Published by Leandro on 15 Aug 2008
Tragédia!
|
Published by Leandro on 15 Aug 2008
|
Published by Leandro on 15 Aug 2008
Já nem me espanto com a quantidade de pessoas razoavelmente instruídas que julgam a qualidade de um governo apenas pelo andamento da economia.
O que mais me espanta é quantas pessoas aceitam ser roubadas, humilhadas, achacadas e desrespeitadas pelo governo, desde que ganhem algum dinheiro com isso. Ou que respondem, quando confrontadas com o roubo, humilhação, achaque e desrespeito, invocando a economia.
A ironia final: são as mesmas pessoas que dizem não entender a corrupção do governo. Vai um espelhinho aí, pessoal?
Published by Leandro on 10 Aug 2008
Não, não acho que VOCÊ seja incapaz de compreender o que eu estou dizendo. Essa é só mais uma das frases que são usadas de maneira completamente idiótica em qualquer argumentação pública que se preze.
Exemplo:
___________________________________________________________________________________________________
- A Bíblia é um bom guia para conduta humana.
- Eu não acho. Tem um monte de bobagens escritas lá.
- Não, você não está entendendo. Tirando essas coisas que obviamente não fazem sentido, o resto é um bom guia de conduta.
- Não acho, não. Acho que se você seguir o que está lá, vai fazer muita besteira.
- Não, você ainda não está entendendo. É só ter um minimo de capacidade de interpretação, que você pode usar a Bíblia como um excelente guia de conduta. Por exemplo, a parte que diz que a mulher deve ser submissa ao homem.
- Pois é, essa parte eu acho uma tremenda besteira.
- Você não está entendendo. Essa é uma idéia excelente. Faria com que os casamentos durassem mais, que houvesse menos conflitos domésticos, que os filhos respeitassem mais os pais…
- Não, eu não acho que isso aconteceria não. Essa subserviência não cabe no mundo de hoje…
-Assim não dá pra argumentar. VOCÊ É INCAPAZ DE COMPREENDER O QUE EU ESTOU DIZENDO.
___________________________________________________________________________________________________
Se eu fosse incapaz de entender um raciocínio tão simples ou linear quanto esse, imploraria por uma morte rápida e indolor. OU mesmo uma lenta e dolorosa.
Claro que eu entendi. Só discordo da cadeia de eventos, ou da causalidade, ou da probabilidade dos eventos seguirem a sequência que foi proposta. Ou discordo do julgamento comparativo de valores expresso na argumentação. Ou possuo dados que contradizem o raciocínio exposto.
Existem 500 alternativas que explicam melhor minha discordância que uma suposta perda catastrófica da capacidade de compreender conceitos básicos e de seguir raciocínios elementares.
Outra variante desse argumento é “você não consegue ver nenhum lado da discussão que não seja o seu”. Não é porque eu acho que uma pessoa está errada que eu me recuso a avaliar o que ela está dizendo. Discordar de um raciocínio não equivale a não comtemplá-lo.
Alias, isso só prova que a pessoa que diz isso não é capaz de ver o outro lado da questão. Afinal, se eu tivesse realmente avaliado e compreendido a visão dela dos fatos, não poderia discordar. Portanto, a única maneira racional de ver o assunto é a dela!
Mas não, sou eu o burro teimoso da história…
Published by Leandro on 07 Aug 2008
Mais um termo usado levianamente. Exemplo:
____________________________________________________________________
- Eu não gosto de MPB.
- Nada?
- Nada.
- Isso é preconceito seu.
- ???
- Nem toda MPB é igual; você não ouviu todas elas, ouviu? Se não é igual e você não ouviu, é impossível você dizer que não gosta de nenhuma. Se você diz que não gosta, é porque decidiu antes de ouvir que não vai gostar. Portanto, é preconceito.
- …
____________________________________________________________________
Alguém precisa explicar para o ser acima que um preconceito é baseado na falta de informações. Se eu já ouvi MPB em certa quantidade, e não gostei de nada que ouvi, eu não estou preconcebendo nada. Estou emitindo minha OPINIÃO sobre MPB, projetando as futuras músicas com base na minha experiência passada com esse gênero musical. Uma das maravilhas de possuir raciocínio é a capacidade de EXTRAPOLAR as probabilidades de um acontecimento futuro a partir de dados sobre o passado.
É o que permite que uma pessoa preveja as consequências dos seus atos e não tome atitudes estúpidas, que depois merecem comentários como “você pediu por isso, né?”.
Hm. Acabei de entender mais um pouco sobre a incapacidade do ser humano médio de fazer o que eu acabei de descrever.
De qualquer maneira, se existe o termo “MPB”, isso provavelmente quer dizer que essas músicas têm algo em comum. Talvez o que eu não goste seja exatamente o que elas têm em comum. Portanto, eu não vou gostar de nenhuma delas, nunca. Portanto, é uma afirmação perfeitamente possível e coerente, que não admite contestação.
Tão simples, tão distante da compreensão das pessoas…
Published by Leandro on 07 Aug 2008
Outro erro normal em uma argumentação: se você não gosta de algo que outra pessoa é capaz de fazer, ou de uma música, ou de uma obra de arte, ou não acha algo que outra pessoa produziu legal, então você sofre de INVEJA.
Esse argumento é tão falho que implica que, se eu não sou capaz de fazer algo, então tenho de gostar desse algo. Pura e simplesmente.
Pra pessoas com alguma quantidade de cérebro operacional, a proposição acima é inaceitável. Eu posso não ser músico e odiar pagode. Não é por inveja; pra ter inveja, eu precisaria QUERER cantar/tocar/estar perto de pagode. Acho que é óbvio que eu não quero. E me parece evidente que é impossível ter inveja de quem tem algo que eu não quero.
Afinal, se eu disser que deformações físicas são horríveis, ACHO que isso não implica que eu adoraria ter uma deformidade. Se eu disser que detesto praia, não digo porque eu quero uma praia mas não tenho.
No final, esse argumento é normalmente utilizado por alguém que não consegue entender que sua habilidade, que é uma parte tão importante do seu ego, não seja impressionante ou desejada por todos. CLARO que todo mundo quer fazer o que eu faço; CLARO que, se a pessoa diz que não gosta, é por INVEJA de mim!
Published by Leandro on 06 Aug 2008
Eu nunca entendi a definição que a maior parte das pessoas dá à palavra hipocrisia.. Sei lá, pra mim é um conceito tão simples, mas eu vivo me deparando com esse termo nos contextos mais inesperados.
Por exemplo: “Gente que reclama do peso mas não faz regime é hipócrita”.
Falso. Gente que reclama do peso mas não faz regime pode ser acomodada, incoerente, ter vontade fraca… Mas não está sendo hipócrita. Ela seria hipócrita se dissesse que não entende com alguém come até ficar gordo demais.
Outro exemplo: “Você sempre foi um bêbado, agora apoia a Lei Seca? Isso é hipocrisia”
Nada a ver. Eu posso muito bem gostar de beber, mas achar que beber e dirigir é errado. Eu não estou sendo nem sequer incoerente. Eu seria hipócrita de dissesse que quem bebe e dirige é um irresponsável, mas achasse normal EU beber e dirigir.
Sei lá. Ultimamente, “hipocrisia” tá virando um insulto genérico, dissociado do seu contexto original. Mais ou menos como “cretino”, “idiota” ou “cínico”.
Mais um ponto pra incapacidade humana de se expressar adequadamente.
Published by Leandro on 31 Jul 2008
|
Published by Leandro on 31 Jul 2008
Segunda feira volto a trabalhar. Preguiça…
Tava bom ficar na frente da TV e do computador o dia todo. Nem foi o suficiente pra me deixar entediado, ainda.