Um mapa da globalização
May 4, 2008 – 9:30 pm by alickelSabe aquele “ponto br” ao fim do e-mail ou o “ponto fr” ao fim dos sites da França? Pois bem, foi criado um mapa mundi baseado nestes códigos de URL usados na Internet por cada país.
Country Codes of the World.
Fonte: http://www.bytelevel.com/map/ccTLD.html.
As diferentes cores são para diferenciar regiões (muito aproximada da regionalização usual em continentes).
O tamanho do código é proporcional ao número de habitantes do país ou território, exceto para Índia e China, cujos códigos tiveram de ser reduzidos para não estragar o “design” do mapa; e para os países com menos de 10 milhões de habitantes, cujos códigos foram estabelecidos no mesmo tamanho padrão, de modo a não sumirem os países de baixíssimo número populacional.
Notem que não há divisão política, aquelas linhas que representam as fronteiras entres os países. Isto traz a noção da fluidez informacional do período da globalização. É como se a informação não tivesse obstáculos para transpor.
A Internet é hoje um dos principais meios de comunicação. Por meio dela, o fluxo de informação é rápido e a transmissão instantânea. Esta é uma característica nova e muito particular deste período. Pela primeira vez é possível se comunicar através de sons, imagens e textos (voz, vídeo e mensagens) entre lugares distantes e de forma instantânea. É possível que eu esteja em minha casa, no Brasil, conversando com amigos a quilômetros de distância, por exemplo em Amsterdã, na Holanda, através de sons e imagens (lembre-se, com a tecnologia do telefone não havia a possibilidade de transmissão de vídeos instantâneos, isto surge agora com a terceira geração de telefonia celular, que nada mais é do que uma junção do telefone com a Internet).
Esta potencialidade da informação transforma não só o cotidiano das pessoas, como também – e principalmente – a economia mundial. Além da informação, transferir dinheiro e mercadoria ficou muito mais fácil e rápido.
Este mapa traz, portanto, uma nova representação geográfica do mundo: um mundo globalizado através da informação.
A reportagem original está em: Country Codes of the World.


6 Responses to “Um mapa da globalização”
Muito bom o post. Comentários aleatórios:
É como se a informação não tivesse obstáculos para transpor.
Realmente o mapa passa essa impressão. Mas na prática há obstáculos ainda; língua, por exemplo. Conectividade e inclusão digital. Interferências políticas (o famoso “firewall da china”). Me parece que a informação é, realmente, fluída: ela escorre e permeia, se adaptando, envolvendo, muito como a água faz quando vai escorrendo pelo relevo.
lembre-se, com a tecnologia do telefone não havia a possibilidade de transmissão de vídeos instantâneos
Acho que a revolução é mais do que a transimissão de imagens nesse caso da telefonia. Quer dizer, imagens são sem dúvida importantes, mas a revolução do Skype (uso Skype aqui como sinônimo da nova telefonia sobre internet) começou sem elas. O que veio antes das imagens foi a viabilidade econômica. Digo, mesmo se o telefone convencional enviasse imagens, ainda assim não faria muita diferença pra informação fluir se você precisa pagar 35 reais por 10 minutos de conversa Amsterdam – São Paulo. Claro que quando minha màe comprou uma webcam ficou mais legal, mas o skyp já estava bombando há mais de ano antes, em conversas de mai de hora interestaduais, cisa que antes era impossível (ou proibitivamente caro, vá lá). O Skype-in não usa imagens, mas permitiu que eu falasse mais de 3 horas segudas de SP com AMS: isso também seria economicamente inviável na telefonia tradicional.
By daniduc on May 5, 2008
Daniduc, adorei teu comentário. Demorei a responder pois você me colocou a pensar sobre várias coisas. Antes de mais nada, obrigada!
Eu diria que o maior obstáculo para a fluidez da informação, antes dos obstáculos políticos, é ainda a inclusão digital, que você colocou.
Eu vejo que o computador e a Internet conseguiram trazer a possibilidade de comunicação para uma boa parte da população do planeta, mais do que o telefone. Com a instalação de computadores e redes em lugares públicos, torna-se dispensável ter uma máquina e Internet em casa (muito mais caro e impossível para grande parte das pessoas). Claro, estamos falando de condições ainda muito restritas. Sei que existem milhões de pessoas sem este acesso. Mas a possibilidade já existe e eu acho que está se ampliando.
É incrível quando vemos comunidades ribeirinhas no norte do Brasil, a 12 horas de barco da cidade maior, e com acesso à Internet. Vi isto no Pará, na região de Santarém. Com ajuda de uma ONG americana e de uma brasileira, instalaram uma pequena turbina numa queda d’água do rio para gerar energia para a comunidade e possibilitar a instalação de uma sala de computadores. O acesso à Internet, conseguiram por meio da transmissão de satélites.
Quando vou aos Sescs em São Paulo, vejo centenas de crianças usando Internet. Muitas não possuem outra chance senão ali. As próprias escolas públicas cada vez mais se equipam com esta tecnologia. Creio, de verdade, que estamos caminhando para uma maior fluidez da informação e para a popularização de certas tecnologias.
By alickel on May 12, 2008
Opa! Meu voto pra um post sobre essa comunidade do Pará e sua turbina!
By rbp on May 12, 2008
rbp, teu voto foi acolhido. A única coisa que ainda me segura a postar sobre as experiências que vivenciamos no Pará, em 2006, é que ainda não encontrei o CD com as fotos. Tinham tantas imagens legais!
By alickel on May 12, 2008
Putz… Vamos tentar achar… As fotos realmente são muito legais!
By rbp on May 12, 2008