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	<title>Blog do Miguel &#187; Uncategorized</title>
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	<description>Resumos, ensaios e indicações do professor Miguel, dono do site Consciencia.org</description>
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		<title>Avatsiú:  A linguagem dos pássaros &#8211; Mito índigena do Kuarup, coletado pelos irmãos villas-boas</title>
		<link>http://blog.cybershark.net/miguel/2009/05/22/avatsiu-a-linguagem-dos-passaros/</link>
		<comments>http://blog.cybershark.net/miguel/2009/05/22/avatsiu-a-linguagem-dos-passaros/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 23 May 2009 02:51:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[índios da amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[índios do kuarup]]></category>
		<category><![CDATA[irmãos villas boas]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem dos pássaros]]></category>
		<category><![CDATA[mitologia índigena]]></category>

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		<description><![CDATA[Avatsiú: A linguagem dos pássaros (Kamaiurá) Certa vez uma mulher brigou com o marido. Este, desgostoso, resol­veu abandonar a casa. Preparou dois charu­tos e saiu mata aden­tro. Lá no meio do mato, encostou a um pé de camiuá e falou: — Tamãi [vovô], eu quero ficar igual a você. — Você não vai agüentar, meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code></p>
<div class="Section1">
<p class="MsoNormal" style="margin: 13.3pt 0cm 0.0001pt 3.6pt; background: white none repeat scroll 0% 0%;"><span style="font-variant: small-caps;">Avatsiú: </span><em>A linguagem dos pássaros</em><em><span style="font-family: Arial;"><span> </span></span></em>(Kamaiurá)</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 7.2pt 0.35pt 0.0001pt 184.3pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: -5.05pt; line-height: 10.45pt;">Certa vez uma mulher brigou com o marido. Este, desgostoso, resol­veu abandonar a casa. Preparou dois charu­tos e saiu mata aden­tro. Lá no meio do mato, encostou a um pé de <em>camiuá </em>e falou:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.15pt 0.35pt 0.0001pt 184.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 9.7pt; line-height: 10.45pt;">— <em>Tamãi </em>[vovô], eu quero ficar igual a você.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 1.8pt 0.7pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 20.15pt; line-height: 10.45pt;">—<span> </span>Você não vai agüentar, meu neto. Ser árvore é muito duro. Tem que ficar sempre acordada, se dormir morre e acaba de uma vez — respondeu o <em>camiuá.</em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.9pt 1.45pt 0.0001pt 0.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.45pt; line-height: 10.45pt;">O moço, então, continuou vagando e falou a mesma coisa quando encontrou o<span> </span><em>ivurapaputã:</em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 1.8pt 0cm 0.0001pt 20.15pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-indent: 0cm;"><!--[if !supportLists]--><span>—<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span><!--[endif]--><em>Tamãi, </em>eu quero ficar igual a você.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.15pt 1.45pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 20.15pt; line-height: 10.45pt;"><!--[if !supportLists]--><span>—<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span><!--[endif]-->Não. Não pode, meu neto. Você não vai durar muito. Todo mundo que quer fazer arco virá cortar você. Nós vive­mos pouco — respondeu o <em>ivurapaputã.</em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.5pt 1.8pt 0.0001pt 0.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.8pt; line-height: 10.8pt;">O moço ouviu e saiu andando de novo. Mais à frente pas­sou por uma fumacinha que estava subindo ao lado dele. Depois de andar mais um pouco resolveu voltar para ver de quem era a fumaça. Voltava dizendo consigo mesmo: "Quem será que mora aqui?" Mais de perto viu que eram os passarinhos que estavam queimando capim e continuou a andar até onde eles estavam.<span> </span>Ao chegar, os passarinhos perguntaram:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0.7pt 0cm 0.0001pt 19.45pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 13.3pt;">— O que você está fazendo, vovô?</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 19.45pt; text-indent: 0cm; line-height: 13.3pt;"><!--[if !supportLists]--><span>—<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span><!--[endif]-->Nada. Estava passeando e parei para ver vocês.</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 19.45pt; text-indent: 0cm; line-height: 13.3pt;"><!--[if !supportLists]--><span>—<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span><!--[endif]-->Então vamos sentar — convidaram os<span> </span>passarinhos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.5pt 1.1pt 0.0001pt 0.35pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.45pt; line-height: 10.1pt;">Sentaram todos. Enrolaram charutos e começaram a con­versar.<span> </span>No fim da palestra os passarinhos disseram:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 1.8pt 0.7pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.45pt; line-height: 10.45pt;">—<span> </span>Você tem que ir conosco lá na nossa aldeia. Aqui é a<br />
nossa roça.<span> </span>Nós estamos limpando um pouco.
</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 1.8pt 0.7pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 20.15pt; line-height: 10.45pt;">O moço aceitou o convite e saiu com os passarinhos. To­dos os pássaros ficaram alegres com a chegada de gente nova, gente da aldeia de Avatsiú, a quem eles queriam matar. Os pássaros não gostavam de Avatsiú, porque Avatsiú estava sem­pre matando gente deles: gavião, arara, papagaio, tucano e mui­tos outros. No dia seguinte o Chefe dos pássaros disse para a gente dele:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.15pt 1.45pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.45pt; line-height: 10.8pt;">—<span> </span>Amanhã nós precisamos fazer nossa visita ficar igual a<br />
nós.
</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 1.8pt 1.1pt 0.0001pt 0.35pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.1pt; line-height: 10.8pt;">O Chefe repetiu isso diversas vezes. Falou de manhã e de tarde também. Os passarinhos que tinham encontrado e tra­zido o moço disseram, então, a ele:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.5pt 1.45pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.45pt; line-height: 10.8pt;">—<span> </span>Você não durma não, nem de noite nem de dia, por­que é muito perigoso.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.15pt 1.1pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.8pt; line-height: 10.45pt;">No outro dia bem cedo os pássaros todos pegaram penas e foram colocar no rapaz. Passaram primeiro leite de pau no corpo dele, e depois começaram a grudar as penas. Primeiro grudaram as do peito e das pernas. Em seguida colocaram as grandes, do rabo e das asas. Todas as penas eram do gavião grande. Quando o moço ficou todo emplumado, mandaram que ele sacudisse a plumagem, para ver se caía alguma pena. Ele sacudiu e não caiu nem uma. Mandaram que sacudisse de novo. Desta vez, caiu uma.<span> </span>Vendo isso, disseram os pássaros:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3.25pt 1.45pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.45pt; line-height: 10.8pt;">—<span> </span>Esse rapaz não vai viver, não. Vai cair na mão de Avatsiú.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.15pt 1.1pt 0.0001pt 0.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.45pt; line-height: 10.45pt;">Depois dessa observação, levaram o moço para o lugar onde eles treinavam. Chegaram junto de uma árvore que tinha um cupim bem no alto. Chegando lá, mandaram que o moço voasse e arrancasse o cupim. O moço voou mas errou o alvo, não acer­tou o cupim, e voltou ao chão. Mandaram que voasse de novo. Ele voou, deu uma volta ao redor da árvore e ficou preso quan-</p>
</div>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;"><br style="page-break-before: always;" /> </span></p>
<div class="Section2">
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-right: 0.35pt; text-align: justify; line-height: 10.45pt;">do agarrou o cupim. Os pássaros, então, mandaram que, lá do alto da árvore, voasse para baixo, pegasse e suspendesse uma pedra colocada no chão. O moço voou para o chão, mas não acertou a p^dra. Pediram que repetisse o vôo, e ele errou de novo. Aí os pássaros falaram:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 1.45pt 0cm 0.0001pt 19.8pt; background: white none repeat scroll 0% 0%;">—<span> </span>Não adianta treinar mais.<span> </span>Ele é muito ruim.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 1.8pt 0.35pt 0.0001pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.8pt; line-height: 10.8pt;">Dito isso voltaram para a aldeia. Os passarinhos que ti­nham trazido o moço tornaram a recomendar a ele:</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-right: 0.35pt; text-align: justify; text-indent: 19.8pt; line-height: 10.8pt;">—<span> </span>Olha, não vá dormir não. É preciso passar a noite acor­dado.</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-top: 1.8pt; text-align: justify; text-indent: 19.45pt; line-height: 10.8pt;">Na manhã seguinte, os pássaros saíram com o moço para tentar pegar Avatsiú. Avatsiú estava cantando quando os pás­saros chegaram à aldeia dele. Os pássaros pousaram no lugar onde estavam acostumados a ficar. De lá eles ouviram Avatsiú cantando dentro de casa. O moço estava junto com os pássaros, sentado nas árvores. Ficaram lá esperando Avatsiú sair para fora. Diziam os pássaros:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.15pt 0cm 0.0001pt 19.8pt; background: white none repeat scroll 0% 0%;">—<span> </span>É preciso esperar que ele saia de casa.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.5pt 0cm 0.0001pt 0.35pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 20.5pt; line-height: 10.45pt;">"Espera. Espera", eles estavam sempre recomendando ao moço, que a todo momento ameaçava voar. Avatsiú parou de tocar e apareceu na porta de casa para sair. O moço voou para pegar, mas errou a direção e foi agarrado por Avatsiú. Avatsiú agarrou-o, puxou para dentro da casa e o matou. Os pás­saros voltaram para a aldeia tristes e com vergonha por ter morrido o moço. De tarde os pássaros reuniram-se para con­versar. Perguntaram aos passarinhos que tinham trazido o mo­ço para a aldeia se ele tinha filho. Os passarinhos informaram que tinha um menino. Todos ficaram contentes com isso, dis­seram que era preciso ir buscar o menino. <em>Arar aura </em>[sangue de boi] foi incumbido disso. No dia seguinte <em>araraurá </em>saiu para a aldeia de Avatsiú onde morava o menino. Chegando lá, sen­tou no jirau do terreiro, bem em frente da casa. Quando a mãe dele saiu para jogar lixo e viu o passarinho sentado no jirau, gritou para o filho:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.5pt 0cm 0.0001pt 19.8pt; background: white none repeat scroll 0% 0%;">—<span> </span>Aqui tem um passarinho vermelho. Vem ver.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.15pt 0cm 0.0001pt 0.35pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.8pt; line-height: 10.45pt;">O menino saiu da casa depressa com o arquinho e as fle-chinhas dele. Ao se aproximar do jirau, o <em>araraurá </em>voou para uma árvore ao lado. Quando o menino chegou perto da árvore, o passarinho voou para uma outra mais afastada. E assim o passarinho, de um ponto' para outro, foi se afastando da aldeia, à medida que o menino ia atrás dele. Quando o <em>araraurá </em>viu que já estava longe das casas, tirou a roupa, virou gente e se aproximou do menino, dizendo:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.5pt 0cm 0.0001pt 19.8pt; background: white none repeat scroll 0% 0%;">—<span> </span>Eu vim buscar você, para matar Avatsiú.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.5pt 0cm 0.0001pt 19.8pt; background: white none repeat scroll 0% 0%;">— Vou sim — disse o menino. — Mas primeiro quero falar com minha mãe.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 1.1pt 0cm 0.0001pt 20.9pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-indent: 0cm;"><!--[if !supportLists]--><span>—<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span><!--[endif]-->Pode ir. Eu fico esperando aqui.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 1.8pt 0.35pt 0.0001pt 1.1pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 20.5pt; line-height: 10.8pt;">O menino foi e contou à mãe que tinham vindo buscá-lo para matar Avatsiú. Ao ouvir o que o menino falava, a mãe começou a chorar e disse, depois que parou:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.15pt 0.35pt 0.0001pt 1.1pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.8pt; line-height: 10.8pt;">—<span> </span>Você pode ir, meu filho. Mas olha aqui, quando você vier para matar Avatsiú, não venha pela frente dele não, seu pai morreu por isso.<span> </span>Venha por trás, que você mata.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.15pt 0cm 0.0001pt 0.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.8pt; line-height: 10.45pt;">Antes de sair o menino pediu três esteiras para guardar penas. A mãe deu e ele saiu para encontrar <em>araraurá. Araraurá </em>vestiu o menino com a roupa que tinha levado para isso, e dali saíram os dois voando para a aldeia do primeiro. Chegando ao destino, <em>araraurá </em>levou o menino para a casa dele. Todos os pássaros foram vê-lo. Iam chegando, um a um, e cumprimen­tando:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0.35pt 18.7pt 0.0001pt 20.15pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 12.95pt;">—<span> </span><em>Pareça piá. Pareça piá.<span> </span></em>[Como vai, meu filho?]<br />
Depois dos cumprimentos disse o Chefe dos pássaros:
</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 1.8pt 0.7pt 0.0001pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.45pt; line-height: 10.45pt;"><!--[if !supportLists]--><span>—<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span><!--[endif]-->Agora, filho, você tem que vingar a morte do seu pai, matando Avatsiú.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.5pt 0.35pt 0.0001pt 0.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.45pt; line-height: 10.45pt;"><!--[if !supportLists]--><span>—<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span><!--[endif]-->Como vocês estão querendo matar Avatsiú? Se chegarem pela frente, e ele quem vai pegar vocês — disse o menino. E concluiu: — Temos que chegar por trás. Assim é mais fácil e é mais certo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 1.45pt 0.35pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.8pt; line-height: 10.45pt;">No outro dia pela manhã os pássaros foram vestir o me­nino. Passaram leite de pau no corpo dele e em seguida come­çaram a grudar as penas do <em>uirapê </em>[harpia], o gavião grande. Depois do corpo do menino todo coberto com as penas meno­res, os pássaros colocaram as grandes, as asas e do rabo. Tudo pronto mandaram o menino sacudir a plumagem para ver se caía alguma pena. Não caiu. Mandaram sacudir de novo e nenhuma se desgrudou. Estavam firmes nos seus lugares. À tarde, os pássaros levaram o menino para o lugar do treino. Lá, como fizeram com o pai, mandaram que ele voasse até ao alto da árvore e arrancasse o cupim. O menino voou e arran­cou o cupim. Mandaram depois que, lá do alto da árvore, voasse, pegasse e suspendesse a pedra. O menino flechou num vôo para o chão, agarrou a pedra e, quando estava levantando com ela, três gaviões grandes foram ajudá-lo. Levaram a pedra até muito alto e lá de cima soltaram. A pedra espatifou-se no chão. To­dos os pássaros, nessa hora, ficaram alegres e disseram: "Esse menino vai matar Avatsiú mesmo".</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.15pt 1.45pt 0.0001pt 0.35pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.45pt; line-height: 10.8pt;">Antes de sair para a aldeia de Avatsiú, os pássaros alerta­ram o menino, dizendo repetidas vezes que ele tivesse cuidado</p>
</div>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;"><br style="page-break-before: always;" /> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-right: 0.35pt; text-align: justify; line-height: 10.45pt;"><!--[if gte vml 1]><v :line  id="_x0000_s1027" style='position:absolute;left:0;text-align:left;z-index:2;  mso-position-horizontal-relative:margin' from="-58.3pt,148.3pt" to="-58.3pt,306pt"  o:allowincell="f" strokeweight=".7pt"> <w :wrap anchorx="margin" /> </v>< ![endif]--><!--[if !vml]--><span style="position: absolute; z-index: 2; left: 0px; margin-left: -79px; margin-top: 197px; width: 2px; height: 212px;"><img src="file:///C:/DOCUME~1/admin/CONFIG~1/Temp/msohtml1/02/clip_image002.gif" alt="" width="2" height="212" /></span><!--[endif]-->porque Avatsiú era muito perigoso. Quando chegaram à aldeia, Avatsiú estava cantando e dançando, ele è os filhos, e enquanto dançavam iam quebrando as panelas da casa, porque estavam adivinhando que iam morrer. No canto Avatsiú dizia: "Eu te­nho inimigo de unha grande que me vai matar". Logo que che­gou o menino perguntou aos companheiros onde ele ia ficar. Os gaviões mostraram o lugar e ele não achou bom. "Não vou ficar lá não. Vou ficar atrás da casa". Voou para o lugar que escolheu e os pássaros o acompanharam. Avatsiú dentro da casa dele continuava cantando, cantando sem parar. Enquanto isso os pás­saros empoleirados nas árvores aguardavam o momento dele sair para fora. Quando Avatsiú, cantando com o chocalho na mão, surgiu na porta da casa, o menino no mesmo instante flechou sobre ele, segurando-o duro com as unhas e levantando-o um pouco do chão. Os gaviões, que estavam assistindo, ao perce­berem que sozinho o menino não ia poder alçar de uma vez Avatsiú, correram para ajudar. Avatsiú, assim seguro por mui­tos, foi sendo levado para cima, cada vez mais alto. Na mes­ma hora os outros pássaros pegaram a mulher e os filhos de Avatsiú, e fizeram o mesmo. Quando o menino e os gaviões atingiram grande altura, soltaram Avatsiú, e ele foi caindo ate se espatifar lá embaixo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0.7pt 0cm 0.0001pt 0.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 19.8pt; line-height: 10.45pt;">Feito isso, os pássaros começaram a descer até pousar no chão, onde tinha caído Avatsiú. Aí o Chefe dos pássaros es­colheu dois entre o pessoal dele, e mandou convidar uma outra aldeia de parentes, para vir ajudar a trabalhar o sangue de Avatsiú. Os <em>pariát </em>[mensageiros] foram a pomba e o beija-flor. Os dois saíram para fazer o convite e voltaram logo dizendo que o pessoal da outra aldeia já vinha vindo perto. Logo de­pois chegaram os convidados, conversando na língua de gente. Nenhum tinha língua própria, língua de ave mesmo. Com o sangue de Avatsiú iam fazer novas linguagens para cada um deles. Os primeiros que adquiriram fala própria, tirada do san­gue de Avatsiú, foram os gaviões <em>iapacaní </em>e <em>uapaní. </em>Antes, co­mo todos os outros, eles falavam a língua de gente. Os convi­dados iam chegando, pegavam logo do sangue e passavam a manipular novas falas. O beija-flor começou a falar na lingua que preparou, e as anhumas também, mas viram que as lín­guas não estavam calhando muito bem para eles. O beija-flor estava falando muito grosso e a anhuma muito fino. Resolve­ram trocar. A anhuma ficou com a do beija-flor e este ficou com a língua dela. A pomba também trocou a sua com o mutum. A da pomba era muito grossa e a do mutum, muito fraca. Tanto um quanto o outro ficaram satisfeitos com a troca. Por fim disse o mutum: "Agora, sim-, sempre que o dia clarear nós vamos cantar e vai ficar muito bonito".<span> </span>Terminada<span> </span>a preparação das línguas, os pássaros voaram para a aldeia deles. Che­gando lá disseram: "Agora vamos levar o nosso amigo para a casa dele". Antes tiraram deles mesmos muitas penas e deram de presente ao menino. Quando chegaram à aldeia disseram à mãe do menino: "Viemos trazer seu filho. Já está aqui de volta. Ele matou Avatsiú para vingar o pai dele". Entregaram o fi­lho à mãe e voltaram para a aldeia deles. O menino contou na aldeia toda a história para o pessoal. Tudo que aconteceu com ele até a fabricação das línguas com o sangue de Avatsiú.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 382.3pt 0cm 0.0001pt 1.45pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; line-height: 10.8pt;">
<p></code></p>
<p>FONTE DO MITO ÍNDIGENA: (VILLAS-BOAS, irmãos. XINGU, os índios, seus mitos Editora Kuarup, 1985) </p>
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		<title>Como otimizar e tornar seu WordPress mais rápido &#8211; dicas simples</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 15:36:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[inf]]></category>
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		<category><![CDATA[cache para wordpress]]></category>
		<category><![CDATA[como otimizar tabelas no phpmyadmin]]></category>
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		<category><![CDATA[desabilitar revisão de posts]]></category>
		<category><![CDATA[dicas para wordpress]]></category>
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		<description><![CDATA[Primeiro post na nova categoria de Informática com algumas dicas que aprendi na prática: Desabilitando autosave e revisões A versão 2.6 do WordPress trouxe alguns recursos que, embora possam ser úteis, não o são para muitas pessoas e tornam-se até irritantes no gerenciamento do site: o recurso de &#8220;post revision&#8221; (revisão de posts) e &#8220;autosave&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro post na nova categoria de Informática com algumas dicas que aprendi na prática:</p>
<h2> Desabilitando autosave e revisões</h2>
<p>A versão 2.6 do WordPress trouxe alguns recursos que, embora possam ser úteis, não o são para muitas pessoas e tornam-se até irritantes no gerenciamento do site: o recurso de &#8220;post revision&#8221; (revisão de posts) e &#8220;autosave&#8221; (salva automático se você deixa a janela aberta). Se a sua estrutura e uso do blog não usar esses recursos, uma boa idéia é desativá-los, para incrementar a performance do seu WordPress. Primeiramente edite o seu arquivo de configuração wp-config.php adicionando a seguinte linha:</p>
<p><code>define('WP_POST_REVISIONS', false);</code></p>
<p>Para o caso do AutoSave, eu instalei um plugin  que funciona bem: o <a href="http://exper.3drecursions.com/2008/07/25/disable-revisions-and-autosave-plugin/">Disable Autosave</a>.</p>
<h2> Deletando as revisões e autosaves antigos</h2>
<p>O problema é que se você fez isso depois de um tempo, será preciso limpar a database do excesso de dados já acumulados: a duplicação é feita às vezes por dezenas de vezes em cada post e pode tornar a sua tabela wp_posts gigantesca, tornando o carregamento do blog mais lento. Existem várias sintaxes de comandos SQL que limpam a database desse tipo de &#8220;backup&#8221;. Eu tentei primeiramente uma mais complexa, usando o PhpMyAdmin, só que o servidor demorou a responder. Apertei o botão stop, mas fui ver já era tarde: aquele comando tinha travado o MySql do servidor, derrubando não só meu site, como todos os outros convivem na mesma máquina. Isso em pleno horário de pico às 16h! Por sorte, um dos<a href="http://isnomore.net/blog"> administradores</a> estava online e reiniciou o apache+Mysql.</p>
<p>Mais tarde, arrisquei uma sintaxe SQL menos complexa e não esperei tanto uma resposta do servidor. Apertei stop alguns segundos depois. A sintaxe é:</p>
<p><code>DELETE FROM wp_posts WHERE post_type = "revision";</code></p>
<p>O load do servidor ficou alto por um momento, mas nada de errado aconteceu (também era de madrugada, e o uso de cpu bem menos intenso). Quando vi de novo, a tabela de posts do WordPress tinha ido de 120MB (!) para apenas 39MB , ou seja, diminuiu para 1/3. O restante tinha ido como &#8220;sobrecarga&#8221; da tabela, daí foi só otimizar (*). No meu caso, valeu a pena, porque lidar com esse volume de texto para gerar as páginas consome muito processamento da máquina.</p>
<p> O primeiro problema com o MySql ao meu ver é culpa do PhpMyAdmin. O phpmyadmin é uma boa ferramenta, talvez a melhor do gênero, mas não confio mais nele para tarefas cruciais, só para corriqueiras. Ele não substitui o uso da  shell. Já me deixou na mão em um backup furado que fiz, quando perdi dados porque apenas salvei o backup que ele gerou, sem checar, e quando fui restaurá-lo, vi que estava corrompido. Nesse caso e para sintaxes mais complexas o melhor mesmo é o uso do mysqldump e da shell de comando.</p>
<p>(*) Essa otimização é fácil  pelo PhpMyAdmin, basta checar o link de &#8220;verificar sobrecarga&#8221; e depois usar a opção &#8220;com marcados &#8211; otimizar&#8221;.</p>
<p>O WordPress tem tendência a ficar muito lento em sites e blogs mais pesados. O uso de WordPress como gerenciador de conteúdo geral hoje é possível graças aos plugins, que adicionam funcionalidades extra. Porém, outra dica simples para tornar o WordPress mais rápido é manter a lista de plugins enxuta, colocando só o que vai ser realmente ser útil para você e os visitantes e te dar retorno, abrindo mão de coisas &#8220;fancy&#8221;. Além disso, é bom deletar os plugins inativos, que mesmo não sendo usados, são consultados pelo sistema.</p>
<h2> Habilitando páginas de cache para WordPress</h2>
<p>Se você tem alguns milhares de acessos por dia, outra coisa importante é considerar a instalação de um plugin de cache para wordpress. O que eles fazem? Simples, geram uma cópia estática das páginas e posts num diretório separado, pré-configurado, como se fosse de html simples, não-dinâmico, e &#8220;servem&#8221; ela para os visitantes, usando o mínimo possível de database e de linguagem PHP. A diferença na performance é notável! O único problema é que se você usa funções externas e outras funções dinâmicas no menu, por exemplo, como &#8220;usuários on-line&#8221; e &#8220;posts mais comentados&#8221;, elas se perderão, quer dizer, só serão atualizadas de quando em quando, dependendo do tempo de validade do cache (por padrão, 60 minutos). Porém, se tais plugins usarem o AJAX, continuarão sendo atualizados em tempo real, independente de estarem sendo chamados na página de cache.</p>
<p>O plugin mais famoso de cache para WordPress é o <a href="http://wordpress.org/extend/plugins/wp-super-cache/ ">SuperCache </a>, uma evolução do pioneiro WpCache. Porém, não consegui instalá-lo, porque ele pedia uma configuração no php.ini que não estava disponível. O que consegui instalar sem problemas é outro que, apesar de simples, cumpre sua função muito bem. Estou usando há vários meses e estou satisfeito com ele: O <a href="http://1blogcacher.com/">1blogcacher.com/</a>. </p>
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		<title>textos sobre Guerra Santa e fanatismo religioso</title>
		<link>http://blog.cybershark.net/miguel/2009/03/18/textos-sobre-guerra-santa-e-fanatismo-religioso/</link>
		<comments>http://blog.cybershark.net/miguel/2009/03/18/textos-sobre-guerra-santa-e-fanatismo-religioso/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 00:03:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[albert einstein]]></category>
		<category><![CDATA[fanatismo religioso]]></category>
		<category><![CDATA[guerra santa]]></category>
		<category><![CDATA[igualdade entre os homens]]></category>
		<category><![CDATA[leituras sugeridas]]></category>
		<category><![CDATA[paulo francis]]></category>
		<category><![CDATA[temas de redAcaoo]]></category>
		<category><![CDATA[Uns iguais aos outros - titãs]]></category>

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		<description><![CDATA[citações e leituras sugeridas sobre o tema Guerra Santa, fanatismo religioso e igualdade entre os homens. Guerra santa Eu até compreendo os salvadores profissionais Sua feira de ilusões Só que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz Deixa o outro vender limões Um vende limões, o outro vende o peixe que quer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>citações e leituras sugeridas sobre o tema Guerra Santa, fanatismo religioso e igualdade entre os homens.</p>
<div class="Section1">
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 74.15pt;"><strong>Guerra santa</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12.25pt 0cm 0.0001pt 0.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 11.9pt;">Eu at<span>é</span> compreendo os salvadores profissionais Sua feira de ilus<span>õ</span>es</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 0.35pt; line-height: 11.9pt;"><span style="letter-spacing: -0.1pt;">S</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;">ó</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;"> que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 0.35pt; text-indent: 201.6pt; line-height: 11.9pt;"><span style="letter-spacing: -0.05pt;">em paz </span>Deixa o outro vender lim<span>õ</span>es</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-top: 7.9pt; line-height: 12.25pt;">Um vende lim<span>õ</span>es, o outro vende o peixe que quer <span style="letter-spacing: -0.15pt;">O nome de Deus pode ser Oxal</span><span style="letter-spacing: -0.15pt;">á</span><span style="letter-spacing: -0.15pt;">, Jeov</span><span style="letter-spacing: -0.15pt;">á</span><span style="letter-spacing: -0.15pt;">, Tup</span><span style="letter-spacing: -0.15pt;">ã</span><span style="letter-spacing: -0.15pt;">, Jesus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 0.35pt; text-indent: 201.95pt; line-height: 12.25pt;"><span style="letter-spacing: -0.3pt;">Maom</span><span style="letter-spacing: -0.3pt;">é </span>Maom<span>é</span>, Jesus, Tup<span>ã</span>, Jeov<span>á</span>, Oxal<span>á</span> e tantos mais Sons diferentes, sim, para sonhos iguais.</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: right; line-height: 12.25pt;" align="right"><em>(Gilberto Gil)</em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12.25pt 0cm 0.0001pt 78.85pt; background: white none repeat scroll 0% 0%;"><strong>Daltonismo</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 11.15pt 129.6pt 0.0001pt 0.35pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 12.25pt;">olhe de novo: n<span>ã</span>o existem brancos, <span style="letter-spacing: -0.05pt;">n</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">ã</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">o existem amarelos, </span>n<span>ã</span>o existem negros, somos todos arco-<span>í</span>ris.</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 98.65pt; line-height: 12.25pt;"><em>(Ulisses Tavares)</em></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0.35pt 0cm 0.0001pt 49.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%;"><strong>Uns iguais aos outros</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 9.35pt 86.4pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 11.9pt;">Os homens s<span>ã</span>o todos iguais<br />
Os homens s<span>ã</span>o todos iguais<br />
<span> </span>Ingleses, indianos<br />
Africanos contra africanos<br />
Aos humildes o reino dos c<span>é</span>us<br />
Ao povo alem<span>ã</span>o e ao de Israel<br />
Putas, ladr<span>õ</span>es e aid<span>é</span>ticos<br />
Cat<span>ó</span>licos e evang<span>é</span>licos<br />
Todos os homens s<span>ã</span>o iguais<br />
<span> </span>Brancos, pretos e orientais<br />
Todos s<span>ã</span>o filhos de Deus<br />
<span> </span>Os pretos s<span>ã</span>o os judeus<br />
<span> </span>Crist<span>ã</span>os e protestantes<br />
Kaiowas contra xavantes<br />
<span>Á</span>rabes, turcos e iraquianos<br />
S<span>ã</span>o iguais os seres humanos</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 8.65pt 0cm 0.0001pt 1.1pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 12.25pt;">S<span>ã</span>o uns iguais aos outros,<br />
s<span>ã</span>o uns iguais aos outros<br />
<span> </span>S<span>ã</span>o uns iguais aos outros,<br />
<span> </span>s<span>ã</span>o uns iguais aos outros
</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-top: 12.6pt; text-align: right;" align="right"><em>(C. Gavin/S. Britto)</em></p>
</div>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"><br style="page-break-before: auto;" /> </span></p>
<div class="Section2">
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 10.8pt; line-height: 0.05pt;"><span style="font-size: 1pt;"> </span></p>
</div>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"><br style="page-break-before: auto;" /> </span></p>
<div class="Section3">
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%;">&#8220;<span>É</span>poca triste <span>é</span> a nossa em que <span>é</span> mais dif<span>í</span>cil quebrar um preconceito do que um <span>á</span>tomo.&#8221;</p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-top: 11.9pt;"><em><span style="letter-spacing: -0.05pt;">(Albert Einstein)</span></em></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"><br style="page-break-before: auto;" /> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 11.5pt 0cm 0.0001pt 18.35pt; background: white none repeat scroll 0% 0%;"><span style="letter-spacing: -0.15pt;">&#8220;Por que havemos de ser sempre inimigos uns dos outros, uma vez que olhamos para as mesmas estrelas, habitamos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-top: 1.1pt;">transitoriamente o mesmo planeta e respiramos sob o mesmo c<span>é</span>u?&#8221;</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: right;" align="right"><em>(Quintus Aurelius Symmachus)</em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 10.1pt 0cm 0.0001pt 18.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%;">&#8220;Temos bastante religi<span>ã</span>o para odiar-nos uns aos outros, mas n<span>ã</span>o o bastante para amarmos uns aos outros.&#8221;</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: right;" align="right"><em><span style="letter-spacing: -0.1pt;">(Johnathan Swift </span></em><span style="letter-spacing: -0.1pt;">- 1700)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 9.7pt 0cm 0.0001pt 18.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 12.25pt;"><span style="letter-spacing: -0.2pt;">&#8220;O fanatismo e a intoler</span><span style="letter-spacing: -0.2pt;">â</span><span style="letter-spacing: -0.2pt;">ncia n</span><span style="letter-spacing: -0.2pt;">ã</span><span style="letter-spacing: -0.2pt;">o t</span><span style="letter-spacing: -0.2pt;">ê</span><span style="letter-spacing: -0.2pt;">m p</span><span style="letter-spacing: -0.2pt;">á</span><span style="letter-spacing: -0.2pt;">tria nem religi</span><span style="letter-spacing: -0.2pt;">ã</span><span style="letter-spacing: -0.2pt;">o, embora estes sejam os pretextos mais comuns para as a</span><span style="letter-spacing: -0.2pt;">çõ</span><span style="letter-spacing: -0.2pt;">es</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 1.1pt; line-height: 12.25pt;">descabidas. Mesmo quando o mundo inteiro se une para celebrar um m<span>á</span>rtir da paz, h<span>á</span> aqueles que, numa perversa</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 0.7pt; line-height: 12.25pt;">alian<span>ç</span>a t<span>á</span>cita, tudo far<span>ã</span>o para, em nome do <span>ó</span>dio, fomentar a guerra.&#8221;</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: right;" align="right">(Editorial &#8211; <em>Folha de S. Paulo, </em>7/11/95)</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 8.65pt 0.7pt 0.0001pt 1.1pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 17.65pt; line-height: 12.25pt;">&#8220;Este <span>é</span> o maior problema do mundo moderno. A maior revolu<span>çã</span>o tecnol<span>ó</span>gica nestes <span>ú</span>ltimos anos do s<span>é</span>culo <span lang="EN-US">XX </span>suscitou a maior rea<span>çã</span>o irracional que se conhece na Hist<span>ó</span>ria desde a Idade M<span>é</span>dia. N<span>ã</span>o h<span>á</span> a<span>çã</span>o de governo poss<span>í</span>vel para debelar o fanatismo.&#8221;</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: right;" align="right">(Paulo Francis &#8211; <em>O Estado de S. Paulo, </em>12/11/95)</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 8.65pt 0cm 0.0001pt 19.45pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 12.25pt;">&#8220;Religi<span>ã</span>o. Pode-se matar mais do que se matou e ainda hoje se vem matando em nome dos deuses de cada um?</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 19.8pt; text-align: justify; line-height: 12.25pt;">N<span>ã</span>o, confesso que j<span>á</span> se acabaram os meus arroubos juvenis, quando esper<span>á</span>vamos que os povos do mundo se</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 1.8pt; text-align: justify; line-height: 12.25pt;">uniriam um dia para a prosperidade e felicidade geral. Hoje n<span>ã</span>o espero mais nada. De que serve saber as ci<span>ê</span>ncias.</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 2.15pt; text-align: justify; line-height: 12.25pt;"><span style="letter-spacing: -0.05pt;">inventar e dominar as m</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">á</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">quinas mais fabulosas, se isso representa apenas a maneira mais eficiente de nos trucidarmos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 2.15pt; line-height: 12.25pt;"><span style="letter-spacing: -0.2pt;">Uns aos outros?&#8221;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: right;" align="right"><em>(Rachel de Queir</em><em><span>ó</span>s)</em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 9.35pt 0cm 0.0001pt 2.15pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 18pt; line-height: 12.25pt;"><span style="letter-spacing: -0.1pt;">&#8220;A mensagem de todas essas tribos </span><span style="letter-spacing: -0.1pt;">é</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;"> uma s</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;">ó</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;">: se todos fossem isl</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;">â</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;">micos, ou judeus, ou palmeirenses, o mundo seria </span>melhor. Como isso <span>é</span> imposs<span>í</span>vel, a sa<span>í</span>da <span>é</span> acabar com o outro, como na limpeza <span>é</span>tnica na ex-lugusl<span>á</span>via. <span>É</span> assustador.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.35pt 0.0001pt 2.15pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 18.35pt; line-height: 12.25pt;">O fio condutor <span>é</span> a viol<span>ê</span>ncia contra aqueles que n<span>ã</span>o pertencem ao grupo. Diante de um mundo que n<span>ã</span>o entendem e que as trata como descart<span>á</span>veis, essas pessoas se refugiam no <span>ó</span>dio.&#8221;<span> </span></p>
</div>
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		<title>O PARÁGRAFO DISSERTATIVO &#8211; Curso de Redação</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 23:53:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[FONTE: MATERIAL DIDÁTICO DO CURSO DE REDAÇÃO DO APROVE-SP (1997) &#8216;Ninguém é capaz de escrever bem, se não sabe bem o que vai escrever.&#8217; J. Mattoso Câmara Jr. O PARÁGRAFO DISSERTATIVO O desenvolvimento é a parte mais extensa do texto dissertativo. Compreende os argumentos (evidências, exemplos, justificativas etc.) que darão sustentação à tese - idéia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>FONTE: MATERIAL DIDÁTICO DO CURSO DE REDAÇÃO DO APROVE-SP (1997)</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 3.6pt 0.0001pt 397.45pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: right; line-height: 9.7pt;" align="right"><em><span style="font-size: 8pt;">&#8216;Ningu</span></em><em><span style="font-size: 8pt;">é</span></em><em><span style="font-size: 8pt;">m </span></em><em><span style="font-size: 8pt;">é</span></em><em><span style="font-size: 8pt;"> capaz de escrever bem, se n</span></em><em><span style="font-size: 8pt;">ã</span></em><em><span style="font-size: 8pt;">o sabe bem o que vai escrever.&#8217;</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 2.5pt 4.7pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: right;" align="right"><strong><span style="font-size: 8pt;">J. Mattoso C</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt;">â</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt;">mara Jr.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 22.7pt 2.15pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: center;" align="center"><strong>O PAR</strong><strong><span>Á</span>GRAFO DISSERTATIVO</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 10.8pt 3.6pt 0.0001pt 3.25pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 18.35pt; line-height: 13.3pt;">O desenvolvimento <span>é</span> a parte mais extensa do texto dissertativo. Compreende os argumentos (evid<span>ê</span>ncias, exemplos, justificativas etc.) que dar<span>ã</span>o <strong>sustenta</strong><strong><span>çã</span>o </strong><strong><span>à</span> tese </strong>- id<span>é</span>ia central apresentada no 1<sup>s</sup> par<span>á</span>grafo. O conte<span>ú</span>do dos par<span>á</span>grafos de desenvolvimento deve obedecer a uma progress<span>ã</span>o: repetir id<span>é</span>ias mudando apenas as palavras resulta em redund<span>â</span>ncia. <span>É</span> preciso encadear os enunciados de maneira que se completem (cada enunciado acrescentar<span>á</span> informa<span>çõ</span>es novas ao anterior). Deve-se tamb<span>é</span>m evitar a reprodu<span>çã</span>o de clich<span>ê</span>s, f<span>ó</span>rmulas prontas e frases feitas <span>—</span> recursos que enfraquecem a argumenta<span>çã</span>o.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 3.95pt 0.0001pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 18.35pt; line-height: 13.3pt;">H<span>á</span> diversos tipos de argumenta<span>çã</span>o: hist<span>ó</span>rica, por exemplifica<span>çã</span>o, por compara<span>çã</span>o, por constata<span>çã</span>o etc. Observe alguns exemplos:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 14.4pt 1.1pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: center;" align="center">Tema: <strong>Televis</strong><strong><span>ã</span>o</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 14.75pt 0cm 0.0001pt 184.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 12.25pt;"><strong>Argumenta</strong><strong><span>çã</span>o por exemplifica</strong><strong><span>çã</span>o</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.9pt 0.0001pt 3.95pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 14.4pt; line-height: 12.25pt;">&#8220;A televis<span>ã</span>o brasileira presta culto <span>à</span> frivolidade. A sociedade desenhada nas novelas <span>é</span> um convite <span>à</span> transgress<span>ã</span>o. A exalta<span>çã</span>o do sucesso sem balizas <span>é</span>ticas, a trivializa<span>çã</span>o da viol<span>ê</span>ncia e a apresenta<span>çã</span>o de aberra<span>çõ</span>es num clima de</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 4.3pt; line-height: 12.25pt;">normalidade t<span>ê</span>m transformado adolescentes em aspirantes <span>à</span> contraven<span>çã</span>o.&#8221;</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: right;" align="right"><em>Carlos Alberto Di Franco</em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 18pt 0cm 0.0001pt 213.85pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 12.25pt;"><strong>Argumenta</strong><strong><span>çã</span>o hist</strong><strong><span>ó</span>rica</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.8pt 0.0001pt 4.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 18pt; line-height: 12.25pt;">Quando chegou ao pa<span>í</span>s, h<span>á</span> cerca de meio s<span>é</span>culo, a televis<span>ã</span>o trouxe o compromisso de educar, informar e entreter o p<span>ú</span>blico. Evoluiu, transformou-se na maior representante da mfdia, mas esqueceu-se de educar, informa relativamente e entrete de maneira discut<span>í</span>vel. Em compensa<span>çã</span>o, aperfei<span>ç</span>oou-se na arte de vender.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 16.55pt 0cm 0.0001pt 1.8pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: center; line-height: 12.25pt;" align="center"><strong>Argumenta</strong><strong><span>çã</span>o por constata</strong><strong><span>çã</span>o</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.1pt 0.0001pt 5.4pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 14.05pt; line-height: 12.25pt;"><span style="letter-spacing: -0.1pt;">&#8220;A l</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;">ó</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;">gica da televis</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;">ã</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;">o tem mais rela</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;">çã</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;">o com o mercado do que com os interesses sociais. No entanto, se as televis</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;">õ</span><span style="letter-spacing: -0.1pt;">es </span>comerciais s<span>ã</span>o simplesmente uma ind<span>ú</span>stria, os telespectadores, puros consumidores, e os programas, apenas uma mercadoria, estamos regredindo aos piores momentos do mau capitalismo. E tudo o que a m<span>í</span>dia absorveu sobre responsabilidade p<span>ú</span>blica pode ruir sob o impacto do dogma mercadol<span>ó</span>gico.&#8221;</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: right;" align="right"><em>Carlos Alberto Di Franco</em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 17.3pt 0cm 0.0001pt 189.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%;"><strong>Argumenta</strong><strong><span>çã</span>o por compara</strong><strong><span>çã</span>o</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 1.1pt; text-indent: 18.35pt; line-height: 11.5pt;">Enquanto pa<span>í</span>ses como Inglaterra e Canad<span>á</span> t<span>ê</span>m leis que protegem as crian<span>ç</span>as da exposi<span>çã</span>o ao sexo e <span>à</span> viol<span>ê</span>nt<span>» </span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">na televis</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">ã</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">o, no Brasil n</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">ã</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">o h</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">á</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;"> nenhum controle efetivo sobre a programa</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">çã</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">o. N</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">ã</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">o </span><span style="letter-spacing: -0.05pt;">é</span><span style="letter-spacing: -0.05pt;"> de surpreender que muitos bras er: </span>estejam defendendo alguma forma de censura sobre a televis<span>ã</span>o.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 19.45pt 0cm 0.0001pt 191.15pt; background: white none repeat scroll 0% 0%;"><strong>Argumenta</strong><strong><span>çã</span>o por testemunho</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; text-indent: 18.35pt; line-height: 11.9pt;">Conforme citado pelo jornalista Nelson Hoineff, &#8220;o que a televis<span>ã</span>o tem de mais fascinante para quem a faz <span>é</span> justamente o que ela tem de mais nocivo para quem a v<span>ê</span>: sua capacidade aparentemente infinita de massifica<span>çã</span>o&#8221; De fato, mas de 80% da popula<span>çã</span>o brasileira tem a televis<span>ã</span>o como principal fonte de informa<span>çã</span>o e refer<span>ê</span>ncia.</p>
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		<title>Procedimentos Introdutórios da Dissertação &#8211; Curso de Redação</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 23:42:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[FONTE: MATERIAL DIDÁTICO DO CURSO DE REDAÇÃO DO APROVE-SP (1997) Procedimentos Introdutórios da Dissertação Há muitos procedimentos para se elaborar o parágrafo introdutório (tese): partindo do geral para o particular, do passado para o presente, usando comparações, conceitos, definições, citações, interrogações etc. O pará­grafo introdutório (tese) apenas apresenta o assunto. A. Traçando uma trajetória histórica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>FONTE: MATERIAL DIDÁTICO DO CURSO DE REDAÇÃO DO APROVE-SP (1997)</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 0.35pt;"><em><span style="font-size: 17pt; letter-spacing: -0.3pt;"><br />
Procedimentos Introdutórios da Dissertação<br />
</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 0.35pt;"><em><span style="font-size: 17pt; letter-spacing: -0.3pt;"><br />
</span></em>
</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 0.35pt;"><em><span style="font-size: 17pt; letter-spacing: -0.3pt;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 0.35pt;"><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">Há muitos procedimentos para se elaborar o parágrafo introdutório (tese): partindo do geral para o particular, do passado para o presente, usando </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.45pt;">comparações, conceitos, definições, citações, interrogações etc. O pará­</span><span style="font-size: 15pt;">grafo introdutório (tese) apenas apresenta o assunto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-top: 31.7pt; line-height: 15.85pt;"><strong><em><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.35pt;">A. Traçando uma trajetória histórica do passado ao presente</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 0.7pt; text-indent: 14.05pt; line-height: 15.85pt;"><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.45pt;">Desde a fundação do primeiro núcleo de inteligência artificial, há quatro </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.55pt;">décadas, o computador tem sido cultuado como a mais revolucionária invenção </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.45pt;">do século. Ainda é impossível dimensionar o impacto desse invento sobre a </span><span style="font-size: 15pt;">humanidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 15.5pt 0cm 0.0001pt 1.1pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 15.85pt;"><strong><em><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">B. Comparando socialmente, geograficamente, ou fazendo aposições de </span></em></strong><strong><em><span style="font-size: 15pt;">qualquer natureza</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 1.45pt; text-indent: 14.05pt; line-height: 15.85pt;"><em><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">A </span></em><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">era da informática veio aprofundar os abismos sociais do país: de um lado, </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.45pt;">assistimos ao avanço tecnológico desfrutado por cerca de 2% (dois por cento) </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">da população; de outro, assistimos à crescente marginalização da maioria que </span><span style="font-size: 15pt;">sequer consegue alfabetizar-se minimamente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 16.2pt 0cm 0.0001pt 1.8pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 15.85pt;"><strong><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.4pt;">C <em>Conceituando ou definindo</em></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 1.8pt; text-indent: 13.7pt; line-height: 15.85pt;"><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">A informática pode ser definida como a ciência da informação, que tem como finalidade processar, armazenar, distribuir dados e informações através de computadores. Não por acaso tem sido apontada como a maior conquista </span><span style="font-size: 15pt;">tecnológica do século.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 14.75pt 0cm 0.0001pt 1.45pt; background: white none repeat scroll 0% 0%;"><strong><em><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.4pt;">D. Contestando ou confirmando uma citação</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 2.15pt; text-indent: 18pt; line-height: 16.2pt;"><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.45pt;">&#8220;O computador liberta&#8221;, afirmou Nicholas Negroponte, o pioneiro da era </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.55pt;">digital. Contudo, o modo como a informática vem se impondo parece angustiar </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">o homem, gerando ansiedades que, longe de libertar, escravizam.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 15.85pt 0cm 0.0001pt 2.5pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 15.85pt;"><strong><em><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">E. Elaborando uma seqüência </span></em></strong><em><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">de <strong>interrogações precedidas ou não </strong>de <strong>uma </strong></span></em><strong><em><span style="font-size: 15pt;">afirmação</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 2.9pt; text-indent: 14.05pt; line-height: 16.2pt;"><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.55pt;">Demorou menos do que se imaginava para a humanidade realizar seu sonho </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.45pt;">&#8220;high tech&#8221;. Cabe, porém, indagar: serão os benefícios globalizados? </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">Conseguiremos estreitar as relações humanas? Melhoraremos a qualidade de </span><span style="font-size: 15pt;">vida do planeta ?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 2.9pt; text-indent: 14.05pt; line-height: 16.2pt;">
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;"><br style="page-break-before: always;" /> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 1.45pt; line-height: 15.85pt;"><strong><em><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -1.5pt;">F.</span></em></strong><strong><em><span style="font-size: 15pt;"><span> </span><span style="letter-spacing: -0.3pt;">Elaborando uma série de informações (constatações ou afirmações)</span></span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 16.2pt 0.0001pt 1.1pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 10.45pt; line-height: 15.85pt;"><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.55pt;">A indústria da informática, que movimenta mais de 400 bilhões de dólares ao </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">ano, considerada potencialmente a mais poderosa do mundo, encontra-se ainda </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.55pt;">em estágio inicial. Na virada do século, já se pode vislumbrar um novo mundo, </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">em que o papel mais relevante não será do homem e sim da máquina.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 15.85pt 0cm 0.0001pt 1.1pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 15.85pt;"><strong><em><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -1.45pt;">G.</span></em></strong><strong><em><span style="font-size: 15pt;"><span> </span><span style="letter-spacing: -0.4pt;">Caracterizando espaços ou aspectos</span></span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 0.35pt; text-indent: 14.75pt; line-height: 15.85pt;"><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.4pt;">Da favela ao Congresso, passando pelas salas de aula, o computador vem </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.6pt;">rapidamente<strong> </strong>ampliando seus domínios. Estima-se que num futuro próximo os </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">micros serão tão populares e acessíveis quanto qualquer eletrodoméstico: </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.6pt;">previsão por demais otimista em se tratando do Brasil.</span><span style="font-size: 15pt; font-family: Arial;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-top: 15.5pt; line-height: 15.85pt;"><strong><em><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.4pt;">H. Narrando um fato</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 27.35pt 0.0001pt 0.35pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-indent: 14.4pt; line-height: 15.85pt;"><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.45pt;">O mês de janeiro trouxe para o país uma das mais importantes feiras de </span><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">informática do mundo. Durante duas semanas, o público paulistano visitou centenas de estandes para conhecer as novidades da computação. Novidades </span><span style="font-size: 15pt;">prestes a se tornarem obsoletas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-top: 15.5pt; line-height: 15.85pt;"><strong><em><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.35pt;">I</span></em></strong><strong><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.35pt;">. <em>Fazendo uso de linguagem figurada</em></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 15.1pt 0.0001pt 0.7pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: justify; text-indent: 6.5pt; line-height: 15.85pt;"><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.5pt;">No princípio reinava a inteligência humana, perto do íim impera a inteligência artificial: é o computador atuando como divisor de águas &#8211; ou de inteligências -</span><span style="font-size: 15pt;">na história da humanidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 15.85pt 0cm 0.0001pt 0.35pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; line-height: 15.85pt;"><strong><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.3pt;">J. <em>Compilando dados estatísticos</em></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-left: 0.7pt; text-indent: 13.7pt; line-height: 15.85pt;"><span style="font-size: 15pt; letter-spacing: -0.45pt;">Hoje, inegavelmente, noventa por cento da classe média utiliza o computador em casa e pelo menos 96 % da população tem acesso diário a essa máquina. Sente-se , porém, o estreitamento que provoca essa modernização entre os homens que têm acesso ao saber e o distanciamento entre todos os </span><span style="font-size: 15pt;">homens.</span></p>
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		<title>Horácio e o carpe diem</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 04:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[HORÁCIO ODE XI (DO LIVRO I) &#8220;Não buscarás, saber é proibido , ó Leucône, /que fim reservarão a mim a ti os Deuses; /nem mesmo os babilônios números perscrutes&#8230;/ Seja lá o que for, melhor é suportar! / Quer Júpiter nos dê ainda mil invernos, / quer venha a conceder apenas este último,/ que agora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="display: block; margin: 10px 30px 0 30px; padding: 2px 10px 5px 10px; border-top: 4px solid #333; color: #333; background: #C3D4DF;">
HORÁCIO    ODE XI (DO LIVRO I)    </p>
<p>&#8220;Não buscarás, saber é proibido , ó Leucône, /que fim reservarão a mim a ti os Deuses; /nem mesmo os babilônios números perscrutes&#8230;/ Seja lá o que for, melhor é suportar! / Quer Júpiter nos dê ainda mil invernos, / quer venha a conceder apenas este último,/ que agora estilha o mar Tirreno nos penhascos, / tem sisa, os vinhos vai bebendo , e a esperança, /Foge invejoso o tempo, enquanto conversamos./Colhe o dia de hoje e não te fies nunca,/ um momento sequer , no dia de amanhã&#8230;(Trad. de Ariovaldo Augusto Peterlini). IN NOVAK, Maria da Glória &#038; NERI, Maria Luiza &#8211; Antologia bilíngüe de escritores latinos / II Poesia lírica. São Paulo, DLCV/FFLCH/USP, 1989,p.45).
</p></div>
<p>Trecho sobre o famoso &#8220;Carpe Diem&#8221; latino explorado no filme &#8220;Sociedade dos Poetas Mortos&#8221;.</p>
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		<title>preconceito linguístico: linguística descritiva e normativa.</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 01:24:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Afirmações preconceituosas do senso comum como &#8220;mim não faz nada, só índio fala mim&#8221; trazem embutida um fenômeno social interessante, abordado por Marx: a absorção: a absorção da ideologia da classe dominante pelas outras classes. Fortalecer a democracia envolve também desmontar esta ideologia e promover o debate amplo e o conflito de idéias. Afirmações como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Afirmações preconceituosas do senso  comum como &#8220;mim não faz nada, só índio fala mim&#8221; trazem embutida um fenômeno social interessante, abordado por Marx: a absorção: a absorção da ideologia da classe dominante pelas outras classes. Fortalecer a democracia envolve também desmontar esta ideologia e promover o debate amplo e o conflito de idéias.</p>
<p>Afirmações como essa são refutadas por Marcos Bagno, por exemplo, quando ele nos traz excertos dos Lusíadas do poeta português Luís de Camões. Este texto é considerado um dos fixadores da língua portuguesa, assim como foi a tradução da Biblia por Lutero, que ajudou a padronizar o incipiente idioma alemão, que tinha inúmeros dialetos. É, portanto, original, e contém algumas palvras que são consideradas incorretas pelo português padrão, como &#8220;frecha&#8221;. Bagno também aborda o interessante fenômeno do arcaísmo: em algumas comunidades rurais semi-isoladas conservam-se o que seriam verdadeiros &#8220;fósseis linguísticos&#8221;, formas originais que não foram alteradas com a interação da dinâmica da metrópole, nem absorveram as mudanças que ocorrem postumamente pelos poderes centrais. O advérbio latino &#8220;ad&#8221;, por exemplo, formou várias palavras começadas com &#8220;a&#8221;, como arrepiar, e muitas depois perderam este &#8220;a&#8221;. Nas comunidades, no entanto, mantiveram-se, como no vocábulo hoje considerado caipira &#8220;alevantar&#8221; e &#8220;arreparar&#8221; (Elomar canta: sem arreparar se é noite ou dia, vai longe cantar o bem da forria &#8211; sem um tostão na cuia o cantador / canta até morrer pelo bem do amor).</p>
<p>Assertivas do senso comum muitas vezes trazem uma carga normativa e consideram que só a gramática normativa tradicional é a correta. Embora seja importante seu ensino através dos aparelhos ideológicos como a Escola, ela pode também ser fonte de preconceitos infundados na perspectiva da linguística, já que esta aborda o fenômeno tal como ocorre, sem considerar nenhuma variante melhor do que a outra. Cada comunidade em sua variedade tem suas necessidades de comunicação atendidas e satisfeitas, e cada língua é suficiente para descrever e interagir com o mundo que o cerca. Quando um hiato de incomunicabilidade ocorre, mostra-se a dinâmica da língua, com a incorporação de vocábulos de outras variantes ou de outras línguas, ou mesmo com a criação de novos vocábulos e expressões. A linguística tem uma tendência a comportar-se, portanto, descritivamente e não normativamente.</p>
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		<title>argentinos não são &#8220;gringos&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 01:27:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Florianópolis é &#8220;invadida&#8221; anualmente por um sem-número de turistas vindos dos países do Cone Sul: Paraguai, Uruguai, mas especialmente argentina. Chama a atenção para pessoas do resto do Brasil o fato dos nativos chamarem os argentinos de &#8220;gringos&#8221;. Para mim, isto nunca fez sentido, pois este termo sempre foi usado para designar majoritariamente para designar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Florianópolis é &#8220;invadida&#8221; anualmente por um sem-número de turistas vindos dos países do Cone Sul: Paraguai, Uruguai, mas especialmente argentina. Chama a atenção para pessoas do resto do Brasil o fato dos nativos chamarem os argentinos de &#8220;gringos&#8221;. Para mim, isto nunca fez sentido, pois este termo sempre foi usado para designar majoritariamente para designar os anglófonos estadunidenses. A <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gringo">Wikipédia </a>diz o seguinte:</p>
<div style="display: block; margin: 10px 30px 0 30px; padding: 2px 10px 5px 10px; border-top: 4px solid #333; color: #333; background: #C3D4DF;">
Gringo (feminine, gringa) is a Spanish and Portuguese word used in Latin America to generally denote people from the United States, but in some cases it is also used to denote any foreign non-native speakers of Spanish (regardless of race), especially English-speakers.
</div>
<p>Como se vê, o termo é um espanholismo que foi incorporado na língua portuguesa. A imagem clássica é a dos mexicanos chamando seus vizinhos de fronteira de gringos. O <a href="http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=gringo&#038;stype=k">Houaiss </a>fornece a referência de uma hipótese etimológica:</p>
<div style="display: block; margin: 10px 30px 0 30px; padding: 2px 10px 5px 10px; border-top: 4px solid #333; color: #333; background: #C3D4DF;">
Datação<br />
sXIX cf. AGC</p>
<p>Acepções<br />
■ substantivo masculino<br />
1    Regionalismo: Brasil. Uso: informal, pejorativo.<br />
     indivíduo estrangeiro, esp. quando louro ou ruivo, diferente do padrão mais encontradiço no país<br />
2    Regionalismo: Brasil. Uso: informal, pejorativo.<br />
     qualquer indivíduo estrangeiro, residente em ou de passagem pelo país, esp. quando falante de língua não vernácula<br />
3    Regionalismo: Nordeste do Brasil. Uso: informal.<br />
     mercador ambulante de outra nacionalidade</p>
<p>Etimologia<br />
esp. gringo (sXVIII), segundo Corominas, deformação de griego &#8216;grego&#8217; (> grigo > gringo), com o sentido de língua incompreensível em comparação ao latim; na Espanha, aplicado apenas à linguagem, foi us. na América em relação aos estrangeiros, que falavam uma linguagem ininteligível
</p></div>
<p>Segundo este Corominas, portanto, o termo seria uma corruptela do espanhol  griego (grego). O uso linguístico parece se sobrepor ao étnico. Mas tanto num como noutro o termo não se aplica a América Latina. Tudo que não era latino era incompreensível, e portanto  &#8220;grego&#8221; (ainda temos a expressão &#8220;você está falando grego para mim&#8221;). O verbete da wikipédia também aponta esta hipótese. Na variação lingüística, portanto, os &#8220;hermanos&#8221; não podem ser gringos, já que o espanhol é uma língua próxima demais.  </p>
<p>A variação étnica, contrapondo um padrão nórdico ao padrão moreno brasileiro também não se aplica. As loirinhas catarinenses chamam de gringos os morenos argentinos.</p>
<p>Restaria, enfim, o uso 2 do dicionário, que está registrado: &#8221;  qualquer indivíduo estrangeiro, residente em ou de passagem pelo país, esp. quando falante de língua não vernácula&#8221;. Mas que continua soando estranho, ainda mais porque o termo é usado não num sentido pejorativo, mas numa ilusão de poderio econômico de &#8220;turista gastador&#8221;, mais &#8220;europeizado&#8221; e &#8220;superior&#8221; ao brasileiro.</p>
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		<title>egrégora &#8211; a força envolvente do grupo</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 17:52:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma amiga minha, que praticava yôga regularmente, conta que, quando decidiu parar com as aulas, teve um sonho intenso. Sonhava ela que aparecia num local indeterminado, mas antigo, na companhia de dois mestres yogues, com aspecto e maneiras indianas. Conversaram sobre tudo, com grande felicidade, por um tempo até que um deles, sorrindo, perguntou: &#8220;você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma amiga minha, que praticava yôga regularmente, conta que, quando decidiu parar com as aulas, teve um sonho intenso. Sonhava ela que aparecia num local indeterminado, mas antigo, na companhia de dois mestres yogues, com aspecto e maneiras indianas. Conversaram sobre tudo, com grande felicidade, por um tempo até que um deles, sorrindo, perguntou: &#8220;você quer mesmo sair do grupo?&#8221;. Ao que ela respondeu afirmativamente, justificando-se acordou, tomando consciência do que tinha se passado e ao mesmo tempo repleta de uma grande sensação de paz depois desta &#8220;despedida&#8221;. A explicação que ela deu é que ela havia saído da &#8220;egrégora&#8221;.</p>
<p>Este interessante conceito é usado por algumas correntes iniciáticas. Está na cartilha do  aclamado mestre DeRose, que dá a seguinte definição:</p>
<div style="display: block; margin: 10px 30px 0 30px; padding: 2px 10px 5px 10px; border-top: 4px solid #333; color: #333; background: #C3D4DF;">
Egrégora provém do grego egrégoroi e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. Todos os agrupamentos humanos possuem suas egrégoras características: todas as empresas, clubes, religiões, famílias, partidos, etc. </p>
<p>Egrégora é como um filho coletivo, produzido pela interação &#8220;genética&#8221; das diferentes pessoas envolvidas. Se não conhecermos o fenômeno, as egrégoras vão sendo criadas a esmo e os seus criadores tornam-se logo seus servos, já que são induzidos a pensar e agir sempre na direção dos vetores que<br />
caracterizaram a criação dessas entidades gregárias. Serão tanto mais escravos quanto menos conscientes estiverem do processo. Se conhecermos sua existência e as leis naturais que as regem, tornamo-nos senhores dessas forças colossais. </p>
<p>Por axioma, um ser humano nunca vence a influência de uma egrégora caso se oponha frontalmente a ela. A razão é simples. Uma pessoa, por mais forte que seja, permanece uma só. A egrégora acumula a energia de várias, incluindo a dessa própria pessoa forte. Assim, quanto mais poderoso for<br />
o indivíduo, mais força estará emprestando à egrégora para que ela incorpore às dos demais e o domine. A egrégora se realimenta das mesmas emoções que a criaram. (<a href="http://www.uni-yoga.com.ar/downloads/pdf/Karma_e_dharma.pdf">DeRose , Kharma &#038; Dharma</a>) </div>
<p>Embora transposta por DeRose para o contexto hindu de karma e dharma, a palavra, grega, é mais utilizada, ao que parece, pelos maçons. Estes consideram as leis de simpatia e antipatia que regem a comunicação humana. (Este contexto, aliás, foi muito importante no medievo e no Renascimento, Foucault em <em>As palavras e as coisas</em> tece bons comentários sobre ele.) A maçonaria tem 33 graus de aprendizagem e maestria, e considera especialmente cada um deles. Toda a ligação entre maçons é enfatizada, dentro de cada nível, e os segredos litúrgicos da transmissão e das reuniões não são passados a estranhos em parte por causa da noção de &#8220;egrégora&#8221;. Abaixo, mais algumas definições tiradas da web:</p>
<div style="display: block; margin: 10px 30px 0 30px; padding: 2px 10px 5px 10px; border-top: 4px solid #333; color: #333; background: #C3D4DF;">
É A EGRÉGORA”, é o mistério que faz de cada um, um só ser, todos os Maçons passam a uma individualização única, é a harmonização dos pensamentos, das idéias dos propósitos, é a Aura geral, o esplendor único, é a transformação de um corpo físico em um corpo místico, é a fusão de todos numa corrente divina. A EGRÉGORA é um ser real que permanece, enquanto o Livro Sagrado estiver aberto. <a href="http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=35374&#038;cat=Artigos&#038;vinda=S">http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=35374&#038;cat=Artigos&#038;vinda=S</a></div>
<div style="display: block; margin: 10px 30px 0 30px; padding: 2px 10px 5px 10px; border-top: 4px solid #333; color: #333; background: #C3D4DF;">
&#8220;Chama-se egrégora a uma entidade, um ser coletivo originado de uma assembléia&#8221;. Entidade viva e etérea a que cada membro contribui com sua parcela individual e, de igual modo, todos se beneficiam pela geração de um estado de consciência que propicia tranqüilidade, repouso e bem-estar. (<a href="http://www.perfeitauniao.org/oficina/2004/a_iniciacao_como_partida.htm">Erton Alves Costa</a>)</div>
<div style="display: block; margin: 10px 30px 0 30px; padding: 2px 10px 5px 10px; border-top: 4px solid #333; color: #333; background: #C3D4DF;">
Chama-se egrégora uma entidade, um ser coletivo originado por uma assembléia, cada Loja possui a sua egrégora, cada obediência possui a sua, e a reunião de todas essas egrégoras forma a grande EGRÉGORA MAÇÔNICA. (J. BOUCHE <em>apud</em> <a href="http://misticismoeesoterismo.blogspot.com/2008/02/egrgora-manica-fenmeno-da-fora-incgnita.html">Egrégora maçônica, fenômeno de força incógnita.</a> </div>
<p>.</p>
<p>O Castaneda, no seu duvidoso esforço final por direcionar produtivamente as aspirações dos leitores que queriam ser seguidores, promoveu seminários em que ensinava uns exercícios corporais que desenvolveu, baseado em várias fontes diferentes, chamados de Passes Mágicos ou Tensegridade. Um dos objetivos destas reuniões finais, segundo ele mesmo explica no livro <em>Arte do Sonhar</em>, era o de ocasionar a criação de uma tal &#8220;massa enérgica&#8221; no ambiente, com a concatenação das várias forças humanas reunidas em um objetivo comum, criaria-se uma concentração irresistível de energia, capaz de vencer os abismos e empurrar as ameaças para longe, dando propósito e propulsão aos guerreiros.</p>
<p>O escritor chileno Alejandro Jodorowsky, junto com o desenhista francês Jean Girard, trata da força envolvente do grupo no final da fenomenal série &#8220;O Incal&#8221;. Desta série eu tinha lido apenas o volume 1, (O Incal Negro), que era do meu irmão <a href="http://www.daniduc.net">Daniel</a>, colecionador de quadrinhos. Mas numa tarde tensa em que estava perto do Metrô Vergueiro, em São Paulo, fui até a <a href="http://www.centrocultural.sp.gov.br/gibiteca/index.html">Gibiteca Henfil</a> e lá li os volumes restantes. O argumento é bastante denso, mas pode-se dizer que o protagonista, John Difool, é um detetive particular do futuro, que se envolve, num ambiente surreal, numa epopéia mirabolante quando encontra-se com a existência do Incal. Este é um artefato em forma de pirâmide, antigo e misterioso, com poderes mágicos, que cai em sua posse. Os inimigos, que querem aniquilar o universo com o não ser e a anti-matéria, passam a perseguir Difool em toda espécie de situação, no ambiente de ficção e futurismo corrompido que o traço de Moebius cria bem.</p>
<p>Difool é inepto e relapso, com vários vícios e defeitos, e está numa missão bem além do seu alcance ordinário. Os seus amigos, mais ambientados na querela intergaláctica, porém, esforçam-se para que  a missão se cumpra de qualquer maneira. Bem, no final da saga o mistério do Incal é revelado, e o  Ohr mostra a Difool que tudo fazia parte de um plano, sendo ele o Alfa e o Ômega daquele universo, o ser e o não-ser. Difool é o escolhido por ser uma encarnação da eterna testemunha, a chama da consciência individual, própria, do ser vivo, que difere do absoluto e deve testemunhá-lo e irrecusavelmente viver. No último quadrinho está a homenagem à força envolvente do grupo que falei. Para manter a vida, e não reencarnar novamente, Difool precisa recordar, ou <a href="http://blog.cybershark.net/miguel/2004/11/11/eu-no-esqueci/">não esquecer</a> e o início disso acontece quando ele se lembra dos bons momentos passados pelas grandes amizades (último quadro). Abaixo a seqüência de quadros da situação descrita. </p>
<p><img src="http://www.consciencia.org/imagens/incal/41.jpg" alt="Incal" /><br/><br />
<img src="http://www.consciencia.org/imagens/incal/42.jpg" alt="Incal" /><br/><br />
<img src="http://www.consciencia.org/imagens/incal/43.jpg" alt="Incal" /><br/><br />
<img src="http://www.consciencia.org/imagens/incal/44.jpg" alt="Incal" /><br/><br />
<img src="http://www.consciencia.org/imagens/incal/45.jpg" alt="Incal" /><br/><br />
<img src="http://www.consciencia.org/imagens/incal/46.jpg" alt="Incal" /><br/><br />
<img src="http://www.consciencia.org/imagens/incal/47.jpg" alt="Incal" /><br/><br />
<img src="http://www.consciencia.org/imagens/incal/48.jpg" alt="Incal" /><br/></p>
<p>Felizmente, graças a internet, não precisamos mais ir nas gibitecas. Você encontra para download a série inteira no<a href="http://www.4shared.com"> 4shared </a>ou <a href="http://www.esnips.com">esnips</a>.</p>
]]></content:encoded>
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