Pense nisso como um complemento ao post corporativo no blog do Dude. Se você não sabe que é o Dude… Bom, você já tem uma lição de casa. Keyword: Daniduc.
Estou há 4 anos em um mundo corporativo peculiar, o das universidades particulares. Não é uma “big corp”, nunca vai ser. Mas se porta como tal, em vários pontos.
A única maneira de sobreviver é usando o que o Dude falou sobre as “corps”. A seu favor. E sim, existe um jeito de fazer isso sem se submeter completamente e virar um fascículo ambulante de “Você S.A.”
Pontos a considerar.
1. Sim, a imagem é tudo. Mas não UMA imagem única. Se você SABE que pode fazer mais coisas que os outros, você tem liberdade para ser um indivíduo. Claro, nunca mostre TUDO que você pode fazer, mas apenas ALGO, em momentos especiais. Se a tarefa X leva Z dias para uma pessoa normal, e Y dias (onde Y é menor que Z) para você, faça em um prazo intermediário. Sempre se dê uma folga, mas ainda parecendo mais eficiente que a média. Não seja 100% eficiente; isso pode tornar você um escravo da sua eficiência, e sua performance máxima pode ser encarada como usual. E a gente sabe que não funciona bem assim.
2. Corolário da lei anterior: você pode fazer 2 ou 3 coisas ao mesmo tempo, se não der tudo de você a cada tarefa. Apenas dê o suficiente para ser melhor que a média. Assim, você faz mais coisas, mais rápido.
3. Sabe aquele trabalho que ninguém quer fazer? Que tem tudo para dar merda? Pegue. Não há competição, não há parâmetro de eficiência (porque ninguém faz, mesmo). E se der merda, todo mundo pensa “bom, mas não dava pra fazer mesmo”. E você ainda se torna o cara que se prontifica a ajudar. Dica: só faça isso quando você SABE que pode fazer o negócio. Mas não fuja quando souber; ninguém vai te chamar de broxa se você falhar na 15ª, mas se você falhar em todas as 15, não tem como escapar. E se você nunca se prontificar, está na lama que vai ser varrida pra fora quando o cinto apertar.
4. Conserte as cagadas alheias. Mas não cobre. Nem todo mundo vai ficar agradecido, mas algumas pessoas vão adquirir um senso de débito para com você que pode ser usado no dia em que VOCÊ fizer uma cagada. E você vai fazer. Não se iluda.
5. Seja simpático. Sorria, dê bom dia pra todo mundo, incluindo (e talvez começando por) serventes e secretárias. Esse pessoal sabe de tudo, e pode ser uma fonte de informação valiosíssima. Adicionalmente, eles podem tirar seu rabo de várias enrascadas na pressa, nem que seja “vazando” comentários ao alcance auditivo das pessoas certas. Equivale a dar a devida importância aos peões no xadrez.
6. TRABALHE, porra. Não deixe que nenhuma das atividades anteriores atrapalhe o seu trabalho propriamente dito. Tudo isso que eu disse se aplica apenas a pessoas com excesso de desempenho. Se você for medíocre, esqueça; você não vai ter tempo nem de fazer seu trabalho, quanto mais investir na sua imagem.
7. Seja diferente. É arriscado, mas dá às pessoas que importam, e que não olham muito pra sua cara, uma lembrança de quem você é. Lembre-se: sua distinção é uma decorrência do seu excesso de desempenho. Quanto maior o excesso, maior o seu direito de ser estranho. Não esqueça que o inconsciente coletivo equipara genialidade á excentricidade. Ninguém entende os trabalhos de Einstein, mas ele é considerado um gênio, porque era excêntrico.
Depois escrevo mais, senão vou estar usando toda minha capacidade de uma vez…