Archive for December, 2004

Published by Leandro on 31 Dec 2004

Aranha

Peculiaridades consumistas; enquanto algumas pessoas adoram sapatos e compram vários, sendo por isso chamadas de centopéias, eu descobri a minha variante de consumismo repetitivo.

Óculos escuros.

Já tenho uns 5, e continuo querendo comprar mais.

Acho que sou uma aranha…

Published by Leandro on 28 Dec 2004

Cruising.

Atingi o modo férias completo. Fico em casa o dia inteiro, com horários completamente invertidos (usualmente, acordado das 2 da tarde às 7 da manhã), completamente ignorante sobre que dia é hoje…

Impressionante como a felicidade pode ser encontrada nos menores detalhes.

Published by Leandro on 25 Dec 2004

Megalomania

Ok, eu sou megalomaníaco. Todo mundo sabe. EU sei. Normal.

Mas ainda não cheguei ao ponto de responder uma frase bonitinha quando me perguntam o que eu faria se fosse Deus por um dia.

Ou de incluir uma falha proposital no meu trabalho, para não ofender ao Criador, que é o único que pode ser perfeito.

Ou a devotar minha vida a servir a Deus, como se existisse outra opção (no caso Dele existir).

Depois, eu que sou megalomaníaco…

Published by Leandro on 25 Dec 2004

Papo cabeça.

Conversando ontem, depois da ceia de Natal, com um psicólogo que tem muitas das mesmas características psicóticas e a mesma moral rígida que eu, descobri alguns pontos filosóficos interessantes.

1. Moral.

Originalmente, a moralidade de uma ação está vinculada à consciência dos desdobramentos destes atos. Uma decisão moral é a que é feita com consciência. Uma decisão amoral não envolve consciência. Uma decisão imoral vai deliberadamente contra o fim último da moralidade, que é a estética absoluta.
A Ética é o conjunto de ações que serve ao fim último da moralidade, ou seja, a busca do belo.

O que se prega por aí é uma versão corporativa da ética, onde a estética é substituída pelos valores corporativos. Nada a ver.

2. Escolhas.

Aparentemente, escolhas são o que realmente distingue os seres humanos do resto da criação conhecida até agora. As escolhas envolvem um alto grau de capacidade de prever os desdobramentos dos seus atos; o que quer dizer que nem todas as pessoas são capazes de “escolhas”; o que quer dizer que muitas delas não são diferentes de animais, ou átomos de hidrogênio. Na verdade, seriam um pouco piores, uma vez que um átomo de hidrogênio não toma atitudes catastróficas.

3. Imaginação.

Tudo o que se pode imaginar está contido no Universo. Se algo não existe neste Universo, não pode ser imaginado. De maneira oposta, tudo que se pode imaginar deve ser possível neste Universo. Nós só ainda não descobrimos como fazer certas coisas.

Ainda vou levar algum tempo pra derivar finais últimos para tudo isso. Mas está interessante, e posso ver uma série de utilizações not-so-good para estes princípios. Como me respondeu o dito psicólogo, quando interpelei porque ele nunca discutiu estes assuntos comigo, sendo que eu sei que ele os domina, “O mundo não merece você embasado.”

Published by Leandro on 24 Dec 2004

Tranquilidade

Acho que não sair de casa está me fazendo bem. Fiquei meia hora pensando em algo legal sobre o que reclamar. E sabe o que eu descobri? Estou de bom humor. Não quero reclamar de nada.

Será que existe algo como espírito natalino, mesmo?

Published by Leandro on 23 Dec 2004

The Wall II

Quase não estou mais saindo de casa. Apenas rápidas incursões para resolver assuntos inevitáveis, e de volta para casa.

Mas, uma coisa mudou. “The Wall” está muito mais eficiente. Eu passo todo esse tempo de interação externa dentro do meu “Palace of Memory” (como o do Dr. Hannibal Lecter), revisitando locais, acontecimentos, diálogos e imagens, e abstraio o que me cerca.

Pode ser que até o fim do ano eu acabe nem precisando mais do mp3 Player.

Published by Leandro on 22 Dec 2004

Time Flip.

Pois é, pessoal. Por motivo de férias e completa falta de saco de me obrigar a me comportar como uma pessoa minimamamente civilizada, acabo de inverter completamente meus horários de funcionamento. Agora, estou indo dormir por volta das sete horas da manhã e acordando por volta da hora do almoço (meaning: levanto pra comer.).

Talvez eu não consiga retornar ao convívio humano normal ao fim das férias.

Não vou sentir falta.

PS: Sim, eu estou passando a madrugada inteira no computador. Não tem nada demais, tá? Eu posso parar quando eu quiser. Não estou viciado…

Published by Leandro on 21 Dec 2004

Crazy world

Ás vezes, acontecem coisas num período de 72 horas na sua vida que parecem surreais.

Estou num desses períodos.

Aparentemente, a pressão atmosférica ainda está alterada.

Published by Leandro on 18 Dec 2004

Procrastinação

Todos nós somos, até certo ponto, inconstantes. Temos opiniões que podem se alterar dependendo da situação, hábitos que só se manifestam em alguns locais ou épocas. manias que temos em casa ou no trabalho, mas não nos dois locais.

Independente disso, todos nós temos alguma característica-chave que nos define, que não falha, que não nos deixa por um segundo que seja.

Muitas, vezes, nós negamos veementemente essa característica.

Vou discutir a minha característica fundamental: a procrastinação.

Eu sou um procrastinador, operando sob a premissa de que, um dia, eu vou morrer. E se eu fizer hoje um trabalho que poderia ter feito amanhã, e morrer de madrugada? Terei perdido minutos valiosos do pouco tempo de vida que me restava fazendo um trabalho irrelevante. Inaceitável.

Isto posto, também sou um procrastinador de alta eficiência. Ok, não devia dizer isso, mas já foi mesmo; minha tese de doutorado foi escrita em 3 dias, espalhados por 2 fins de semana. Meu projeto de pós-doutorado foi escrito em duas horas. Os dois foram entregues no último dia. Os dois foram aprovados.

Não me lembro da última vez que perdi um prazo por causa da minha procrastinação. Aparentemente, eu consigo vencer o “demônio da perversidade” (como proposto por Edgar Allan Poe), antes que seja tarde demais.

Adicionalmente, aparentemente eu fui construído sem circuitos de “what if”. Eu não fico me preocupando com o que vai acontecer se uma determinada ação der errada. Tá, eu devo ser completamente psicótico, mas isso já é outra coisa.

A combinação gera um cara que chega na manhã de sua defesa de doutorado sem ter uma cópia de sua tese e com uma apresentação do trabalho ainda pela metade. E ainda fica no ICQ com uma amiga reclamando do tédio profundo (né, Ju?).

Imagine o efeito que isso tem nos nervos das pessoas que me cercam.

A Karin quase morre toda vez que isso acontece.

Minha orientadora desistiu de saber o que eu estou fazendo. Ela nem sequer faz questão de ver as minhas apresentações antes de nenhum evento; geralmente, eu as faço no local, mesmo…

Fórmula geral: Esforço x Prazo = Constante.
Corolário: Se não fosse o último minuto, nada seria feito.

Published by Leandro on 18 Dec 2004

Doctor, doctor.

Foi fácil. Mais fácil do que eu pensava. E olhe que eu não estava preocupado.

Dizem que um dos integrantes da banca tentou me derrubar. Não percebi. Acho que ele falhou miseravelmente.

De qualquer maneira, agora sou doutor.

Como disse a Ju, “there will be no living with this guy now”.

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