Posted in fv246 on Feb 2nd, 2010
Para bem viver – Michel de Montaigne (1533-1592)
…Assim viveram os sábios: e essa inimitável aplicação à virtude, que nos impressione em tal ou qual Catão, esse humor severo até à importunidade, assim se submeteu e se dobrou às leis da condição humana, às leis de Venus e de Baco.
A complacência e a condescendência assentam [...]
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Posted in fv246 on Jan 31st, 2010
Do gozo sadio dos prazeres do corpo – Michel de Montaigne
…Eu que vivo de um modo chão, detesto essa inumana sapiência que nos quer tornar inimigos e contemptores da cultura física. Considero tão grande injustiça contrariar as volúpias naturais quanto apreciá-las sem medida…
Existem pessoas, como afirma Aristóteles, que os desprezam (os prazeres físicos) com feroz [...]
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Posted in fv246 on Jan 28th, 2010
Do valor da vida
– Montaigne
.. .Essa expressão trivial “passatempo”, ou “passar o tempo”, traduz o pensar dessas pessoas prudentes que imaginam dar a melhor conta de sua vida, deixancio-a deslizar, passar, perder-se e, no que lhes diz respeito, ignorá–la, dela fugindo como de coisa aborrecida e desprezivel; eu a vejo diferente: aprazível e Loa, [...]
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Posted in lit on Jan 20th, 2010
Oliveiros Litrento nasceu em S. Luis de Quitunde, Alagoas, em 1923.
CANTO RECIFENSE DO ADEUS
Separo agora do sonho
a vida por mim vivida
e digo adeus a mim mesmo.
Estou dizendo baixinho:
— Vá em paz! Boa Viagem!
Regressam doces lembranças
de calmas horas sofridas.
Adeus namoros de moço
que eu dispersei no Recife
como andarilho cigano.
Pastoras belas, adeus!
Meninas da Madalena,
da [...]
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Posted in ab, lit on Sep 9th, 2009
O blog, apesar do pouco movimento em termos de novos posts, está aumentando em termos de tráfego, tendo recentemente passado, pela primeira vez, os 1000 pageviews em único dia, o que muito nos gratifica.
Postamos então um poema de um autor inédito: Milton Cavutto, irmão do meu amigo Marcos Cavutto.
CARAMUJO
( Milton Carvalho Cavutto – 1962 – [...]
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Posted in hst, lit on Mar 26th, 2009
Poemas Astecas (Traduzidos por Garibay apud Djalma Sayão Lobato in A civilização Asteca, Ed. Hemus) )
A flor e o canto
Brotam as flores, estão frescas, medram,
abrem sua corola.
Do teu interior saem as flores do canto:
tu, oh! poeta, as derramas sobre os demais.
Morte fatal
Aonde iremos que morte não haja?
Por isso, chora meu coração.
Tende coragem: ninguém vai [...]
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Posted in lit on Mar 22nd, 2009
ODE A CASSANDRE
Mignonne, allons voir si la rose
Qui ce matin avait déclose
Sa robe de pourpre au soleil,
A point perdu, cette vêprée,
Lés plis de sa robe pourprée,
Et son teint au vôtre pareil.
Las,voyez comme en peu d’espace
Mignonne, elle a dessus la place
Las, las, ses beautés laissé choir!
O vraiment marâtre Nature.
. Puisqu’une telle [...]
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Posted in lit on Mar 7th, 2009
VISÃO
Quando a noite descia e estendia seu manto sobre a face da terra, deixei o leito e me dirigi para o mar, dizendo de mim para comigo: — “O mar não dorme; no entanto na constante inquietude do mar, inda há consolo para uma alma que não dorme”.
Alcancei a margem, e já a neblina baixava [...]
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