Published by Leandro on 30 Mar 2005 at 03:08 pm
Medos irracionais.
Medos, por sua própria natureza, são irracionais. Mas alguns até têm uma raiz de verdade, como o medo de morrer de câncer e medo de perder o emprego. Outros são completa, total e irrestritamente infundados.
Meu medos irracionais:
1. Ser um blefe, e ter conseguido tudo na minha vida através de uma combinação de sorte e de estar na hora certa e no lugar certo, fazendo a cara certa. O medo é porque não dá pra esperar que isso funcione pra sempre, e eu estou sempre esperando o dia onde alguém vai descobrir isso.
2. Medo de barata. Enfrento, mato e ainda tripudio em cima do cadáver. Mas Deus sabe que o terror interno que cada uma dessa ações me traz é completamente desproporcional à ameaça que o animal significa. Uma das maiores provas de coragem na minha vida é que eu consigo fazer isso, apesar do horror absoluto que este artrópode me infunde.
3. Medo de injeção/tirar sangue. Ninguém sabe disso, mas eu tenho pavor de agulhas. Ninguém sabe porque eu faço questão de ser o primeiro da fila quando alguém tem que tirar sangue pra algo, no laboratório. Outra prova de coragem.
4. Medo de dentista. Até onde eu lembre, nas últimas vezes que eu fui ao dentista eu dormi na cadeira, de tão tranqüilo que foi. Mas toda vez que eu penso em ir, recebo uma descarga de adrenalina equivalente à do primeiro dinossauro que viu o meteoro chegando. Não sei porque, mas dentista pra mim está indissoluvelmente ligado a sofrimento profundo, embora eu não lembre de nenhuma instância disso. Mas nessa brincadeira, lá se foram uns 10 ou 12 anos em que não visitei um.
Faz quinze dias, voltei a ir ao dentista. Nada sério, tirando um implante (canal mal resolvido há 10 anos atrás), que eu estou bravamente tentando esquecer que vou ter que fazer. 3 cáries ao todo, nada mal pra relapsidão odontológica na qual recaí.
Adivinha onde vou estar hoje, às 14h30?
Medo profundo.

Milady on 30 Mar 2005 at 12:46 #
Coragem, rapaz, estamos todos torcendo por vc.
Enquanto vc não tiver medo de drogas, há sempre esperança: a anestesia foi uma ótima descoberta!
Dos medos que vc citou, eu compartilho do seu terror por baratas. Sendo que eu não consigo nem chegar perto delas, quando mato é com spray. E, quanto menor a barata, mais nervoso e nojo eu sinto. Já reparou com as escrotinhas se movem rápido??
Quanto às agulhas e a tirar sangue, eu sinto um certo prazer mórbido nisso, misturado com orgulho.
Adorei quando um carinha do exército, um mané todo fortão com cara de macho, desmaiou quando tava doando sangue do meu lado, hehe. Primeiro ele ficou branco que nem cera, depois foi escorrendo na cadeira, todo molinho. E eu assistindo, do alto dos meus 1,60 m. Ri tanto naquele dia…
Ju on 30 Mar 2005 at 17:59 #
Baratas. Definitivamente. Número 1 da lista com folga. Não consegui entrar na sala de inver II no dia de dissecar as malditas.
Número 2 de medos irracionais: siris me “mordendo” na água da praia. Nunca aconteceu, mas o pânico de pensar que sempre há uma primeira vez sempre faz com que eu fique dando pulinhos ou nadando o tempo todo… Estúpido, né?
Leandro on 30 Mar 2005 at 18:43 #
Tinha esquecido dos siris. Eu também morria de medo deles, mas esse passou…
Milady on 30 Mar 2005 at 20:19 #
De siri eu não tenho medo não, mas de água-viva… Ai. Já tive até pesadelo.
Leandro on 30 Mar 2005 at 23:32 #
Água viva era horrível. Essas eu nem pensava, senão não entrava na água…
Gusman on 01 Apr 2005 at 08:43 #
Meus medos acho que são os mais imbecis que se pode ter:
1- Topo da lista porque são os mais frequentes, ETs e fantasmas, nessa ordem. Por incrível que pareça demônios não me assustam. Outra coisa é que não consigo dormir sozinho.
2- Sapos, tenho verdadeiro pavor desses animais inofencivos, seguido de perigos mais reais, cobras e aranhas.
De resto não tenho medo não, assalto, desemprego, cachorro, aula para duzentos adolescentes de 20 anos que acham que sabem mais do que você.
dude on 04 Apr 2005 at 23:46 #
Hm, bom post. Deixa eu pensar…
Tenho medo de altura. Foi um longo período de dominação mental desde o pavor infantil de pular o vão entre a plataforma e o carro do metrô e o salto de paraquedas e o paredão horizontal de 80 metros do morro dos Marins. Deu um cagaço sem tamanho, mas consegui enfrentar e hoje está sob controle, mas não desapareceu.
Compartilho o asco, desprezo e repulsa profunda por baratas. Pra não falar no medo. Mato e tudo, mas *arrepio*, credo.
Ah, sim injeções e tirar sangue, compartilho também. Coisa escrota. Sempre tive medo disso. Doei sangue duas vezes, fui maltratado pela atendente que achava que eu só queria o teste de AIDS, portanto não era doador confiável, além de tudo cabeludo de brinco. E ainda por cima passei mal as duas vezes. Desisti, poupei o trabalho das enfermeiras.
rebeca on 06 Apr 2008 at 20:38 #
eu quero pedir que vcs me diga como enfrentar o medo de barrate ate ela morta eu tenho medo e mole isso eu e minha mae menha mae com 27 anos e eu com 10 me diga