Archive for November, 2004

Published by Leandro on 30 Nov 2004

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O que são? Onde vivem? Do que se alimentam?

Dúvidas, dúvidas…

Published by Leandro on 28 Nov 2004

Lembretes.

Essas duas vão para uma graaaande amiga, que pediu para que eu nunca mais a deixasse esquecer disso:

1. Segundas chances são um erro.
2. A vida é como um jardim: para cada flor que você encontra, pode ter certeza que existem 20 Kg de merda adubando a terra.

Published by Leandro on 23 Nov 2004

Férias

Preciso de férias. Quando você volta para trabalhar na segunda-feira e está tão cansado quanto na sexta-feira que a precedeu, é um bom sinal de que está na hora de parar um pouco.

E a Universidade está planejando começar as aulas em 31 de janeiro, no ano que vem. JANEIRO? Isso é ridículo…

Aguardo ansiosamente pelo dia 16 de dezembro, para um pouco de vida enlatada.

Published by Leandro on 21 Nov 2004

World “for Dummies”

Ontem, depois de muito tempo, joguei Magic de novo (a Maria do Carmo e o Marcão mandam lembranças, Dude…).

A Karin, no ano passado, me deu de Natal, entre outras coisas, dois novos decks de Magic. Da oitava edição (ah, no meu tempo tinha acabado de sair a quarta edição, e nós comentávamos ansiosos sobre quais cartas deveriam ser banidas na quinta edição…).

Constatação: deck pronto pra jogar??? Que coisa de boiola é essa? No meu tempo, você comprava um deck que servia pra você apanhar como um cão de qualquer jogadorzinho medíocre! Você só começava a ganhar alguns jogos depois do 5º ou 6º deck que comprasse, para poder montar UM baralho decente.

Ganhei um jogo ontem com um deck pronto. Acho que foi a vitória mais vazia da minha vida. Não me entendam mal, ganhar é ótimo. Adoro ganhar. Não sou muito crítico sobre COMO eu ganho. Mas, que se eu tivesse criado o deck sozinho, a vitória teria sido mais valiosa, ah isso teria.

Ou seja, joguei com o talento de outras pessoas, não o meu. Talento estratégico em Magic enlatado. For Dummies.

O que me remete ao título desse post. Eu não sei se eu já escrevi isso antes, mas o mundo está cada vez mais enlatado.

Cigarro: o ritual do fumo, enlatado. Diferente do charuto, que leva 1 hora para ser fumado, e exclui a possibilidade de realizar tarefas muito elaboradas durante sua degustação (ele apaga se você não puxar de tempos em tempos), ou do cachimbo, que tem de ser preparado, enchido, aceso, estimulado, cuidado, apagado e limpo. Diferente mesmo do cigarro de palha, que tem de ser enrolado com o fumo que você picou na hora. Acenda e esqueça. Os aditivos não vão deixar ele apagar (ou seja, o cigarro até “se fuma” por você!).

Cinema: Teatro enlatado. Duas horas de imobilidade, com um produto revisado 10 milhões de vezes (e cheio de erros, mesmo assim). Nada dá errado, nenhum ator está num dia ruim, assim como não está num dia excepcional. Sem intervalos, e com porcarias pra comer do lado de fora. Um produto pronto da indústria do entretenimento enlatado.

Férias: Vida enlatada. Você compra um pacote de viagem, e passa 10, 15 ou 20 dias vivendo como você deveria ter o direito de viver sua vida inteira. Como é enlatado, você faz as mesmas coisas que todo mundo, do mesmo jeito, e indo nas mesmas biroscas de turista a preços escorchantes. Espera-se que a memória desses dias sustente sua psique por mais um ano de trabalho entediante.

Televisão: Voyeurismo enlatado. Sem comentários.

Consultoria: Deveria ser competência enlatada, mas geralmente lembra um pacote de rosquinhas que venha apenas com o buracos das rosquinhas. Ou compota de semente de banana.

Entre outros. Não sou um neo-ludita, que quer que tudo volte a ser feito a mão, com dias ou semanas de trabalho para cada produto. Eu já compreendi os benefícios da produção em massa. Mas, pelo menos em alguns pontos, o enlatamento tira o sentido do ato original. O cigarro, por exemplo. Se fumar deveria ser um momento de introspecção, para que criar uma forma de fumar que permite que você continue ocupado enquanto fuma?

A resposta é clara. Dinheiro. Sempre dinheiro. Diminua os custos, aumente as margens de lucro. Easier is better. Simpler is better. Não importa o porquê do consumo; o consumo é um fim, não um meio.

Como é que eu consigo ver tudo isso e ainda ser consumista?

Published by Leandro on 20 Nov 2004

Blues.

Dia friozinho. Fiquei resfriado. Não consigo reparticionar o meu HD para instalar o Linux. Algo a respeito de fragmentação. O Defrag do Windows não resolveu. Estou sem grana, querendo gastar dinheiro em bobagens.

De novo, acho que preciso comer algo.

Published by Leandro on 19 Nov 2004

A nobre arte de mentir.

Para quem lê Robert Heinlein, esta teoria já é conhecida. Mas acho que vale a pena colocar o que eu me lembro aqui, e o Luiz mais tarde complementa nos comentários…

Mentir é uma arte que está morrendo. Não que o número de mentirosos esteja diminuindo; mas eles não sabem mentir, e mentem mal.

Existem três formas básicas de mentira artística. Uma delas é inventar uma verdade para substituir a verdade de verdade (que poder discursivo o meu, hein?).

Claros, existem técnicas para exercer esta sofisticada arte. Normalmente, um mentiroso desajeitado vai inventar uma mentira complexa, e vai se contradizer ao contá-la várias vezes. Evite esse erro. Mantenha suas mentiras simples.

——-parte minha, não do Heinlein———–

Um jeito legal de fazer isso é o que eu chamo de “deslocamento temporal da verdade”. Ou seja, conte uma mentira que não é uma mentira; é algo real, mas que aconteceu em outro tempo.

Ex: Cheguei atrasado porque furou o pneu do carro no meio da avenida, e o estepe estava furado, blah blah blah.

Mentira simples. Difícil esquecer, porque os detalhes vieram de outro fato real, mas que não aconteceu hoje, aconteceu há seis meses, ou um ano, sei lá…

Outro detalhe importante: mentiras são sempre razoáveis. Mentiras não possuem fatos bizarros. Inconscientemente, as pessoas sabem disso. Portanto, se eu contar uma historinha, saída da minha cabeça, ela tende a ser perfeitamente coerente, e sem detalhes bizarros. É o tipo de história na qual ninguém acredita, mas não sabe dizer por que. Mais um ponto para o “deslocamento temporal da verdade”; ela é um fato real, não uma história. Não desperta desconfiança…

Isso também é conhecido como o princípio de “se eu estivesse inventando, com certeza inventaria uma mentira melhor que essa…”

———–Voltando para o Heinlein————————-

A outra forma é contar a verdade, mas não toda.

——————meu comentário————————–

Ex. Não fui no seu aniversário porque eu já tinha um compromisso marcado há duas semanas…

O que eu não contei é que tinha desmarcado o compromisso anterior há uma semana.

Ex. Não posso fazer isso, porque não seria justo com os outros alunos.

Not that I care about it. Mas quem sabe disso? Eu só não fiz porque estava com preguiça, ou porque eu não queria, mesmo.

—————Mestre Heinlein de novo——————–

A terceira, e mais difícil delas, é contar a verdade, e exatamente a verdade, mas de tal maneira que ninguém acredite em você.

—————–Eu de novo——————————-

Essa é foda. Você tem que ser conhecido como um cara que diz absurdos, só pela brincadeira de dizer absurdos. Aí, quando você diz algo absurdo, mas que você acredita, todo mundo ri e esquece.

Ex. (todos meus para alunos)

O que vocês querem não importa. Só eu importo.

Isso não é uma democracia. Quem decide sou eu. Esqueci de avisar?

Podem fazer a prova a lápis. Eu não altero as notas depois da correção, mesmo…
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É isso. Ajudei em algo???

Published by Leandro on 19 Nov 2004

Mundo animal

Discorrendo ontem com um conhecido sobre o porquê das coisas que nós fazemos.

Tudo é um investimento. Eu não tenho dinheiro. Então, invisto trabalho. Na esperança que, se houver um retorno, the powers that be lembrem do meu investimento e me premiem pelo meu esforço.

Tem funcionado. É um investimento de risco, but then again, what´s not?

Published by Leandro on 18 Nov 2004

It´s a mistake.

Conselho: nunca, mas nunca mesmo, cuspa seu halls Extra-forte para tomar uma Coca-Cola. Se isso for socialmente inevitável, NUNCA escolha Coca-Cola Lemon ou Pepsi Twist como o refrigerante a ser ingerido.

Be warned.

Published by Leandro on 11 Nov 2004

Linux.

Tá bom. Por que ninguém nunca me disse que havia um Linux com uma interface grafica superlegal, que rodava direto de CD, e que hoje em dia dá pra fazer com Linux quase tudo que se faz com Windows? (tá bom, DaniDuc, e mais ainda, eu sei…)

Viva o Kurumim…

Se eu criar coragem de instalar no HD, vou me divertir. Mas reparticionar um HD cheio me dá um frio na barriga…

PS: Posted from Linux.

Published by Leandro on 02 Nov 2004

Vazio.

Dia de vazio. Aquele dia no qual eu quero fazer algo; só não sei o que, porque tudo que eu penso, eu não quero fazer.

Quatro dias de feriado que passaram mais rápido que uma única aula que eu tivesse que dar.

Típico dia onde eu entraria no Submarino e gastaria 500 ou 800 reais comprando bobagens das quais eu não preciso. Cada um tem sua droga. A minha é o consumismo. Eu só consumo socialmente, juro… Eu posso parar quando quiser…

Acho que preciso comer algo.