Educação X espontaneidade na psicologia infantil
Apr 18th, 2009 by Miguel
Abaixo, texto de autor independente sobre o tema.
Este é o paradoxo perfeito. Tudo parece normal; não houve intenção de cometer nenhum crime; não há cadáver, não há culpa. Tudo o que podemos ver é o sol nascendo e desaparecendo no poente, como de costume. Mas o que aconteceu? Ela foi rejeitada, não apenas por eles, mas, por si mesma. (Realmente, está sem uma personalidade.) O que perdeu? Simplesmente, a única parte verdadeira e vital de si mesma; seu próprio sentimento de auto-afirmação, que é sua própria capacidade de desenvolvimento, seu sistema básico. Infelizmente, porém, não está morta. A “vida” continua; portanto, ela deve continuar. A partir do momento em que se rende, e na medida dessa rendição, começa, sem ter nenhum conhecimento disso, a criar e manter uma pseudopersonalidade. Mas isto por pura conveniência — é uma personalidade sem desejos. Esta será amada (ou temida), enquanto ela é desprezada; será forte onde ela é fraca; executará todos os movimentos (oh, mas eles são caricaturas!), não para divertir-se ou por alegria, mas por sua sobrevivência; não simplesmente porque quer movimentar-se, mas porque precisa obedecer. Esta necessidade não é vida — não é a vida dela — é um mecanismo de defesa contra a morte. É, também, a máquina da morte. A partir desse momento será despedaçada por conflitos compulsivos (inconscientes) até ficar paralisada, cada momento, cada instante, anulando sua individualidade, sua integridade; e durante todo esse tempo está usando o disfarce de pessoa normal e todos esperam que se comporte como tal!
Numa palavra, eu digo que ficamos neuróticos buscando ter ou defendendo um pseudo-eu, um pseudo-sis-tema; e somos neuróticos ao ponto de não termos um eu.
(Anonymous. “Finding the real self: a letter with a foreword by Karen Horney.” Am. J. Psychoanal, 1949, p. 93, conforme citação feita, ao pé da página, no livro de Maslow, A., intitulado Toward a Psychology of Being. Princeton, Van Nostrand, 1962. apud Speeth, Kathleen – I trabalho de Gurdjieff)

Sim Miguel, é esta naturalmente e talvez, a maior das crises de se Ser. E quando assim se nos assiste assim numa completa consciência, cabe-nos pois, agora e o mais possível, dar a volta, a tentar colocá-la no seu devido lugar. Será que conseguiremos?
Um abraço
Alice
Sem dúvida uma tarefa de peso, Alice, tanto mais que poucos são aptos a empreendê-la, e as coisas se dão de tal forma por um motivo, uma razão. Mudar a educação infantil requer mudanças também em toda a sociedade.
Obrigado pelo comentário,
Abs
gostaria de receber orientação sobre o comportamento do meu filho quando a avó materna esta por perto. Ele tem 3 anos e bate, chora estericamente principalmente na hora de dormir, grita: “Eu quero a minha vó”!, e quando estamos perto dela não me obedece mesmo que como consequencia tome um tapinha. Minha mãe como uma boa avó mima demais e super-protege de tudo, e o principal me repreende na frente do meu filho dizendo que como minha mãe pode fazer isso sim por que se ele não me ver respeitando ela nunca vai me respeitar! ele mexe em tudo, bate em mim e no pai, age com agressividade. acho que ele ama minha mãe de tal forma que está ficando um pouco doentil! É possível? por favor estou desesperada e aguardo com ansiedade a resposta.
Oi Kelly
então sinceramente não poderia dar um conselho. Na minha opinião a agressividade e atitude da criança são normais e não doentias, acho que você deveria conversar com sua mãe para ela impor limites também, e fazer-te respeitar, afinal, sua mãe é adulta e o filho não, então tem que focar a ação neste ponto fraco.
Que bom ver seu comentário. Eu não sou psicológo nem tenho filhos
Mas acho melhor você continuar pesquisando, sugiro a leitura do seguinte link:
http://bebe.com.br/familia/sermae/conteudo_250469.php
Abraços