo em outros, sendo as guerras os grandes motivos de maciços deslocamentos em todo o mundo, mas principalmente na Europa, na Ásia e na África. O escritor gaúcho Nei Duclós dá, entretanto, à palavra refúgio um sentido mais ameno em seu livro O Refúgio do Príncipe: Histórias Sopradas pelo Vento (editora Empreendedor). Ao identificar, em Florianópolis, o lugar adequado para viver em paz, diz: “Que o nosso refúgio não sejam as paredes altas, mas a confiança nos outros”.
Preço: R$ 20,00 (frete incluido para todo território nacional) - Envie um e-mail para neiduclos@hotmail.com com seu nome e endereço que vai receber o número da conta para depósito, feito o depósito o livro em alguns dias estará em sua estante!
Porque mãe também é gente
Chegou meus acessorios by Vitrola

porque quem tem filha tem que tudo “comprar pra ela também”:
Criações originais para colocar e causar, escolha a sua e se ache tb
!
- Desenha-me uma bailarina?
- Desenha-me uma bailarina?
- Ah…depois ok?
- Desenha, mamãe? Agora?

- Maria Clara
- Um?
- Desenha-me uma bailarina?

desenhos de
1. Juliana Duclós, nanquim e acrilica sobre papel e
2. Maria Clara Duclós - Canetinha sobre papel rosa.
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Fiz um grupo no FLICKR intitulado “Desenhos de Crianças“, onde os membros colocam fotos dos desenhos e também do fazer, além de discussões sobre as fases da representação e materias a serem oferecidos. PARTICIPE
!
Um novo blogue para o Ateliê
“Gatinhos peraltas, matrioskas cantantes, mandalas de papel, bonecas coloridas, fadas madrinhas, bichos estranhos, sonhos de menina, brincadeiras de criança, coisas de meninos, pipas, ventos, mar, mãe e marés”.

O meu Blogue do Ateliê Coisas de Maria agora está no Cybershark.
No blogue do Ateliê coloco meu trabalho como artista plástica e todo o processo criativo, que está ligado com o crescimento da minha pequena, suas descobertas e seu imaginário:
http://blog.cybershark.net/coisasdemaria/
![]()
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E como é primavera:
* Vocês já viram o lay-out novo da Mulher Vitrola?
* E para Gis: sucesso e muita luz em seu novo projeto!
Lá longe no horizonte
Na varanda o avô Nei de repente fita o infinito, com a expressão séria e a voz grave solta com eloqüência um de seus versos:
“Lá longe no horizonte nasce a força da vogal sem nome”
Maria Clara acompanha muito atentamente, franze o sobrolho e procura dar igual ênfase nas palavras, avisando que o modo correto era assim:
“Lá longe no horizonte nasce a vovó na ponte”

.
(E não é que ficou bom, Joe?)
.
TARDE
Lá longe no horizonte
nasce a força da vogal sem nome
Voz do sobrenatural encontro
entre Deus e seu espelho
Imagem torta de espontâneo corpo
que interrompe o vôo permanente
Sombra não revelada pelo olho
colhida como flor para si mesmo
Surpresa do Criador quando se cansa
da infinita paz de estar atento
Lá nasço eu na minha fonte
De janela aberta e rádio aceso
Leia o poema TARDE, que contém este verso, no Jornal da Poesia.
Ouça sua declamação, feita em edição especial pelo autor em sua biblioteca.
Não sei porque…
- Mãe, por que você não é igual ao Homem de Lata?
- Porque eu tenho coração?
- Tem?
-Sim filha, quer ouvir?
- Sim…
- E aí, o que você ouviu?
- Uma música!

* “Love song“ Ilustração da artista norueguesa Annette Mangseth - visite sua loja on-line CARAMBATACK DESIGN. Seu lindíssimo trabalho pode ser visualizado também no FLICKR.
Over the rainbow
*foto de Re Montenegro

Minha mãe deu para a pequena O Mágico de Oz (Wizard of Oz, 1939) , Maria acordou ontem de madrugada e pediu para ver, não sei que gene que tem que faz a pessoa ter inclinações para virar noites vendo filmes antigos, mas deve existir algum, néam vovó?
Ela assistiu ao filme concentrada, fez apenas alguns comentários, que memorizei para contar aqui:
* Oolha, ela está cantando ! (Somewhere over the rainbow…)
* Ah sim! Então fez um dia lindo depois, tu viu? (Depois do ciclone, Dorothy abre a porta de casa, já em Oz)
* Bailarinas!! Me dá uma saia dessas Jú? (Bailarinas agradecem à Dorothy na Cidade dos Anões)
* Por que ela vai embora? (A bruxa boa vira um círculo de luz colorida depois de dizer à menina para seguir em busca do Mágico, na Cidade das Esmeraldas)
Respondo: Agora Dorothy segue, ela ja tem os sapatinhos mágicos dela!
Ela: Mas o sapatinho é da bruxa malvada mesmo Jú!
Saio da sessão, e ela fica vendo sozinha, volto quase no fim:
* Pronto Jú, pode voltar, a bruxa má derreteu *hihihihihi* - (um?)
* A foto que ilustra este post é da Re, ela que faz estes sapatos liiindos, já disponíveis à venda na sua loja on-line, “Mulher Vitrola”. Visite!
tão “tão” distante
Os “Por quês” vem tão logo começam a formular as primeiras frases, e vão ficando cada vez mais densos e vorazes, não querem apenas satisfazer sua curiosidade, estão formando a compreensão de si e da vida!
1. Aonde se esconde o sol? Por que escureceu? Que luz é essa no céu? Quem a acendeu? De que é feita a nuvem? - sobre os fenômenos da natureza respostas simples os satisfazem. Desta fase saem belas pérolas das cabeçinhas pensantes.
.
(passei fácil por esta)
.
2. De onde eu vim? Como nascem os bebes? O que são as plantas? E os insetos? O que tem dentro da gente? E pra que serve? - Embora muitas vezes embaraçosas é fascinante lhes ajudar a buscar respostas através de exemplos, gravuras, vídeos e experiências.
(passei fácil por esta)
.
3. E quando começam a perguntar sobre a morte ? Ou sobre crueldade, abandono, miséria, inveja, injustiça?
.
(…)
.
É mais fácil responder sobre uma história - tão “tão” distante - do que sobre situações próximas, e aí entram os contos de fadas. Exemplo: onde esta a mãe da Cinderela? E o pai? Então por que a madrasta é tão má com ela? E por que ela não reage?
Também vão achar nos personagens dos contos de fadas os conflitos de sentimentos do ser humano, identificá-los e aprender a lidar com eles - dentro de si e no outro.
.
Maria está nesta fase, todas essas perguntas me foram feitas por ela.
Mas minha resposta preferida ainda é:
* Maria: - Por quê?
* Mamãe: - Porque … Bilboquê.
.
*ilustração: Telas de Juliana Duclós
29 DE OUTUBRO!
Hoje o poeta Nei Duclós, mais conhecido no seu bairro como o “Avô da Maria”, completa 60 anos!
LIÇÃO DE TRAVESSIA
Sempre que vejo um rio
parece que do outro lado
está a Argentina
As balsas carregadas da infância
sumiram do meu olhar
mas a ponte permaneceu
como eterna promessa
de que todas as margens
podem ser pisadas
O mundo não tem lado certo
pois há uma ponte sólida
por cima de todas as águas
Nei Duclós em Outubro, 1976
“Muitos anos de felicidade, palmas pro vovô!”
* O dia 29 de outubro é tabém Dia Nacional do Livro
Silêncio
“A vida era tão rica no útero. Rica em sons e barulhos. Mas a maior parte era movimento. Movimento contínuo. Quando a mãe senta, levanta, caminha e vira o corpo - movimento, movimento, movimento.”
(Frederick Leboyer, Loving Hands)
Em que fase está?
.
Maria:
De falar sem parar e não deixar ninguém falar. De plantar e ver germinar. Da bici de rodinha, de saber se vestir e sobrepor peças. Da cor predileta, da amiga favorita, da fruta preferida. De castelos e de princesas, fadas e bailarinas. De recortar e colar, construir e desconstruir.
De cantar o dia e inventar melodias, decorar a semana, se meter na rotina. Esperar o aniversário, fazer festa todos os dias. Dividir, distribuir e dar presentes inventados. De contrariar (sempre). Gritar bem alto só pra causar! De implicar, de rir das palavras.
De tudo classificar. De pedir, de querer, de poder. De tudo perder. De tudo achar, de reparar no ciclo da vida e do corpo, de saber e perguntar. De perceber diferenças e detalhar semelhanças.
3 anos e 8 meses
———————————————
* E você, “em fase está” seu filho(a)?, venha nos contar na comunidade do Orkut Mothers of invention
Você é minha amiga?

*Painéis de Juliana Duclós
Maria com seu ingresso na escola passou a classificar as pessoas de outro modo: O que antes tinha apenas duas categorias - Mamãe e o Resto do Mundo - passou então a ter diversas, seguindo critérios diferentes. Vamos lá:
O primeira divisão se daria entre crianças - os Pequenos - e adultos - os Gente (de “gente grande” talvez) - e há ainda os Bebês (aqueles que “nada sabem”).
A segunda seria uma distinção entre sexo: as Meninas e os Meninos (podendo ser menina ou menino um Gente). Dentre as Meninas haveria uma subcategoria Amigas. Meninos estariam absolutamente fora desta. As Amigas estariam aptas a freqüentarem os mesmos lugares e as mesmas brincadeiras, a cuidar uma da outra e a estar junto sem nada dizer. Podem compartilhar lanches, segredos e acessórios. Lembrando que nem toda Menina é Amiga, mas uma Menina pode ter suas próprias Amigas, não necessariamente as mesmas de Maria, e que isto seria mutável conforme o dia, situação ou humor.
Eu a mamãe, seria então Gente e Menina, mas não Amiga. O avô pela lógica Gente e Menino, não podendo jamais ser Amiga - sem portanto segredos, divisão de lanches e todas as regalias que só as Amigas poderiam usufruir. Contudo, toda a ciência exata tem sua exceção, e tudo nesta vida pode ser modificado conforme os olhos de quem vê:
- Vovô, faz assim ó! (fechando os lábios em bico, como um coração).
o Avô tenta imitá-la, para agradar.
- Não vovô, assim - diz ela enquanto ajeita suas bochechas com a palma das mãozinhas, tendo então o efeito proposto.
O avô fica satisfeito por ter conseguido. Ela também fica:
- Viu só? É assim que Menina faz…
***
Entre blogues
Se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.
Quem recebe o “Prémio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:
1. - Exibir a distinta imagem;
2. - Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio;
3. - Escolher quinze (15) outros blogues a entregar o Prémio Dardos.
O dardo veio do blog do Miguel, e lanço então os meus:
Avental de História
Ali ckel
Alimentação e Saude Infantil
Bê do érre
Blog de Brinquedo
Cantos & Encantos
Clóvis Heberle
Diário de Bordo
Ducs em Amsterdam
Entre Panelas
A ervilha Cor de Rosa
Mulher Vitrola
Nada a Ver
Fora do Manual
Vida de brasileiro da Irlanda
![]()
DRAMA & finais felizes
Gosto de filmes que tenham happy end, ou se melancólicos que pelo menos passem a mensagem que algo valeu a pena, ou deixem alguma esperança futura. Filmes que subvertem a ordem me deixam profundamente irritada, com a sensação de tempo perdido. Sou defensora então da boa e velha fórmula narrativa.
Finalmente tive coragem de apresentar a princesa (versão da Disney) que Maria não conhecia: BRANCA DE NEVE. A madrasta (além de ser horro-rou-sa) quer MATAR a bela jovem, e realmente quase atinge seu objetivo, não fosse…
.
No momento em que o narrador, na cena em que Branca está sendo velada, interrompe a história para contar …Que ela era tão linda em seu sono de morte, que os anões não tiveram coragem de enterrá-la, eles fizeram um esquife de ouro e cristal e velaram seu corpo dia e noite…
minha filha me olha bolitamente:
- De novo! - ora, geralmente ela pede “de novo” quando o filme acaba. Me desespero:
- Calma, calma! *Nem* apareceu o príncipe ainda, vamos ver o que vai acontecer!
…O príncipe que procurava por toda parte, ouviu dizer que havia uma linda menina dormindo num esquife…
Com minha reação Maria cai na risada (Ufa)! Quebrei a profunda atenção que ela estava a dedicar ao desenho. Mostrando-me que sim, ela é pequena, mas sabe perfeitamente distanciar a ficção de seu mundo real, e mais ainda: sabe apreciar o drama como lhe é apresentado.
Continuamos a ver a animação muitas vezes “de novo” depois disso. Quando chega a parte do narrador, ela me olha matreira e pergunta, já sabendo a resposta: “acabou o filme, Mamãe? “.
* Bolitamente: olhos de bolita.
* De novo: quer ver novamente
——————————————————————-
1. O meu texto “O Bom é do Bem e o Mau é do Mal” foi publicado esta semana no site Desabafo de Mãe, um portal colaborativo, feito por mães para mães. Leia o destaque.
2. Este blog recebeu o prêmio Dardos, em breve farei minhas indicações!
“Particular”
- Maria, o que fez hoje na escola?
- Nada.
- Não brincou de nada?
- Não.
Na seqüência, após o jantar:
Todo mundo com perna de indiozinho! Bailarina faz assim ó. Quem quer “particivá”? Vamos passar o anel? Olha o trenzinho mamãe, fica atrás de mim! Cuidado pessoal! É assim que faz uma ciranda…
Nada, a-hãm, sei. rs
—————————————————————————————
Mothers of Invention: Hoje Nely, da nossa comunidade no Orkut, levantou uma discussão bem interessante: “FADA DOS DENTES, o que vão fazer com os dentinhos de leite dos petits?!” Participe!
Toda a cidade…
SEGREDO
Henriqueta Lisboa
Andorinha no fio
escutou um segredo.
foi á torre da igreja,
cochichou com o sino.
E o sino bem alto
delém-bem
delém-dem
delém-dem!
Toda a cidade
ficou sabendo.
.
.
*Novidade* o Blog Freak Mothers tem agora um espaço no Orkut, para troca de idéias e informações. Venha conhecer!
.
aqui
nesta pedra
alguém sentou
olhando o mar
o mar
não parou
para ser olhado
foi mar
pra tudo quanto é lado
.
(Leminski)
.
* Ilustração do livro “The Captain’s Verses”, de Pablo Neruda
Starlight

* na foto a estrela Alph Centauri
Desenhou como de costume a “redondinha” (rosto), as “coisinha” (olhos e boca). Parou. Respirou fundo, e desta vez quis ir adiante: sua boneca teria braços!
Fez o corpo, conseguiu desenhar as pernas. Muito da satisfeita com o resultado, já segura de si fez os braços e os cabelos. A deixei neste momento por algum tempo, curtindo sua conquista. Quando voltei a boneca estava cheia de riscos:
- Ué filha, continuou a desenhar braços?
-Não mamãe. Esta é a BONECA-SOL!
.
.
.
Eis então sua primeira boneca de corpo inteiro, desenhada a caneta BIC:
Dia dos Professores
“O professor se liga à eternidade. Ele nunca sabe quando cessa a sua influência”. (Henry Adams)
15 de outubro, Dia do Professor:
Parabéns a todos aqueles que abraçaram de peito aberto esta profissão.
*Maria e Helena na palma da mão.
Mini quadros de Juliana Duclós
“Bailarina”
- Coloca o uniforme da escola, querida.
- Não, bailarina não usa uniforme.
- Tá, pode ir de saia…
- Essa não é *rosa*, bailarina não usa essa cor.
*suspiro*
- Pode ir de saia, de rosa e de meia calça; bota logo esse tênis pra gente sair…
- Não, bailarina não usa tênis.
(…)
- Bailarina, falta só pentear o seu cabelo! Vamos colocar um faixa bem linda?
- Sou uma bailarina diferente, não penteo os cabelos…
¬¬
* notem que ela mudou de fase pelo post: “Das profissões.“ de 21 de maio de 2008
Bondinho
Palavra Cantada
Composição: Sandra Peres/Luiz Tatit
Pra onde ir?
Aonde embarcar?
Onde partir?
Onde sonhar?
Bom de curtir
É bom descansar
Bom de dormir
Bom de embalar
O bondinho já vai
Só pra levar você
* imagem de O Jornal de Copacabana
12 de outubro:
Dia das Crianças no Brasil, oficializado em 1924. Bom feriado aos leitores, às minha colegas Freaks e a todos os petits parabéns e um Feliz Dia das Crianças!
Salmos 127:5.
QUEM TEM MEDO DE CARETA
ACALANTO
É tarde
A manhã já vem
Todos dormem
A noite também
Só eu velo
Por você, meu bem
Dorme anjo
O boi pega Neném
Lá no céu
Deixam de cantar
Os anjinhos
Foram se deitar
Mamãezinha
Precisa descansar
Dorme, anjo
Papai vae lhe ninar
“Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta”
.
(Dorival Caymmi)
Saltamos aqui finalmente dos acalantos para os contos de fadas, e entramos com tudo na segunda infância, idade da fantasia e da imaginação! De reinos distantes, princesas, malvadas, dragões, príncipes e heróis. De vestidos rodados, varinhas mágicas, fadas feitiços e ogros.
.
Aí lembrei do livro A PSICANÁLISE DOS CONTOS DE FADAS, de BRUNO BETTELHEIM e dei uma olhada, relacionei o acalanto com os contos de fadas porque me pareceu a mesma mensagem:
” A mensagem dos “Contos De Fadas” transmitem o seguinte recado ás crianças e de uma forma múltipla: que uma luta contra dificuldades graves na vida é inevitável, é parte intrínseca da existência humana - mas que se a pessoa não se intimida mas se defronta de modo firme com as opressões inesperadas e muitas vezes injustas, ela dominará todos os obstáculos e, ao fim, emergirá vitoriosa.”
Pausa.
- Oólha, uma surpresa! - me disse ela e depois sorriu, repuxando as maçãzinhas do rosto, expressão que reconheço como “satisfação”.
- É o quê, Maria? - respondi mal humorada, com a cabeça nos afazeres da rotina, interrompidos para tentar lhe alimentar enquanto ela ia e vinha num balanço improvisado no quintal.
- A rosa da vovó!
Não lhe dou atenção, mas ela continua sorrindo. Ai olho em minha frente a poucos metros e então reparo: a rosa amarela que a roseira da vovó estava há dias preparando, abriu luminosa.
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Das profissões.
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O encontro da menina com a lua no dia de são jorge.
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Do interesse em apreender
Tomando posse
Vacila pra tu vê
As “coisinha”
FRUTA-PÃO.
Sábado é dia …
Diálogos
Natureza funcional
Ocorrência
Tenque que acorrégir
Reflexão
Vontade própria
Verbos
Pequeninos
Visita padrinhos
Certa tendência ao drama
Laço de fita
Obrigada…
Tchau ‘fraldas anjinho’
É brum-brum!
De observação
“O invasor”
TRÊS ANINHOS
Reino das Àguas Claras
Pomar
TURNO MACABRO - obrigada Bob Esponja!
“Dinovo”
2007
construção.
aplicando o vocabulário
do presente de natal.
sonhos lúcidos
Salve personalité.
da imaginação (?) infantil
O trauma.
do raciocínio infantil.
Da profissão: MÃE.
Agoraéatuavez
TesTanDo eXpResSõeS
dos preparativos natalinos.
beijos espalhados
As regras da puericultura
A mamãe compô sutinhãm, néeeeam
Velho batuta
Boléu
Da incrível arte da implicância









