Archive for the 'Ranting and rambling' Category

Published by Leandro on 27 Jan 2010

I just don´t want something that I should have.

Não, eu não queria. Não, não ia me propiciar nada a não ser mais preocupação e me deixar com ainda menos tempo.

Mas pelo menos podiam ter perguntado se eu queria. Afinal, eu ganhei o direito. Ou pelo menos, achei que tinha ganhado.

Só pra não esquecer daqui a uns anos.

Published by Leandro on 30 Jan 2009

Você AINDA perde tempo na Internet?

Uma coisa que eu nunca entendi e sempre ignorei como absurda é a frase “você perde seu tempo na Internet”.

Nunca entendi muito bem exatamente o conceito de “perder tempo” que as pessoas que dizem isso usam.

Capítulo I

Imagino que para essas pessoas, “ir para a Internet” deva ser um processo que exige uma cessação completa de toda outra atividade mental, motora, sensorial ou social. Deve ser o tipo de pessoa que acha que “a Internet” mora dentro daquela caixa que vai ligada naquela TVzinha, que fica no “quarto do computador”.

Para essa pessoal, “ir para a Internet” significa se recolher a um cômodo isolado da casa, sem companhia, e ligar “a Internet” para usar. É uma decisão pesada, que envolve quase que uma privação sensorial.

Bom, no meu caso, o computador está sempre ligado, e fica no meio da casa, não num quartinho isolado. Não preciso me retirar a um canto escuro da casa para “entrar na Internet”, nem realizar passes arcanos para “ligar a Internet”. Pra mim, ela sempre está lá, a um clique de distância. É só olhar e pronto… Tempo investido, zero. Dissociação do resto do mundo, zero.

Imagino que para esse pessoal que acha que “perde tempo” quando “vai pra Internet”, exista também um processo igualmente doloroso, que é “sair da Internet”. Você tem que “desligar a Internet”, desligar o computador (tem que “economizar luz”, meu filho…), cobrir com as capinhas de plástico. Imagino que todo esse trabalho de “ligar” e “desligar a Internet” só valha a pena se você realmente vai ficar sentado lá por mais tempo do que o ritual leva. Ou seja, a perda de tempo dessa pessoa é de pelo menos o dobro do tempo do ritual de “ligar e desligar a Internet”. Menos que isso, nem vale a pena.

No meu caso, se eu quiser ler um E-mail ou um tópico no Orkut, só preciso clicar, ler e ir embora. Muitas vezes, nem preciso me sentar à frente do computador. Como meu ritual leva tempo zero, posso repetir isso dezenas de vezes por dia sem gastar mais tempo que um clique e o tempo da leitura. Ah, eu já mencionei que leio na mesma velocidade de leitura dinâmica? Descobri isso um dia desses sem querer.

Assim sendo, eu posso ler notícias, blogs, posts no Orkut, manuais técnicos, etc… numa ida da sala para a cozinha, ou do quarto para o banheiro. Ou seja enquanto o pessoal da “perda de tempo” olha pra parede quando faz isso, eu me informo ou me divirto.

Para esse pessoal, se eu li UM POST aqui, devo ter levado o mesmo tempo que eles levam para isso. E realmente, se para mim isso custasse tanto tempo quanto custa para eles, eu também acharia que estava “perdendo tempo” pra muito pouca coisa.

Para esse pessoal, cada post lido ou respondido exige que eles se afastem de tudo e todos por um tempo imenso. Para mim, leva um tempo mínimo, e eu continuo interagindo com todos ao meu redor enquanto isso. Para você, caro “perdedor de tempo”, a Internet é uma coisa, o mundo é outra. Pra mim, a Internet é como a energia elétrica: uma comodidade do mundo civilizado que se integra perfeitamente à minha vida diária e a torna mais simples.

Capítulo II

Imagino que o pessoal da “perda de tempo” só consiga imaginar que alguém consiga “entrar na Internet” se for do “quartinho do computador”, em casa. Mais ou menos como algumas pessoas só conseguem ir ao banheiro se for em casa, sabe?

Geralmente, a analogia é mais que pertinente, a julgar pela qualidade dos textos que esse pessoal produz.

Isso quer dizer que se eu li e respondi posts ou e-mails durante o dia todo, não saí de casa durante o dia todo. Certo?

Errado. Eu tenho um netbook e um modem 3G. Quando eu vou trabalhar, posso acessar a Internet entre uma reunião e outra, numa pausa para o café, no intervalo das aulas, na hora do almoço… Você, caro “perdedor de tempo”, olha para a parede, ou para o chão, ou para suas unhas, durante esse tempo. Eu me informo ou me divirto, durante esse tempo.

Mesmo quando estou com o netbook fechado (tenho uma bateria que dura o bastante para não precisar desligá-lo), eu tenho um smartphone. Impressionante como uma coisa baratinha como essa se conecta à Internet automaticamente para me trazer meus e-mails, previsão do tempo, avisos de scrap no Orkut, notícias… Nem preciso mandar. Quando eu quero olhar, está lá, prontinho pra mim. Tempo dedicado a isso, zero. E ainda assim, posso acessar a Internet de praticamente qualquer lugar no mundo, a qualquer hora. Lembrando sempre, sem renunciar à interação com as pessoas ao meu redor, nem me isolar. Eu consigo dividir a minha atenção perfeitamente, e não caio no erro comum de achar que a Internet é síncrona.

Capítulo III

Mesmo assim, tem momentos nos quais eu resolvo passar algum tempo dedicado à Internet.

Como eu disse, nada de ritual. Sento e começo a ler e escrever.

O pessoal da “perda de tempo” deve imaginar que, nesses momentos, eu não faço mais nada a não ser escrever. Novamente, esse pessoal deve escrever com uma dedicação que exclui praticamente qualquer outra atividade.

Enquanto eu estou lendo e escrevendo, eu estou conversando com os meus amigos (tanto os da Internet quanto os de fora, que também sabem usar a Internet e não serem usados por ela), lendo notícias, aprendendo coisas novas…

Como? Fácil. Dois monitores. E neurônios suficientes para usá-los inteligentemente. Escrevo em um, leio no outro. E não tenho a ilusão de que a Internet é síncrona. Posso perfeitamente parar, fazer qualquer outra coisa, e voltar para continuar onde parei…

O carinha da “perda de tempo”, tendo gasto 5 vezes mais tempo que eu e feito apenas 1/3 do que eu fiz pela Internet, logo deduz que eu “passei o dia todo na Internet”.

E passei mesmo. A diferença é que eu não saí do mundo para isso .  Novamente, não conheço ninguém que precise se isolar do mundo para usar energia elétrica; não entendo por que alguém precisa largar o mundo real para usar a Internet.

Epílogo

Parte do pessoal que acha a Internet “uma perda de tempo” não quer ser chamado de desinformado. Para isso, lê um ou mais jornais de manhã, e assiste a um ou mais telejornais à noite.

Notícia velha; a do jornal é de ontem, a do telejornal é pobre, comprimida e atrasada. Eu já estava sabendo bem antes. E olhe, não precisei parar com as minhas atividades para ler um jornal, nem sentar na frente da televisão pra isso! Me atualizei durante o dia, naqueles momentos no qual o pessoal da “perda de tempo” estava olhando pra parede, preso no trânsito, ou só “esperando” algo. Quem está perdendo tempo, agora?

Quem “economizou tempo” sem entrar na Internet não sabe como estão seus amigos, não achou tempo para se instruir, não se divertiu… Aliás, agora é a hora desse pessoal tão preocupado com a “perda de tempo” se divertir! A Globo agradece a audiência.

Nesse tempo, em que esse pessoal se informa, se diverte, interage com a família e os amigos… Esse é o meu tempo livre. Já fiz tudo isso, naquilo que essa turma rotulou de “perda de tempo” enquanto olhava pra parede. Que eu uso para interagir com MAIS pessoas, me divertir MAIS ainda, e me instruir MAIS ainda.

Quem “não perde tempo na Internet” acaba descobrindo que não tem tempo de fazer tudo isso que eu faço. E acha que ninguém mais tem. Afinal, essa tal de Internet é uma perda de tempo! Se esse pessoal, que não “perde tempo na Internet”, não encontra tempo pra fazer tudo, como é que EU encontro????

Acordem, crianças; se vocês AINDA conseguem “perder tempo” na Internet, o século XXI vai embora sem vocês…

Published by Leandro on 18 Sep 2008

Se Deus existisse…

… ele realmente estaria querendo dizer alguma coisa com dois fatos que aconteceram nas últimas semanas.

Primeiro, um surfista vai salvar um bando de turistas idiotas que estava sendo jogado contra as pedras pelo mar, e morre afogado.

Ontem, um cara para na Marginal Pinheiros pra ajudar um carro parado com problemas, e morre atropelado por um caminhão.

A mensagem seria algo como “cuide da sua própria vida”, eu imagino.

Hannibal Lecter adoraria este post.

Published by Leandro on 22 Aug 2008

Cultura curta.

Maurren Maggi ganhou medalha de ouro, hoje. Não assisti quase nada do que rolou nas olimpíadas até agora (pelo menos referente ao Brasil), mas vi as duas medalhas de ouro que a gente ganhou, ao vivo. Chame de sorte.

Mas o post não é sobre isso. Na verdade, é sobre uma das coisas que eu ouvi durante a transmissão da prova, bem no início.

Era o narrador da SporTV (que eu não sei quem é, feliz ou infelizmente), logo na primeira aparição da Maurren. Perguntando para o Robson Caetano (que fala muito bem, é um puta esportista, mas tem umas opiniões completamente idiotas sobre tudo) se ele achava que a Maurren estava com “o olho do tigre”, hoje.

Puta merda. Sylvester Stallone virando cultura, virando filosofia esportiva? Só aqui, mesmo. Ou em lugares ainda mais idiotas, como os EUA, imagino.

De qualquer maneira, se ela estiver com o “olho do tigre”, melhor devolver. Deve ser complicado caçar sem noção de profundidade.

Published by Leandro on 15 Aug 2008

Post político

Já nem me espanto com a quantidade de pessoas razoavelmente instruídas que julgam a qualidade de um governo apenas pelo andamento da economia.

O que mais me espanta é quantas pessoas aceitam ser roubadas, humilhadas, achacadas e desrespeitadas pelo governo, desde que ganhem algum dinheiro com isso. Ou que respondem, quando confrontadas com o roubo, humilhação, achaque e desrespeito, invocando a economia.

A ironia final: são as mesmas pessoas que dizem não entender a corrupção do governo. Vai um espelhinho aí, pessoal?

Published by Leandro on 26 Jul 2008

Me analisem! Me analisem!

Uma das coisa mais engraçadas da minha vida virtual é que eu sou muito mais desagradável nela do que pessoalmente.

Online, eu sou arrogante, implicante, condescendente, irritante, extremista, e intrusivo. Pessoalmente, eu estou mais interessado em rir e brincar do que em contrariar os outros.

Mas é inevitável que eu seja analisado online por quem quer que seja vítima da minha péssima personalidade virtual. Já ouvi que eu tenho complexo de inferioridade, que eu sou pobre, que eu sou arrogante, que eu sou um perfil de Internet falso, que eu sou “do mal”, que eu quero apenas causar discórdia, que eu não pego mulher, que eu sou invejoso, que eu sou elitista…

Me diverte tanto… Principalmente porque o que eu sou online não tem nada a ver com o que eu sou pessoalmente. E tem idiotas o suficiente na Internet pra CONTINUAR achando que vão me rotular, me entender e aprender a lidar comigo apenas lendo o que eu escrevo.

Quando tentam manipular essa pessoa imaginária que criaram e caem do cavalo, esses idiotas perdem a estribeira e partem pra insultos, ou fogem dizendo que “não querem ficar no mesmo lugar que eu”.

A mim, só resta a diversão imensa de ver quantas pessoas acham que podem me analisar a partir de nada.

Published by Leandro on 25 Jul 2008

Qual a intenção?

Não entendo gente que posta o que escreve no seu blog em tópicos do Orkut e depois diz que “não está interessado em fazer propaganda ou em saber o que os outros pensam”.

É algum tipo de masturbação mental nova da qual eu nada sei? Ou é só a velha e boa hipocrisia, mesmo?

Published by Leandro on 22 Jul 2008

Explosão no Conjunto Nacional: eu ouvi.

E na hora confundi com um trovão. Foi igualzinho a um daqueles trovões longos e profundos.

Pelo barulho, foi apenas sorte não morrer ninguém mesmo. Explosão no ar-condicionado da academia? Sei…

Estado de homem ferido em explosão no Conjunto Nacional é grave, diz HC

da Folha Online

O Hospital das Clínicas informou na noite desta terça-feira que é grave o estado de saúde de Santo Galle Sobrinho, 51, ferido na explosão ocorrida na tarde desta terça-feira no Conjunto Nacional, na avenida Paulista (região central de São Paulo). O colega dele, Rildo Elias Soares, 39, também ferido, está em estado estável.

Conforme o HC, Sobrinho sofreu queimaduras em 60% do corpo e será encaminhado para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do setor de queimados do hospital –inicialmente, o Corpo de Bombeiros avaliou que ele havia sofrido queimaduras em 80% do corpo. Já Soares, ainda de acordo com o HC, sofreu queimaduras em 15% do corpo e uma fratura exposta na perna direita. Ele passará por uma cirurgia e, depois, irá para o setor de queimados.

O estrondo foi ouvido por volta das 14h40. O economista Antonio dos Santos, 38, estava em um apartamento residencial, dois andares acima do mezanino onde a explosão ocorreu. Ele conta que ouviu o barulho e, em seguida, os gritos de Sobrinho pedindo socorro. Ele afirma que saiu à janela e viu Sobrinho em chamas, jogando-se sobre arbustos para apagar o fogo.

Sobrinho e Soares são funcionários de uma empresa de manutenção de ar-condicionado e trabalhavam em uma área externa, ao lado de uma academia, quando a explosão ocorreu.

Informações preliminares do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil indicam que ocorreu uma explosão ambiental. O local foi alvo de perícia, e o caso deverá ser investigado.

Published by Leandro on 21 Jul 2008

É verdade…

clipped from www.malvados.com.br

Published by Leandro on 21 Jul 2008

Starbucks

Achei que a marca registrada do Starbucks era ter WiFi.

O do shopping Center 3 não tem. E como fica no andar de baixo, o sinal de celular é horrível, mal dá pra conectar no EDGE da TIM.

Decepção. Estragou minha intenção de me divertir com o Eee PC hoje.

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