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	<title>Blog do Miguel &#187; frases vida</title>
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	<description>Resumos, ensaios e indicações do professor Miguel, dono do site Consciencia.org</description>
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		<title>Do gozo sadio dos prazeres do corpo &#8211; Montaigne</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 17:22:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Do gozo sadio dos prazeres do corpo &#8211; Michel de Montaigne &#8230;Eu que vivo de um modo chão, detesto essa inumana sapiência que nos quer tornar inimigos e contemptores da cultura física. Considero tão grande injustiça contrariar as volúpias naturais quanto apreciá-las sem medida&#8230; Existem pessoas, como afirma Aristóteles, que os desprezam (os prazeres físicos) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Do gozo sadio dos prazeres do corpo</strong> &#8211; Michel de Montaigne</p>
<p>&#8230;Eu que vivo de um modo chão, detesto essa inumana sapiência que nos quer tornar inimigos e contemptores da cultura física. Considero tão grande injustiça contrariar as volúpias naturais quanto apreciá-las sem medida&#8230;</p>
<p>Existem pessoas, como afirma Aristóteles, que os desprezam (os prazeres físicos) com feroz estupidez. Outros assim procedem por ambição. Por que não renunciam também a respirar? Por que não vivem apenas do que é seu, e não recusam a luz que é gratuita e não lhes custa nem invenção nem esforço ?&#8230; Odeio que nos digam de manter o espírito nas nuvens quando temos o corpo à mesa. Não quero que o espírito fique preso à mesa, nem que chafurde na comida, mas quero que nêsse mister se aplique. Quando danço, danço; quando durmo, durmo; e mesmo se, passeando em um lindo vergel, meus pensamentos se fixam em ocorrências estranhas, procuro conduzi-las pelo menos durante algum tempo, novamente ao passeio, ao vergel, à doçura da solidão e a mim mesmo.</p>
<p>A natureza proveu a que as ações úteis às nossas necessidades nos fossem igualmente voluptuosas; e a elas nos convida não somente pela razão mais ainda pelo apetite; é injustiça corromper-lhe as regras&#8230;<br />
-</p>
<p>Somos loucos varridos. &#8220;Êle passou a vida na ociosidade&#8221;, dizemos; ou &#8220;nada fiz hoje&#8221;. Pois então não vivemos? É essa não só a mais essencial mas ainda a mais digna de nossua ocupações. &#8220;Se me tivessem educado nas grandes ações eu mostraria do que sou capaz&#8221;. Mas se soubemos conduzir nossa vida realizamos a mais bela de todas as tarefas. Para mostra-se e agir não precisa a natureza da fortuna mostra-se igualmente em todos os degraus, na frente como atrás do pano. Soubemos acertar os nossos costumes? Pois fizemos mais do qne aqueles que souberam apenas compor livros. Soubemos descansar? Pois mais fizemos do que aqueles que tomaram impérios e cidades. A gloriosa obra-prima do homem é viver certo&#8230;</p>
<p>(Idem).</p>
<p>Trad. de Sérgio Milliet, Bib. do Pensamento Vivo.</p>
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		<title>Do valor da vida  &#8211; Montaigne</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 17:40:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Do valor da vida &#8211; Montaigne .. .Essa expressão trivial &#8220;passatempo&#8221;, ou &#8220;passar o tempo&#8221;, traduz o pensar dessas pessoas prudentes que imaginam dar a melhor conta de sua vida, deixancio-a deslizar, passar, perder-se e, no que lhes diz respeito, ignorá&#8211;la, dela fugindo como de coisa aborrecida e desprezivel; eu a vejo diferente: aprazível e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Do valor da vida<br />
</strong> &#8211; Montaigne<br />
.. .Essa expressão trivial &#8220;passatempo&#8221;, ou &#8220;passar o tempo&#8221;, traduz o pensar dessas pessoas prudentes que imaginam dar a melhor conta de sua vida, deixancio-a deslizar, passar, perder-se e, no que lhes diz respeito, ignorá&#8211;la, dela fugindo como de coisa aborrecida e desprezivel; eu a vejo diferente: aprazível e Loa, ainda que nessa sua última fase em que me encontro. E a natureza no-la pôs nas mãos em tais e tão favoráveis circunstâncias que só cabe censurar a nós mesmos o fato de nos oprimir ou de ser-nos inútil. Preparo-me entretanto para perdê-la sem lamentações, mas por ser perdivel em si e não por parecer molesta ou importuna. É preciso saber gozá-la e eu a gozo duplamente, pois a medida do prazer depende da maior ou menor aplicação que nele pomos. E nesta hora, em que vejo a minha já tão curta no tempo, tudo faço para aumentar-lhe o valor. Quero estancar-lhe a rapidez da fuga pela celeridade que ponho no agarrá-la; e pelo vigor colocado em seu aproveitamento quero compensar a pressa de seu escoar; à proporção que a posse da vida se faz mais curta é preciso torná-la mais profunda e cheia.</p>
<p>Outros sentem a doçura da prosperidade; eu a sinto como êles, mas não de passagem e escorregadia; é preciso estudá-la, saboreá-la e ruminá-la para render condignamente graças a quem no-la outorga. Gozam dos outros prazeres como fazem do sono: sem o perceberem. A fim de que o próprio sono não me escapasse, determinei outrora que mo turbassem para que eu o entrevisse. Analiso o meu prazer; não o coiiio sem mais. Sondo-o e adapto minha razão a êle. Encontro-me em situação tranqüila? Alguma volúpia me faz cócegas ? Não deixo que os sentidos a roubem; associo-lhes a minha alma, não para que se prenda mas para que se regozije; não para que se perca mas para que se ache; e a emprego a pesar e apreciar o prazer e a ampliá-lo. Avalia assim quanto deve a Deus a tranqüilidade de consciência em que vive, bem como a sua liberdade quanto a outras paixões interiores, e o fato de ter o corpo em boa saúde e gozando com moderação, mas plenamente, as funções amáveis e lisonjeiras com que Deus compensa as dores e com que sua justiça o contempla também. Avalia ela ainda quanto vale se achar alojada em ponto que, para onde quer que espie, encontra sempre um céu calmo. Nenhum desejo, nenhum temor,, nenhuma dúvida perturbam o ar e não há dificuldade que sua imaginação não vença sem abalo&#8230;</p>
<p>Por mim, amo a vida e a cultivo tal qual Deus ma outorgou. Não vivo a queixar-me da necessidade de comer e beber, nem a lamentar que não possamos nos alimentar com aquela simples droga com que Epemiredes se saciava, nem a deplorar que os filhos não nos nasçam estúpidamente pelos dedos ou pelos calcanhares, ou que o corpo tenha desejo e pruridos. Seriam queixas absurdas e iníquas. Aceito satisfeito o que a natureza fez por mim; congratulou-me com isso. Fazemos injúria ao grande Doador recusando-lhe os dons, anulando-os e defor-mando-os&#8230;</p>
<p>&#8230;A natureza é um doce guia, mas não menos prudente e justo. Por toda parte procuro-lhe a pista; baralhamo-la com caminhos artificiais. Não será erro estimar menos dignas as ações necessárias? Jamais me lirarão da cabeça que não haja conveniência no casamento do prazer com a necessidade, com a qual, segundo os antigos, os Deuses sempre conspiram. Por que desconjuntarmos uma construção cuja estrutura é de uma tão íntima e fraternal correspondência? Ao coíitrário, unamo-la por mútuos serviços; que o espírito desperte e vivifique o corpo lerdo, e que o corpo detenha e fixe a Jigeireza cio espírito. Não há peça indigna de nossos cuidados nêsse presente que Deus nos deu; devemos-lhe contas até do menor pelo. E não é tarefa absconsa guiar-se o homem segundo a sua condição; ela é simples e ingênua, e o Criador no-la impôs séria e expressamente.</p>
<p>&#8230;Não me refiro aqui a essas almas ve-neráveis, elevadas pela religião e pela fé a um constante e consciencioso meditar acêrca das coisas divinas. Não as misturo aos pequeninos que somos, divertidos com os nossos desejos e cogitações, pois elas desdenham de se interessar pelas nossas necessidades imperiosas; e, fluidas e ambíguas, tão-sòmente ao corpo assinam o cuidado e o uso do alimento sensual e temporal.</p>
<p>.. .Querem colocar-se fora de si e fugir ao homem, o que é loucura; em lugar de se transformarem em anjos, transformam-se em animais; caem em vez de subir. Êsses temperamentos transcendentes me apavoram tal qual os lugares altos e inacessíveis. Por isso nada me parece mais indigente na vida de Sócrates do que os seus êxtases, e nada é mais humano em Platão do que aquilo que levava a considerarem-no divino. E, nas nossas ciências, parecem-me mais terrestres e baixas aquelas que mais alto se colocam. Nada encontro mais humilde e mortal na vida de Alexandre do que suas fantasias em torno da deificação própria. Filotas o causticou em sua resposta, de um modo assaz espirituoso. Alexandre congratulara-se com êle, por carta, pelo fato de tê-lo alinhado entre os deuses o oráculo de Júpiter-Amon: &#8220;Sinto-me feliz em consideração a ti; mas parecem-me dignos de piedade os homens que terão de viver com um homem (e obedecer&#8211;lhe) que não se satisfaz com a medida humana e a ultrapassa&#8221;.</p>
<p>Saber fruir lealmente o seu próprio ser é perfeição absoluta e como que divina. Procuramos outras condições por ignorarmos o ignorarmos o uso das nossas; e saímos de nós mesmos por não sabermos o que se passa em nós. Não adianta usarmos pernas de pau pois não evitam que precisemos de nossas pernas para andar; nem no mais alto dos tronos deixaremos de usar o traseiro para sentar. As mais belas vidas são, a meu ver, aquelas que se emparelham, sem milagres nem extravagâncias, ao modelo vulgar e humano&#8230; Ora, a velhice precisa ser tratada com um pouco mais de carinho. Recomendemo-la a esse Deus protetor da saúde e da sabedoria, mas para que no-la permita alegre e sociável.</p>
<p>(Idem).</p>
<p>Fonte: Bib. do Pensamento Vivo.</p>
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