[insaned]

27/08/2008

sobre homens e antenas

Filed under: there is no cat — poka @ 15:01

Para os perdidos na vida, informo oficialmente que eu mudei o nome da categoria – radiohead foi para isnomore, travestindo-se em “there is no cat”. Confesso, nesse início meio meta-post, que pensei seriamente em chamá-la de “catless”, mas preferi a versão literal à frase do Albie… Mais ainda, criei vergonha na cara e coloquei uma descrição para essa danada, coisa que eu nem creio que tenha feito para as outras categorias!

Enough de meta-shit for now…

Minha antenna farm (esse é o termo que radioamadores americanos cunharam para o parque de antenas instalado de qq estação) tem sofridos mudanças interessantes e eu vou postá-las aqui, mais com o cunho de matá-los de tédio do que como uma anotação e lembrete propriamente ditos…

Primeiro, depois das primeiras tentativas de sintonizar 6m de tubo de alumínio (total failure) e de sintonizar via bobina a lareira finlandesa (sucesso parcial – muito instável), eu decidi tirar tudo e me contentar em assistir televisão até receber alta. Praqueles que conhecem o bom e velho pokinha (sim, daniduc, VELHO, eu sei, 2 semanas, bla bla bla), sugiro que tirem o sorriso satírico do rosto.

Minha resignação durou quase 5 dias, o que é um recorde pessoal! Acabei instalando um novo espeto, dessa vez feito com um único cano de cobre de 22mm com 5m de altura. Emendei a ele alguns radiais bem compridos, além de aterrá-lo nas grades da varanda e obtive uma ótima recepção na banda dos 40m, com direito à transmissão nos 80m com o uso de um acoplador de antena.

Além dessa antena, não satisfeito, extendi um longuíssimo fio da janela do shack até a casa da vó, com 44,98m, em uma configuração de antena chamada de long-wire. A recepção ficou fantástica e eu tive um sucesso animador ao transmitir em 80m para distâncias medianas (acima de 600km). No primeiro dia de testes, escutei com um pouco de ruído uma estação da África do Sul, o que me deixou entusiasmado.

No domingo passado, erigi uma antena tipo Slim Jim para VHF (2m) e UHF (70cm) e ela está precariamente apoiada sobre o espeto de cobre para os 40m. Minha recepção das estações conhecidas subiu de S0/S1 para S5 ou mais. Vou instalá-la no telhado do escritório ao longo dessa semana! Minha restrição está no tamanho dos cabos disponíveis e em arranjar uma escada mais segura do que aquela tranqueira que sobrou em casa!

Ontem à noite, motivado pelo desempenho da long-wire, adicionei mais uns 40m de fio à ela, dando a volta na casa da vó e parando na cerca de tela que a separa da casa principal. A teoria da long-wire diz que quanto mais comprimentos de onda (na verdade, 1/4s de comprimentos de onda) estiverem contidos na antena, maior o rendimento e mais apurada a recepção. Nos testes de ontem, obtive uma boa recepção e boas reportagens nos 80m, com uma recepção e sinal péssimos em distância local, o que não me decepciona, pois quero essa antena para DX, ou seja, contatos intercontinentais…

Com essa antena alongada em 40m, obtive um resultado que me animou muito… liguei o espeto de cobre no FT-857D e liguei a long-wire+acoplador no FT-847 e saí caçando por sinais. Encontrei uma estação ZP5 (Paraguai) falando em 7.082MHz com a long-wire, recebida com S5. No espeto, quando sintonizado na mesma freqüência, a estação chegava praticamente com o ruído atmosférico, abaixo de S3. Fiquei feliz pacas.

O próximo passo com a long-wire é sintonizá-la de maneira adequada para os 80m e 40m, que pode ser feito com um passeio com uma lâmpada fluorescente na ponta de uma vara, percorrendo a antena inteira, enquanto alguém transmite um sinal de telegrafia contínuo. Quem sabe nesse domingo ?

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One Response to “sobre homens e antenas”

  1. rbp says:

    Minha restrição está no tamanho dos cabos disponíveis

    Ahn… *E* no ombro. Que ainda está em recuperação. Certo??

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