Yep. Eu de novo. Falta do que fazer é chato. Falta de vontade de fazer o que se tem é pior.

Dessa vez, na série “teoremas improváveis”.

I. Introdução.

Toda contrariedade nos torna infelizes, mesmo que por breves momentos. Entrar no banho e descobrir que o sabonete não está lá, perder o ônibus, quebrar o pé, perder um braço.

II. Hipótese.

No momento que a contrariedade ocorre, a quantidade de miséria percebida pelo nosso cérebro é saturante. Por menor que a contrariedade seja.

III. Discussão

Dar uma topada de mindinho na quina da mesa estraga um dia tão eficientemente quanto bater o carro, ou levar uma cagada de pomba, ou perder um olho.

IV. Conclusões

Isso não quer dizer que algumas misérias não durem mais que outras, ou que, comparativamente, algumas não pareçam piores que outras. Não se deixe enganar, é uma ilusão. Na hora, todas foram igualmente miseráveis. Apenas a necessidade de classificação, instrumento pelo qual a nossa mente limitada tenta apreender um Universo infinito, é que produz a percepção de gradações na miséria.

V. Aplicações

Eu já tive dias destruídos por ter colocado a quantidade errada de açúcar no café.