De novo…
Passei.

Não é a USP como da primeira vez, mas essa eu termino!
May 28, 2007
Futuro…
Planeta: a Terra. Cidade: Tóquio. Como todas as metrópoles, Tóquio se acha hoje em desvantagem na sua luta contra o maior inimigo do homem: a poluição. E apesar dos esforços das autoridades de todo o mundo, pode acontecer um dia que a terra, o ar e as águas venham a se tornar letais para toda e qualquer forma de vida. Quem poderá intervir???
October 10, 2005
Extermínio Voluntário da Raça Humana
Desculpem aos (raros) que (ainda) vêm a este humilde blog, depois de tanto tempo sem posts, achando que encontrarão algo divertido ou engraçado ou inútil pra ler nas horas de ócio. O post a seguir é bastante trágico e depressivo, então os que quiserem arriscar estão avisados.
Eu já tive muitos amigos que gostavam de cultuar aquele ar de morbidez, de depressão, e alguns que inclusive já tentaram se suicidar. Eu sempre fui (e sou) contra esse ato covarde e desesperado de barbárie contra a vida. Covarde porque a vida de ninguém é apenas flores, mas fugir dela eu não acho uma solução viável. Ainda mais porque apesar de não ter certeza de como é o “outro lado” (se é que ele existe), na via das dúvidas é melhor ficar por aqui até que sejamos obrigados a cruzar essa tênue linha.
Mas hoje eu parei pra pensar: e se eu morresse hoje? Que diferença faria? Alguém sentiria minha falta? Com certeza.
Minha família sentiria. Os mais próximos mais, os mais distantes menos, mas acho que a maioria sentiria. Mas e daí? Perdem uma pessoa que só deu trabalho a vida inteira, preocupações, gastos (e eu sei quanto!)… Eu sei que não dou a atenção que eles merecem (e que eles sentem falta, apesar de não o dizerem formalmente), mas seriam preocupações e gastos a menos. Ok, um enterro ou cremação custa caro do mesmo jeito, mas seria o ÚLTIMO gasto.
Meus amigos? Alguns dos quais eu considero como irmãos e/ou irmãs, que já fizeram de um tudo pra mim mesmo quando eu não precisava? Sim. Mas esses eu também não dou a atenção que merecem. E eu sei que para alguns isso faz (ou já fez) falta.
Além disso eu já decepcionei (demais) muitos, sem falar nos que eu (com o perdão da má palavra) fudi a vida com meus atos estúpidos e irresponsáveis, achando que era uma brincadeira engraçada. Para esses também não não faria grande diferença.
As pessoas com quem eu divido apartamento. Com certeza, pois um aumento de 50% nas contas gerais de cada mês são um grande impacto. Mas sempre se dá um jeito. É apenas dinheiro.
A mulher com quem eu gostaria de passar o resto da vida, constituir família, ter filhos, fazer feliz, perpetuar juntos parte de nossos genomas nesse grande pool gênico que é a Humanidade, até que uma raça alienígena ou um grande cataclisma acabe de vez com esse vírus tamanho família. Acho que sentirá, mas tem tanta gente melhor por aí que tem condições de fazê-la mais feliz. A procura é complicada, mas uma mulher capaz e inteligente como ela vai achar fácil.
As grandes indústrias de consumo, de energia elétrica e os bancos. Esses vão sentir falta. Mas vai durar alguns bilionésimos de segundos, afinal tem milhões de outros trouxas por aí pra sugar o dinheiro.
O planeta? Esse vai dar graças à Grande Deusa! Um cretino a menos pra gastar as limitadas (e cada vez menores) reservas naturais! Ainda mais se for embora sem deixar descendentes!
Mas é nessas horas que eu fico deprimido e quero chorar (sim, eu sou canceriano e chorão) que eu lembro que eu não tenho um ombro amigo. Claro que entre os poucos que lerem esse texto sempre surgirão os preocupados e solícitos, não duvido. Mas aquilo que eu chamo de ombro amigo é aquela pessoa que está sempre lá, no colo de quem se pode chorar copiosamente sempre que necessário. Claro que chorar no colo de outro homem é complicado, por causa da nossa maldita criação homofóbica cristã. Mas nesse caso pode ser o supra-citado ombro mesmo.
Não precisam se preocupar, ligar, mandar e-mail ou mensagem reconfortante. Isso é mais um desabafo pro vazio mesmo. Eu sei que entre os poucos (por minha culpa também) que lêem meu blog alguns vão se compadecer, mas deixa pra lá.
Enfim, pensando friamente, eu entraria para o programa de Extermínio Voluntário da Raça Humana, mas como o Programa não existe e eu não vou me suicidar, I’ll keep moving. A vida continua e o que há de se fazer?
Um grande abraço aos parcos leitores,
Leo
June 17, 2005
o fortuna
o fortuna
velut luna
statu variabilis
semper crescis
aut decrescis
vita detestabilis
nunc obdurat
et tunc curat
ludo mentis aciem
egestatem
potestatem
dissolvit ut glaciem
sors immanis
et inanis
rota tu volubilis
status malus
vana salus
semper dissolubilis
obumbrata
et velata
michi quoque niteris
nunc per ludum
dorsum nudum
fero tui sceleris
sors salutis
et virtutis
michi nunc contraria
est affectus
et defectus
semper in angaria
hac in hora
sine mora
corde pulsum tangite
quod per sortem
sternit fortem
mecum omnes plangite
March 29, 2005
Kids
Hoje de manhã, enquanto tomava banho (sim, de vez em quando é bom), fiquei com uma música na cabeça… “O Pato”, de Vinícius de Moraes. Aí me bateu um certo medo que sempre aparece quando eu penso em como o mundo vai ser quando eu tiver meus filhos. (Sim, um dia eu ainda pretendo ter filhos).
Às vezes eu tenho muito receio de ter filhos. Se o mundo já está uma bosta hoje em dia, no futuro com certeza vai estar pior… Eu não tenho ilusões de que de uma hora pra outra vai ficar tudo lindo e cor-de-rosa. Então eu penso na minha infância (que eu não lembro quase nada), em que música de criança era de criança mesmo, que nós tínhamos especiais como “Chico e Vinicius para Crianças”, “Plunct Plact Zum”, “Pirlimpimpim” e tantos outros… E penso que as gerações daqui pra frente não vão ter canções feitas por Vinicius, Toquinho, e até mesmo Raulzito. Se hoje elas têm de ouvir o “LiXo da Xuxa”, que devia ter parado de tentar fazer programa pra crianças há pelo menos dez anos, ou coisas piores, como axé, pagode ou o “Bonde do Tigrão” e Tati Quebra-Barraco, como aconteceu durante muito tempo… Tentaram fazer um remake do Plunct Plact Zum, mas obviamente ficou um lixo, pois em certas canções não se deve mexer.
Fico imaginando que grandes “poetas” vão sobrar pros nossos filhos… Arnaldo Antunes? Carlinhos Brown? Medo!
Mas pra quem não conhece ou quem ainda lembra, aí vai a letra da música que me veio à cabeça.
O pato
Vinicius de Moraes / Toquinho / Paulo Soledade
Lá vem o pato
Pata aqui, pata acolá
Lá vem o pato
Para ver o que é que há
O pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De genipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela
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