Published by Leandro on 28 Jul 2008
Religiões, crenças e intolerância.
O que eu acho mais chato nessas discussões entre misticismo X ceticismo são as atitudes.
O céticos tratam os místicos como esquizofrênicos que vêem coisas que não existem e portanto, estão SEMPRE errados.
Os místicos tratam os céticos como aleijados que têm o seu mundo limitado pelos sentidos. Claro que isso é uma falha terrível, uma INFERIORIDADE do céticos, que não conseguem perceber o “mundo sutil”.
Acho que ambas as atitudes são arrogantes, condescendentes e insultantes, apenas colaborando para impedir a compreensão, sistematização e refinamento do que poderia ser uma boa fonte de conhecimentos.
É triste que a maior parte das pessoas, quando incapaz de convencer o outro lado da sua razão, acabe apelando pra esse tipo de atitude.
O que mais me decepciona nisso, é que eu continuo sendo confrontado com a mesma falha argumentativa básica em diversas discussões: “se você discorda de mim, não entendeu o que eu quis dizer / não sabe do que eu estou falando / não entende do assunto”.
Sem entrar em detalhes, eu talvez saiba mais sobre espiritismo que muita gente que o professa. Não estou emitindo opiniões baseadas em NADA.
Eu não me fechei a nada, ao dizer que o espiritismo não possui nada que o baseie ou que o comprove. Acho uma teoria muito engenhosa, bastante reconfortante… mas infelizmente é uma teoria de lacunas. Ela não explica de maneira mais convincente algo que já tenhamos tentado explicar cientificamente, e não completa as explicações científicas do Universo, porque não se intersecciona com elas; ao contrário, só explica “mistérios” para os quais não há explicações alternativas, embasadas e passíveis de comprovação.
No dia em que esse suposto “mundo invisível” puder ser comprovado e estudado, eu serei um dos primeiros a acompanhar os estudos interessadamente
Estou meio decepcionado ao ver que, mesmo apesar de explicar claramente os faots acima, as pessoas que se acham mais “abertas” e “dispostas a aprender” ainda cometam o erro de considerar quem escolheu não acreditar num sistema de crenças transcendental “dignas de pena”, “limitadas”, “menos felizes e saudáveis”.
Se o resultado final de acreditar nesses sistemas é esse, eu fico feliz de não acreditar. Porque pra mim, com isso, ficou claro o caminho que leva muitas pessoas da fé às guerras santas.
