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| January 17, 2009 | Posted by Miguel under ch39, Uncategorized |
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Florianópolis é “invadida” anualmente por um sem-número de turistas vindos dos países do Cone Sul: Paraguai, Uruguai, mas especialmente argentina. Chama a atenção para pessoas do resto do Brasil o fato dos nativos chamarem os argentinos de “gringos”. Para mim, isto nunca fez sentido, pois este termo sempre foi usado para designar majoritariamente para designar os anglófonos estadunidenses. A Wikipédia diz o seguinte:
Como se vê, o termo é um espanholismo que foi incorporado na língua portuguesa. A imagem clássica é a dos mexicanos chamando seus vizinhos de fronteira de gringos. O Houaiss fornece a referência de uma hipótese etimológica:
Acepções
■ substantivo masculino
1 Regionalismo: Brasil. Uso: informal, pejorativo.
indivíduo estrangeiro, esp. quando louro ou ruivo, diferente do padrão mais encontradiço no país
2 Regionalismo: Brasil. Uso: informal, pejorativo.
qualquer indivíduo estrangeiro, residente em ou de passagem pelo país, esp. quando falante de língua não vernácula
3 Regionalismo: Nordeste do Brasil. Uso: informal.
mercador ambulante de outra nacionalidade
Etimologia
esp. gringo (sXVIII), segundo Corominas, deformação de griego ‘grego’ (> grigo > gringo), com o sentido de língua incompreensível em comparação ao latim; na Espanha, aplicado apenas à linguagem, foi us. na América em relação aos estrangeiros, que falavam uma linguagem ininteligível
Segundo este Corominas, portanto, o termo seria uma corruptela do espanhol griego (grego). O uso linguístico parece se sobrepor ao étnico. Mas tanto num como noutro o termo não se aplica a América Latina. Tudo que não era latino era incompreensível, e portanto “grego” (ainda temos a expressão “você está falando grego para mim”). O verbete da wikipédia também aponta esta hipótese. Na variação lingüística, portanto, os “hermanos” não podem ser gringos, já que o espanhol é uma língua próxima demais.
A variação étnica, contrapondo um padrão nórdico ao padrão moreno brasileiro também não se aplica. As loirinhas catarinenses chamam de gringos os morenos argentinos.
Restaria, enfim, o uso 2 do dicionário, que está registrado: ” qualquer indivíduo estrangeiro, residente em ou de passagem pelo país, esp. quando falante de língua não vernácula”. Mas que continua soando estranho, ainda mais porque o termo é usado não num sentido pejorativo, mas numa ilusão de poderio econômico de “turista gastador”, mais “europeizado” e “superior” ao brasileiro.
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