Archive for April, 2005

Published by Leandro on 29 Apr 2005

Novo Celular

Número igual, modelo diferente. Nokia 3660. Bluetooth, display TFT 208 x 170 pixels, câmera digital VGA, MP3 Player. Chega hoje. Pelo link do Submarino, já está no caminhão, a caminho de casa. Fotos e primeiras impressões no final do dia.

Mm-hm, I love technology…

Published by Leandro on 19 Apr 2005

Mundo corporativo - o outro lado.

Pense nisso como um complemento ao post corporativo no blog do Dude. Se você não sabe que é o Dude… Bom, você já tem uma lição de casa. Keyword: Daniduc.

Estou há 4 anos em um mundo corporativo peculiar, o das universidades particulares. Não é uma “big corp”, nunca vai ser. Mas se porta como tal, em vários pontos.

A única maneira de sobreviver é usando o que o Dude falou sobre as “corps”. A seu favor. E sim, existe um jeito de fazer isso sem se submeter completamente e virar um fascículo ambulante de “Você S.A.”

Pontos a considerar.

1. Sim, a imagem é tudo. Mas não UMA imagem única. Se você SABE que pode fazer mais coisas que os outros, você tem liberdade para ser um indivíduo. Claro, nunca mostre TUDO que você pode fazer, mas apenas ALGO, em momentos especiais. Se a tarefa X leva Z dias para uma pessoa normal, e Y dias (onde Y é menor que Z) para você, faça em um prazo intermediário. Sempre se dê uma folga, mas ainda parecendo mais eficiente que a média. Não seja 100% eficiente; isso pode tornar você um escravo da sua eficiência, e sua performance máxima pode ser encarada como usual. E a gente sabe que não funciona bem assim.

2. Corolário da lei anterior: você pode fazer 2 ou 3 coisas ao mesmo tempo, se não der tudo de você a cada tarefa. Apenas dê o suficiente para ser melhor que a média. Assim, você faz mais coisas, mais rápido.

3. Sabe aquele trabalho que ninguém quer fazer? Que tem tudo para dar merda? Pegue. Não há competição, não há parâmetro de eficiência (porque ninguém faz, mesmo). E se der merda, todo mundo pensa “bom, mas não dava pra fazer mesmo”. E você ainda se torna o cara que se prontifica a ajudar. Dica: só faça isso quando você SABE que pode fazer o negócio. Mas não fuja quando souber; ninguém vai te chamar de broxa se você falhar na 15ª, mas se você falhar em todas as 15, não tem como escapar. E se você nunca se prontificar, está na lama que vai ser varrida pra fora quando o cinto apertar.

4. Conserte as cagadas alheias. Mas não cobre. Nem todo mundo vai ficar agradecido, mas algumas pessoas vão adquirir um senso de débito para com você que pode ser usado no dia em que VOCÊ fizer uma cagada. E você vai fazer. Não se iluda.

5. Seja simpático. Sorria, dê bom dia pra todo mundo, incluindo (e talvez começando por) serventes e secretárias. Esse pessoal sabe de tudo, e pode ser uma fonte de informação valiosíssima. Adicionalmente, eles podem tirar seu rabo de várias enrascadas na pressa, nem que seja “vazando” comentários ao alcance auditivo das pessoas certas. Equivale a dar a devida importância aos peões no xadrez.

6. TRABALHE, porra. Não deixe que nenhuma das atividades anteriores atrapalhe o seu trabalho propriamente dito. Tudo isso que eu disse se aplica apenas a pessoas com excesso de desempenho. Se você for medíocre, esqueça; você não vai ter tempo nem de fazer seu trabalho, quanto mais investir na sua imagem.

7. Seja diferente. É arriscado, mas dá às pessoas que importam, e que não olham muito pra sua cara, uma lembrança de quem você é. Lembre-se: sua distinção é uma decorrência do seu excesso de desempenho. Quanto maior o excesso, maior o seu direito de ser estranho. Não esqueça que o inconsciente coletivo equipara genialidade á excentricidade. Ninguém entende os trabalhos de Einstein, mas ele é considerado um gênio, porque era excêntrico.

Depois escrevo mais, senão vou estar usando toda minha capacidade de uma vez…

Published by Leandro on 18 Apr 2005

Diários do pé - Parte II

4º dia da torção. O inchaço regrediu bastante, estando concentrado agora na ponta do pé. O tornozelo ainda está maior que o normal, mas não assustadoramente. Consigo me apoiar no pé atingido perfeitamente com o imobilizador, e consigo andar mancando pesadamente com o auxílio de uma bengala somente. Sem o imobilizador, alguns passos com o auxílio da bengala são possiveis, antes da dor me fazer mudar de idéia. Sem a bengala e sem imobilizador, um ou dois passos, mas o pé não flexiona, tornando as coisas mais complicadas.

O hematoma está descendo e desparecendo. Dois focos diametralmente opostos ainda se sobressaem, logo acima do tornozelo e no lado oposto próximo à planta do pé.

Dor em repouso: quase nula, desde que eu não movimente o tornozelo involuntariamente.

O local da lesão esta coçando incontrolavelmente. Resultado do processo de cicatrização dos tecidos, sem dúvida.

Acho que vou poder voltar a tocar piano um dia.

Published by Leandro on 16 Apr 2005

Diários do pé - Parte I

Já que eu não tenho muitas idéias pra cá ultimamente, vou usar o blog para inteirar vocês do estado do meu pé torcido.

Nesse momento, faz um pouco mais de 72 horas do acontecido. A tala colocada no Pronto Socorro na noite do acidente foi molhada no primeiro banho que tentei tomar e amoleceu. Arranquei a coisa toda. Estou com um imobilizador que chegou ontem. Ainda estou lutando com a tala central de metal que teima em tentar arrancar um pedaço do meu pé, mas ela imobiliza bem melhor que a tala de gesso. De acordo com o médico que me atendeu (um sul-americano genérico), eu só poderia estar colocando meu pé num nível mais baixo que o resto do corpo HOJE. Yeah, sure…

Não me adaptei às muletas. Estou andando de bengala mesmo. Pura precaução desnecessária, a dor diminuiu bastante; nem estou tomando remédios. Eu sei, não era nem pra colocar o pé no chão, mas não dá pra fazer isso.

O inchaço está bem aparente, mas já diminuiu. Um hematoma em forma de faixa está descendo pelo meu pé desde quinta-feira. Bastante “amusing”. Mas quase não tenho dor, desde que não tente flexionar o pé (e o imobilizador não deixa, mesmo…)

Novo boletim amanhã cedo.

Published by Leandro on 14 Apr 2005

Descoberta acidental.

A maneira mais fácil de fazer gelo moído é congelar água com gás.

Published by Leandro on 14 Apr 2005

Vida de pobre.

Eu posso sobreviver sabendo que sou pobre, isso apesar de ganhar um salário que nem 2% da população brasileira ganha.

Eu posso sobreviver sem dirigir. Faz muito tempo que eu não tenho vontade, nem sei se ainda saberia (faz quase 20 anos). Tomar ônibus não me irrita, na maior parte das vezes.

Agora, quando você torce o pé pisando num buraco, entrando no ônibus, e por causa disso consegue ter que ficar 8 dias com uma tala sem poder por o pé no chão, isso é realmente humilhante.

Paula, se você ler isso, acho que isso responde à pergunta sobre a aula que você queria que eu desse no seu lugar…

Published by Leandro on 11 Apr 2005

Grunf…

“A maioria das pessoas não SABE pensar; a maior parte do restante não QUER pensar; a pequena fração que PENSA, na sua maioria, não o faz muito bem. A extremamente minúscula fração que pensa regular, clara e criativamente, e sem auto-ilusão - a longo prazo, essas são as únicas pessoas que importam”

Lazarus Long - “Time Enough for Love”, Robert A. Heinlein

Published by Leandro on 09 Apr 2005

Tsunami e gatos.

Estava eu pensando aqui sobre o papel dos gatos no mundo. Olhando para o Spock miando ininterruptamente. E de repente, uma iluminação divina se derramou sobre mim.

O miado dos gatos controla o movimento da Terra.

Se todos os gatos do mundo pararem de miar, simultaneamente, a Terra para no espaço.

Aliás, foi isso que aconteceu no fim do ano passado. Por um milissegundo, todos os gatos do mundo ficaram em silêncio. A Terra parou. Claro, as massas de água do mundo se projetaram à frente, causando uma imensa onda, um “tsunami”.

Eles logo voltaram a miar, mas já era tarde. a onda devastou os litorais.

Não sei como não percebi isso antes…

Published by Leandro on 09 Apr 2005

Eu não morri ainda.

10 dias sem postar nada. Eu não morri, juro. Simplesmente parece que eu tenho mais coisas pra fazer do que eu deveria, seja fisica ou mentalmente, e nem sobra tempo pra reparar nas pessoas à minha volta e reclamar delas.

Então, nada melhor pra voltar a escrever do que um assunto-chavão. E sim, vou usar o MAIS chavão de todos atualmente, a MORTE DO PAPA!

(pausa para vocês imaginarem como eu devia odiar o papa)

Vocês imaginaram? OK, então.

Bom, eu GOSTAVA do papa. O cara era líder de uma religião imensamente rica, poderosa e que nunca hesitou em usar seu poder e dinheiro para obter mais poder e dinheiro. Mas eu sempre vi no cara uma pessoa de boa vontade. Como já escreveram por aí, o cara ia de um lado a outro do mundo, rezando missa pra neguinho descalço e cheio de verme. Ainda que para a Igreja esses favelados do mundo não fizessem diferença, ele ainda esteve lá.

No final, eu vi um homem que estava sofrendo pra caramba, mas ainda lutava para continuar no papel que ele acreditava ser o seu. Carregou sua cruz até o fim, não tomou o caminho fácil e covarde da renúncia. Apareceu em público até dias antes da sua morte. E teve a dignidade de recusar internação hospitalar quando finalmente ficou claro que o seu organismo não mais comportava sua função. Podia ter renunciado e ido para um hospital, talvez vivido mais uns 2 ou 3 anos. Mas preferiu renunciar da única maneira que alguém que acredita ter uma missão santa poderia renunciar.

Progressista ou conservador, santo ou demônio, sacerdote ou político, isso pode e será debatido pelos próximos 20 anos, pelo menos. Mas a coragem e dignidade do homem é inquestionável. E isso já o coloca acima de 90% das pessoas que eu conheço.

Valeu, Karol!