Archive for June, 2005

Published by Leandro on 29 Jun 2005

Sumiço

Estarei bissexto (mais ainda) até quarta-feira que vem. Eu poderia contar a razão, mas aí teria de matá-los. Algo a ver com uma quadrilha de anões búlgaros.

Published by Leandro on 28 Jun 2005

Companheiros de viagem, reloaded.

Cada vez melhor. Novamente fui ao Rio no fim de semana passado. Estava feliz, até. O ônibus estava quase saindo, e a poltrona do meu lado estava vazia ainda. Não estava antevendo nenhum problema.

Ledo engano. O ùltimo passageiro a embarcar sentou do meu lado. OK. Irritante, mas OK.

Se não fosse o violão e o atabaque. Sim, ele subiu no ônibus com um violão e um atabaque. Péssimo sinal. Eu acredito que um homem que anda por aí com um violão nas costas não pode, em hipótese alguma, não ser chato. Sei lá, parece uma lei da natureza. Mas eu me segurei.

Na primeira hora de viagem, o cara foi ao banheiro umas 3 vezes. Me acotovelando para levantar e para voltar a sentar. E eu estava na janela. Justamente para evitar isso. Fora o ritual de ajeitar o violão, que ele fez questão de deixar na poltrona, com ele. Eu devia ter previsto o que vinha a seguir.

Sim, ele tirou o violão da capa e começou a tocar. Todo mundo dormindo, ou tentando, e eu sentado do lado do cara que estava tocando violão pra ninguém, dentro de um ônibus, no início de uma viagem de 6 horas.

Eu ainda me segurei, juro. Mais uma hora. De fones de ouvido, tentando ouvir outra coisa, mas sem ficar surdo com o volume necessário para abafar o “músico”.

Não deu; fiquei MUITO irritado. Diálogo como o que se segue:

“Com licença, qual o seu nome?”
“Fábio.”
“Pois é, Fábio. Eu estava aqui pensando que, de todos os ônibus que estão indo de são Paulo para o Rio, e de todos os assentos nesses ônibus justamente EU fui escolhido por Deus pra sentar do lado do cara que resolveu tocar violão pelas 6 horas de viagem.”
“Qual é o problema, você não gosta de música?”
“Até gosto, mas não de ouvir duas ao mesmo tempo.”
“Qual é o seu nome, mesmo?”
“Leandro.”
“Qual a sua profissão?” (!!!!!!!)
“Cientista.”
“Eu sou professor de Matemática. OK, eu paro de tocar, se você abaixar o seu som.”
“Fábio, se for para você parar de tocar, estou DESLIGANDO meu mp3 agora!”

E desliguei.

Santo silêncio.

Não que ele não tenha ido ao banheiro mais umas 9 vezes. Não que ele não tenha deixado a luz acesa a viagem toda. E não que, ao descer do ônibus, antes da rodoviária, ele não tenha deixado a luz acesa do mesmo jeito.

Para você, Fábio, professor de Matemática, esta singela homenagem: você é uma das “top ten” pessoas mais escrotas que eu já conheci.

Published by Leandro on 23 Jun 2005

Finalmente, o frio!

Nem existe aqui uma categoria para os pouco comentários da minha vida que expressam satisfação com algo, então vai na categoria-base mesmo.

Finalmente o frio chegou. Eu já estava ficando meio louco com o calor que estava fazendo (piada óbvia: aposto que ninguém notou). Agora finalmente eu consigo pensar claramente.

Os TCC´s foram defendidos. Houve apenas 2 notas 10 na sala, uma de um trabalho que eu orientei, outra de um trabalho que eu co-orientei. Boa média.

O semestre está acabando. And not a minute too soon.

Entre essas e outras coisas, até estou de bom humor hoje, apesar do sono…

Published by Leandro on 21 Jun 2005

Web Counter

Eu instalei o Web Counter que pode ser visto no final desta página, no canto direito, apenas porque o Dude me explicou como fazer e era fácil. E porque seria interessante saber quantas vezes estas singelas páginas são carregadas, e se eu faço alguma diferença na Internet. Sei lá, parecia lazer e era de graça. Combinação irresistível, essa…

Depois, descobri que o Web Counter me dá várias informações interessantes sobre quem visita meu blog. Que, como vocês sabem, não é exatamente secreto, nem exatamente público e notório.

Eu sei, por exemplo, que a esmagadora maioria dos meu visitantes usa uma tela de 1024×768. Que cerca de 70% deles usam Internet Explorer, mas que 26% usam uma das versões do Firefox (e vocês que estão usando a 1.0.3, atualizem, já saiu a 1.0.4!). 85% usam algum Windows, sendo a grande maioria XP, mas 14% usam Linux (o 1% restante sou eu acessando do meu PocketPC…).

Mas mesmo assim, o mais fascinante pra mim são as informações que eu NÃO tenho a respeito do meu blog.

Quem é a pessoa de Belo Horizonte que andou acessando meu blog a partir do link que existe no blog da Milena, nos últimos dois dias, e que leu recentemente meu post sobre “Segundas Chances?”

Quem clicou na minha página após achá-la no Google quando estava procurando “teste personalidade serial killer”?

Quem resolveu ver o que eu tinha escrito quando minha página apareceu numa busca pela palavra-chave “sociopatia”?

Nem vou mencionar as buscas pelo Dan Brown e o “Código Da Vinci” que acabaram aqui.

Cada vez eu fico mais curioso…

Published by Leandro on 21 Jun 2005

Injustiça!

Basta fazer frio, e eu finalmente conseguir usar meu sobretudo preto (que sai do armário em média 3,7 vezes por ano), pra alguém vir e me chamar de Anakin. Eu mereço…

Published by Leandro on 12 Jun 2005

Dúvida fugaz II

Por que ler no banheiro é melhor que em qualquer outra situação?

Published by Leandro on 12 Jun 2005

Semana de Provas

Ser fiscal da FUVEST deveria ter me dado algum treino para isso. Eu deveria ser capaz de lidar com a semana de provas sem problemas. Diabos, FAZER as provas é bem pior que ficar lá, vigiando os alunos. Ou assim eu me lembro das sensações.

Mas não tem jeito. A semana de provas é a semana mais chata das aulas. 5 dias observando pessoas fazendo provas. Tem sempre vários personagens:

– O cara que não estudou nada, acorda cedo, senta na sua frente, pega a prova, faz meia dúzia de “x” (acho que é até assinatura, em alguns casos), não responde nenhuma questão escrita, levanta e vai embora em 5 minutos. Só serve pra ferrar quem chega 10 minutos atrasado, uma vez que eu não deixo ninguém entrar pra fazer prova se alguém já entregou e saiu. E no fundo, gosto da sensação de fazer isso, odeio atrasos. É, eu sou uma péssima pessoa.

– O cara que estudou tudo, muito bem, é inteligente, e tem uma capacidade de síntese muito boa. Esse sai da prova em 10 minutos. Serve pra me lembrar que uma samambaia bem regada pode ir bem nas minhas provas.

– A massa amorfa que estudou mais ou menos, é mais ou menos “inteligente” (detesto usar um termo tão raro levianamente), e leva um tempo intermediário pra fazer o que sabe na prova e tentar me enrolar no resto. Apesar de nada mudar de lugar durante a prova, uma boa parte desta massa se porta como se estivesse na final de Roland Garros, oscilando a cabeça de um lado a outro ritmicamente, à procura do que lhes falta para responder a prova. Infelizmente, cérebro extra é coisa rara. Esses levam qualquer coisa entre 45 minutos e 2 horas para fazer a prova, dependendo da extensão do conteúdo.

– A turminha que não sabe nada, mas “é brasileiro e não desiste nunca”. Não têm noção do que eu estou perguntando, mas escrevem 4 páginas sobre o que acham que eu quero ler. Existe maior chance de sucesso no histórico de saltos livres de bombardeiros abatidos na Segunda Guerra Mundial. Mas isso não os detêm. Persistentes, isso eles são. Tempo de prova, de 1 a 3 horas.

– Os exemplares que sabem a matéria, mas tiveram o seu órgão de síntese verbal destruído numa infecção de infância. Escrevem TUDO sobre TUDO, e geralmente nas questões pertinentes. O inconveniente é que muitas vezes você tem a impressão que os limites entre cada questão se tornam nebulosos, e que você está corrigindo sempre a mesma resposta. Irrita pelo tempo que leva pra corrigir, mas levam o mesmo tempo da casta anterior pra fazer a prova.

– O retardatário. Ah, este descendente direto de Caim. Ele leva TODO o tempo disponível para fazer a prova. Escreve o tempo todo. Não olha pro lado, não espreguiça, não boceja… Ainda não usei uma redoma de vácuo, mas desconfio que nem respire. OK, então POR QUE a prova desse indivíduo tem sempre no mínimo 10% de questões não respondidas, e as respondidas apresentam, invariavelmente, uma falta de noção tremenda? Este paradoxo ainda não foi satisfatoriamente elucidado. Pode ter algo a ver com a borracha de cantos redondos que normalmente acompanha este tipo. Tempo de prova: como um gás, ele ocupa todo o espaço disponível. Um dia vou marcar uma prova de 17 horas, num domingo, para testar a resistência deste ser.

Pronto, acabei de estragar a minha semana, e ainda é domingo! Acho que vou chorar na cama…

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