17 Aug
NOSSA SENHORA E A SOLHA Estando Nossa Senhora à beira do rio, viu um solha e perguntou-lhe: — Oh solha! A maré enche ou vasa? A solha pôs a boca à banda, e repetiu com escárneo: — Oh solha! a maré enche ou vasa? Nossa Senhora disse: — Assim fiques sempre com a boca à [...]
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02 Feb
Para bem viver – Michel de Montaigne (1533-1592) …Assim viveram os sábios: e essa inimitável aplicação à virtude, que nos impressione em tal ou qual Catão, esse humor severo até à importunidade, assim se submeteu e se dobrou às leis da condição humana, às leis de Venus e de Baco. A complacência e a condescendência [...]
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31 Jan
Do gozo sadio dos prazeres do corpo – Michel de Montaigne …Eu que vivo de um modo chão, detesto essa inumana sapiência que nos quer tornar inimigos e contemptores da cultura física. Considero tão grande injustiça contrariar as volúpias naturais quanto apreciá-las sem medida… Existem pessoas, como afirma Aristóteles, que os desprezam (os prazeres físicos) [...]
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28 Jan
Do valor da vida – Montaigne .. .Essa expressão trivial “passatempo”, ou “passar o tempo”, traduz o pensar dessas pessoas prudentes que imaginam dar a melhor conta de sua vida, deixancio-a deslizar, passar, perder-se e, no que lhes diz respeito, ignorá–la, dela fugindo como de coisa aborrecida e desprezivel; eu a vejo diferente: aprazível e [...]
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20 Jan
Oliveiros Litrento nasceu em S. Luis de Quitunde, Alagoas, em 1923. CANTO RECIFENSE DO ADEUS Separo agora do sonho a vida por mim vivida e digo adeus a mim mesmo. Estou dizendo baixinho: — Vá em paz! Boa Viagem! Regressam doces lembranças de calmas horas sofridas. Adeus namoros de moço que eu dispersei no Recife [...]
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09 Sep
O blog, apesar do pouco movimento em termos de novos posts, está aumentando em termos de tráfego, tendo recentemente passado, pela primeira vez, os 1000 pageviews em único dia, o que muito nos gratifica. Postamos então um poema de um autor inédito: Milton Cavutto, irmão do meu amigo Marcos Cavutto. CARAMUJO ( Milton Carvalho Cavutto [...]
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26 Mar
Poemas Astecas (Traduzidos por Garibay apud Djalma Sayão Lobato in A civilização Asteca, Ed. Hemus) ) A flor e o canto Brotam as flores, estão frescas, medram, abrem sua corola. Do teu interior saem as flores do canto: tu, oh! poeta, as derramas sobre os demais. Morte fatal Aonde iremos que morte não haja? Por [...]
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22 Mar
ODE A CASSANDRE Mignonne, allons voir si la rose Qui ce matin avait déclose Sa robe de pourpre au soleil, A point perdu, cette vêprée, Lés plis de sa robe pourprée, Et son teint au vôtre pareil. Las,voyez comme en peu d’espace Mignonne, elle a dessus la place Las, las, ses beautés laissé choir! O [...]
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07 Mar
VISÃO Quando a noite descia e estendia seu manto sobre a face da terra, deixei o leito e me dirigi para o mar, dizendo de mim para comigo: — “O mar não dorme; no entanto na constante inquietude do mar, inda há consolo para uma alma que não dorme”. Alcancei a margem, e já a [...]
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