09 Feb
textos sobre o Gargantua de Rabelais
TEXTO 1
“Esta importância do oral significa que Gargantua diz respeito à literatura popular? Evidentemente, Rabelais se lembra aqui e ali de certos episódios das Grandes et inestimables chronicques du…. geant Gargantua. livro anônimo de 1532.ao qual faz. alusão , no prólogo, e que conta os feitos de tal gigante a serviço do rei Aríus. Deve a ele , sobretudo , o roubo dos sinos de Notre-Dame por Gargantua No entanto, ele brinca, de contador narrador popular mais do que se inspira em tradições precisas. Seu .herói nada deve ao folclore, salvo seu nome. e nãotem nada a ver com o tipo do gigante . personagem desumana e terrível.” (JOUKOVSKY, Françoise – “Préface” in RABELAIS, François – La vie treshorrificque du grand Gargantua. Paris, Garnier-Flammarion, 1993,p.9, trad. de Gilberto Pinheiro Passos)
“Esta importância do oral significa que Gargantua diz respeito à literatura popular? Evidentemente, Rabelais se lembra aqui e ali de certos episódios das Grandes et inestimables chronicques du…. geant Gargantua. livro anônimo de 1532.ao qual faz. alusão , no prólogo, e que conta os feitos de tal gigante a serviço do rei Aríus. Deve a ele , sobretudo , o roubo dos sinos de Notre-Dame por Gargantua No entanto, ele brinca, de contador narrador popular mais do que se inspira em tradições precisas. Seu .herói nada deve ao folclore, salvo seu nome. e nãotem nada a ver com o tipo do gigante . personagem desumana e terrível.” (JOUKOVSKY, Françoise – “Préface” in RABELAIS, François – La vie treshorrificque du grand Gargantua. Paris, Garnier-Flammarion, 1993,p.9, trad. de Gilberto Pinheiro Passos)
TEXTO 2
“O denominador comum de todos os traços carnavalescos que as diferentes festas compreendem é sua relação essencial com o tempo feliz. Em todos os lugares onde o aspecto livre e popular se conservou, tal relação com o tempo e, em conseqüência, certos elementos de caráter carnavalesco sobreviveram /…/ As outras festas empalidecem ao lado do carnaval ; sua significação popular diminui, sobretudo porque elas mantém relação direta com o culto e com o rito religioso ou de Estado. O carnaval se torna, então, o símbolo e.a encarnação da verdadeira festa popular e pública, totalmente independente da igreja e do Estado (mas tolerada por eles).”(BAKHTINE, Míkhail – l’euvre de Francois Rabelais et la’ culture populaire au Moyen Age et sons la Renaissance. Paris, Gallimard, 1970 ,Coí. Tel 70. p.220-221, tradução de G. P. Passos).
“O denominador comum de todos os traços carnavalescos que as diferentes festas compreendem é sua relação essencial com o tempo feliz. Em todos os lugares onde o aspecto livre e popular se conservou, tal relação com o tempo e, em conseqüência, certos elementos de caráter carnavalesco sobreviveram /…/ As outras festas empalidecem ao lado do carnaval ; sua significação popular diminui, sobretudo porque elas mantém relação direta com o culto e com o rito religioso ou de Estado. O carnaval se torna, então, o símbolo e.a encarnação da verdadeira festa popular e pública, totalmente independente da igreja e do Estado (mas tolerada por eles).”(BAKHTINE, Míkhail – l’euvre de Francois Rabelais et la’ culture populaire au Moyen Age et sons la Renaissance. Paris, Gallimard, 1970 ,Coí. Tel 70. p.220-221, tradução de G. P. Passos).
TEXTO 3
“O livro de Rabelais é, em toda a literatura mundial, o que concede lugar mais amplo à festa . Ele encarnou a própria essência da festa popular, E é nessa condição que contrasta violentamente com o conteúdo da literatura séria, quotidiana, oficial e solene dos séculos seguintes, sobretudo do XIX . Essa é a razão pela qual é impossível compreender Rabelais , adotando-se a concepção de mundo totalmente estranha à festa que nele reinava. “(idem, ibidem,p.275, trad. de G. P. Passos)
“O livro de Rabelais é, em toda a literatura mundial, o que concede lugar mais amplo à festa . Ele encarnou a própria essência da festa popular, E é nessa condição que contrasta violentamente com o conteúdo da literatura séria, quotidiana, oficial e solene dos séculos seguintes, sobretudo do XIX . Essa é a razão pela qual é impossível compreender Rabelais , adotando-se a concepção de mundo totalmente estranha à festa que nele reinava. “(idem, ibidem,p.275, trad. de G. P. Passos)
TEXTO 4
“É no fim da Idade Média que se esboça o processo de enfraquecimento mútuo das fronteiras entre a cultura cômica e a grande literatura /…/ Tal processo se perfez no Renascimento . É na obra de Rabelais que o riso da Idade Média encontrou sua expressão suprema. Tornou-se a forma tomada pela nova consciência histórica, livre e crítica.”( BAKHTINE, Mikhail ,op. cit., p.275 , trad.de G. P. Passos)
“É no fim da Idade Média que se esboça o processo de enfraquecimento mútuo das fronteiras entre a cultura cômica e a grande literatura /…/ Tal processo se perfez no Renascimento . É na obra de Rabelais que o riso da Idade Média encontrou sua expressão suprema. Tornou-se a forma tomada pela nova consciência histórica, livre e crítica.”( BAKHTINE, Mikhail ,op. cit., p.275 , trad.de G. P. Passos)


