sobre homens e antenas
Para os perdidos na vida, informo oficialmente que eu mudei o nome da categoria - radiohead foi para isnomore, travestindo-se em “there is no cat”. Confesso, nesse início meio meta-post, que pensei seriamente em chamá-la de “catless”, mas preferi a versão literal à frase do Albie… Mais ainda, criei vergonha na cara e coloquei uma descrição para essa danada, coisa que eu nem creio que tenha feito para as outras categorias!
Enough de meta-shit for now…
Minha antenna farm (esse é o termo que radioamadores americanos cunharam para o parque de antenas instalado de qq estação) tem sofridos mudanças interessantes e eu vou postá-las aqui, mais com o cunho de matá-los de tédio do que como uma anotação e lembrete propriamente ditos…
Primeiro, depois das primeiras tentativas de sintonizar 6m de tubo de alumínio (total failure) e de sintonizar via bobina a lareira finlandesa (sucesso parcial - muito instável), eu decidi tirar tudo e me contentar em assistir televisão até receber alta. Praqueles que conhecem o bom e velho pokinha (sim, daniduc, VELHO, eu sei, 2 semanas, bla bla bla), sugiro que tirem o sorriso satírico do rosto.
Minha resignação durou quase 5 dias, o que é um recorde pessoal! Acabei instalando um novo espeto, dessa vez feito com um único cano de cobre de 22mm com 5m de altura. Emendei a ele alguns radiais bem compridos, além de aterrá-lo nas grades da varanda e obtive uma ótima recepção na banda dos 40m, com direito à transmissão nos 80m com o uso de um acoplador de antena.
Além dessa antena, não satisfeito, extendi um longuíssimo fio da janela do shack até a casa da vó, com 44,98m, em uma configuração de antena chamada de long-wire. A recepção ficou fantástica e eu tive um sucesso animador ao transmitir em 80m para distâncias medianas (acima de 600km). No primeiro dia de testes, escutei com um pouco de ruído uma estação da África do Sul, o que me deixou entusiasmado.
No domingo passado, erigi uma antena tipo Slim Jim para VHF (2m) e UHF (70cm) e ela está precariamente apoiada sobre o espeto de cobre para os 40m. Minha recepção das estações conhecidas subiu de S0/S1 para S5 ou mais. Vou instalá-la no telhado do escritório ao longo dessa semana! Minha restrição está no tamanho dos cabos disponíveis e em arranjar uma escada mais segura do que aquela tranqueira que sobrou em casa!
Ontem à noite, motivado pelo desempenho da long-wire, adicionei mais uns 40m de fio à ela, dando a volta na casa da vó e parando na cerca de tela que a separa da casa principal. A teoria da long-wire diz que quanto mais comprimentos de onda (na verdade, 1/4s de comprimentos de onda) estiverem contidos na antena, maior o rendimento e mais apurada a recepção. Nos testes de ontem, obtive uma boa recepção e boas reportagens nos 80m, com uma recepção e sinal péssimos em distância local, o que não me decepciona, pois quero essa antena para DX, ou seja, contatos intercontinentais…
Com essa antena alongada em 40m, obtive um resultado que me animou muito… liguei o espeto de cobre no FT-857D e liguei a long-wire+acoplador no FT-847 e saí caçando por sinais. Encontrei uma estação ZP5 (Paraguai) falando em 7.082MHz com a long-wire, recebida com S5. No espeto, quando sintonizado na mesma freqüência, a estação chegava praticamente com o ruído atmosférico, abaixo de S3. Fiquei feliz pacas.
O próximo passo com a long-wire é sintonizá-la de maneira adequada para os 80m e 40m, que pode ser feito com um passeio com uma lâmpada fluorescente na ponta de uma vara, percorrendo a antena inteira, enquanto alguém transmite um sinal de telegrafia contínuo. Quem sabe nesse domingo ?
August 20, 2008
hey, some more good news!
Voltei ontem ao médico para a visita de acompanhamento e descobrimos que já se formou uma ponte óssea entre as duas pontas do osso partido. Em tese, isso é um sinal muito bom de que o calo ósseo tão desejada já está a caminho de se formar!
O médico tirou o meu tracionador e recomendou o uso da tipóia apenas para dormir.
Deixou bem claro que ainda não me deu alta, mas sim um upgrade para uma recuperação mais confortável. Volto lá dentro de 3 semanas!
August 13, 2008
Lavoisier
Ao iniciar a nova vida de morar separado dos meus pais, resolvi mergulhar na cozinha como eu sempre gostei, mas com uma liberdade que eu nunca havia me permitido. Bons pratos têm fluído, assim como algumas encrencas também. Acredito que quando puder usar os dois braços para cozinhar eu encontre mais algumas mudanças!
Descobri que herdei do meu pai o horror completo e irrestrito por restinhos - aqueles potinhos que viram a semana na geladeira com o feijão de outrora ou a carne temperada de outros tempos ou um pedaço verde e gosmento de algo impronunciável. Mas, junto com o horror à ditadura dos potinhos, brotou o lado teimos que detesta mais ainda o desperdício e, portanto, jogar qualquer coisa fora…
Assim, tenho investido meus neurônios em maneiras de reutilizar os restos e tentar transformá-los em apetitosos novos pratos. Já usei frango assado velho para um bom molho de macarrão, cenouras murchas para um bifum com legumes refogados e outras coisas. Ontem, acabei de deparando com uma panela japonesa com 2 xícaras de arroz (goham) que ali se encontravam sendo requentadas (hey, a panela não desliga nunca!) desde sábado…
Humm… arroz branco, sem nenhum tempero e ressecado… O que fazer com ele? Resolvi fazer um arroz doce, ainda que um pouco ressabiado, já que minha mãe havia feito isso no passado e eu não morria de amor pelo resultado. Arrisquei mesmo assim… e ficou ótimo!
Cozinhei (novamente!) o arroz ressecado no leite integral (foi quase um litro), junto com cravo, em fogo baixo. Quando a fervura começou a levantar, coloquei um pouco de açucar (umas duas colheres de sopa) e mexi bastante. Deixei ferver, mexendo sempre, até engrossar. Joguei mais um pouco de leite, para tornar a mistura bem mais líquida. Deixei ferver novamente e coloquei uma lata de leite condensado. Segui mexendo até levantar fervura, desliguei o fogo e deixei esfriar na panela. Frio, transferi para uma vasilha e polvilhei com canela da china. Voilà!
A Frida e a Marina se atracaram com o pote ontem e disseram que ficou beeeeeeeem saboroso. Eu só experimentei enquanto fazia, mas gostei do resultado. Ferver no leite o arroz ressecado teve a propriedade de amolecê-lo. Ferver com o açucar jogou o adoçado para dentro do grão. O leite condensado deu o gosto final de arroz doce de restaurante.
O divertido é que eu adaptei pra conseguir algum resultado, pois todas as receitas partem de arroz cru e nenhuma fala em reciclagem de goham… Pois bem, aqui tem uma, então!
SanFran
Ontem voltei oficialmente a freqüentar as aulas in a daily-basis. Achei que seria muito difícil segurar até às 23:15, mas confesso que não foi mesmo. Embora tenha enfrentado algumas matérias chatas (Administrativo e Processual Penal), o sono não me atacou e eu agüentei firme até o último instante.
O meu curso passou oficialmente da metade e estou agora no sexto semestre. Eu continuo embasbacado com o meu ritmo, minha empolgação e com o desempenho escolar. Nenhuma DP, pouquíssimas médias abaixo de 8,5 e ainda no semestre correto. É a primeira vez em minha longa e tortuosa história de corredores de Universidades!
É divertido de pensar que eu estou efetivamente *gostando* de Direito e consigo me ver trabalhando com isso em um futuro não tão longíquo!
August 9, 2008
como eles se chamam e como eles chamam
Coisas divertidas de dono de casa - tenho andado bastante com o nosso jardineiro, um senhor que vem aos sábados dar um tapa no nosso latifúndio…
Temos dois cães, acessórios à casa, a Vanilla (dispensa traduções) e o Schmutzig, que quer dizer sujo (dirty) em alemão…
Pois bem - nosso jardineiro infiel acha o nome do pobre wirehair fox terrier impronunciável e não é nada incomum vê-lo chamando pelo SMUD pelo jardim inteiro… Fosse Sr. Agnaldo um bom árabe, acho que o cachorro seria chamado de… SCUD!
queijo e vizinho, digo, vinho!
Na quarta passada fomos convidados por um de nossos vizinhos para um queijo e vinho, onde teríamos a oportunidade mútua de conhecermo-nos e, de quebra, eles convidariam outros vizinhos para que todos confraternizássemos.
O evento foi ontem à noite e passamos muitas horas agradáveis na companhia do casal que nos convidou - Veronika e Zé Carlos - além de conhecermos e darmos boas risadas com a Beth e com a Madá. Foi uma noite memorável.
As coincidências - acredite, caro leitor, que a Beth é a sogra do Bruno Sellmer, um fotógrafo outdoor, entusiasta de cavernas e escaladas e conhecido meu dos tempos de UPE e CAP. O mais divertido é que o Sellmer salvou minha pele em uma das minhas viagens de topografia da Gruta do Fartinho, quando eu estourei o segundo pneu e um dos estepes extras do então Uno dele serviu para que eu pudesse consertar os meus dois pneus furados!
Foi muito bom. É divertido e espantoso saber que realmente existe essa coisa de vizinhos novos, de serem conhecidos e serem apresentados… Parece algo meio suburban norte-americano, mas é muito prazeroso para quem acaba fazendo parte.
Eu, em especial, valorizo muito esse contato humano próximo. Talvez resida nessa intimidade distante o meu alure por morar no interior, em cidades pequenas, onde todos se conhecem (e sabem uns da vida dos outros), se cumprimentam e, na aparência, respeitam-se!
Apesar da noite ótima e de termos vindo à pé para casa, encharcados de bom vinho, hoje a Fri acordou muito mal, vomitando a torto e a direito. Uma peninha!
August 6, 2008
das bonen ist fixatingen
Boas atualizações! Ontem voltei ao médico para acompanhar o andar do tratamento e não nego que estava apreensivo…
Após verificar a nova radiografia, a excelente notícia é que o osso está em pleno processo de calcificação, com um desvio pequeno para uma fratura completa de clavícula. Todo o repouso serviu para algo, além de toda a suplementação de cálcio e os homeopáticos da minha mãe. Estou dentro do período mais curto possível para a a recuperação.
Yes!
August 3, 2008
chuva!
Qual não foi a minha alegria em acordar perto das 00:30 de hoje e ouvir os pingos batendo no telhado! Nossa, como precisávamos dessa chuva depois de mais de 40 dias sem água nenhuma vindo dos céus…
Melhor ainda é que aqui em Valhalla choveu a noite inteira, mas não de maneira brutal - veio a tal da molhadeira, que caiu como uma luva após o plantio de todas as árvores ontem! A terra fica encharcada ao invés de ser lavada pela água que cai torrencialmente, fazendo com que a água penetre mais e mais fundo, mantendo o ambiente radicular bem úmido e por bem mais tempo. Que bom!
Levantei bem cedo e corri pela casa para verificar vazamentos, goteiras e possíveis inundações. Por enquanto, nada! Aliviado… Porém, na varanda do escritório notei que a água empoçou bastante, o que pode representar a origem da infiltração da parede da sala - basta a impermeabilização estar falha ou ser não existente!
Coisas de casas antigas!
August 2, 2008
abelhas laranjas
Melhor, abelhas E laranja… na quarta-feira eu descobri uma colméia de abelhas jataí numa muretinha do quintal e todos fizemos uma festa para o achado. Além de boas polenizadoras, são inofensivas e o mel é altamente valorizado, tanto pela dificuldade em se obter uma quantidade expressiva quanto pelas qualidades nutricionais.
O problema é que não será possível acessar a caixa de mel (melgueira) sem quebrar o chão… portanto, elas estarão felizes ali por muito e muito tempo!
Hoje colhemos a primeira laranja do quintal - pertinho da garagem, em um pézinho abandonado no meio das plantas ornamentais. Vamos comê-la mais tarde!
plantas e mais plantas!
Hoje plantamos as árvores que ganhamos do meu pai - 2 pés de louro, 1 limão rosa, 1 limão tahiti, 1 limão galego e 3 ipês-rosa.
Além destas, a Fri e o meu pai plantaram dois pinheiros japoneses (kaizuka) em dois enormes vasos, que agora estão guardando a nossa porta de entrada.
Estou gostando da idéia de vê-las crescer!
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