como eles se chamam e como eles chamam
Coisas divertidas de dono de casa - tenho andado bastante com o nosso jardineiro, um senhor que vem aos sábados dar um tapa no nosso latifúndio…
Temos dois cães, acessórios à casa, a Vanilla (dispensa traduções) e o Schmutzig, que quer dizer sujo (dirty) em alemão…
Pois bem - nosso jardineiro infiel acha o nome do pobre wirehair fox terrier impronunciável e não é nada incomum vê-lo chamando pelo SMUD pelo jardim inteiro… Fosse Sr. Agnaldo um bom árabe, acho que o cachorro seria chamado de… SCUD!
queijo e vizinho, digo, vinho!
Na quarta passada fomos convidados por um de nossos vizinhos para um queijo e vinho, onde teríamos a oportunidade mútua de conhecermo-nos e, de quebra, eles convidariam outros vizinhos para que todos confraternizássemos.
O evento foi ontem à noite e passamos muitas horas agradáveis na companhia do casal que nos convidou - Veronika e Zé Carlos - além de conhecermos e darmos boas risadas com a Beth e com a Madá. Foi uma noite memorável.
As coincidências - acredite, caro leitor, que a Beth é a sogra do Bruno Sellmer, um fotógrafo outdoor, entusiasta de cavernas e escaladas e conhecido meu dos tempos de UPE e CAP. O mais divertido é que o Sellmer salvou minha pele em uma das minhas viagens de topografia da Gruta do Fartinho, quando eu estourei o segundo pneu e um dos estepes extras do então Uno dele serviu para que eu pudesse consertar os meus dois pneus furados!
Foi muito bom. É divertido e espantoso saber que realmente existe essa coisa de vizinhos novos, de serem conhecidos e serem apresentados… Parece algo meio suburban norte-americano, mas é muito prazeroso para quem acaba fazendo parte.
Eu, em especial, valorizo muito esse contato humano próximo. Talvez resida nessa intimidade distante o meu alure por morar no interior, em cidades pequenas, onde todos se conhecem (e sabem uns da vida dos outros), se cumprimentam e, na aparência, respeitam-se!
Apesar da noite ótima e de termos vindo à pé para casa, encharcados de bom vinho, hoje a Fri acordou muito mal, vomitando a torto e a direito. Uma peninha!
August 3, 2008
chuva!
Qual não foi a minha alegria em acordar perto das 00:30 de hoje e ouvir os pingos batendo no telhado! Nossa, como precisávamos dessa chuva depois de mais de 40 dias sem água nenhuma vindo dos céus…
Melhor ainda é que aqui em Valhalla choveu a noite inteira, mas não de maneira brutal - veio a tal da molhadeira, que caiu como uma luva após o plantio de todas as árvores ontem! A terra fica encharcada ao invés de ser lavada pela água que cai torrencialmente, fazendo com que a água penetre mais e mais fundo, mantendo o ambiente radicular bem úmido e por bem mais tempo. Que bom!
Levantei bem cedo e corri pela casa para verificar vazamentos, goteiras e possíveis inundações. Por enquanto, nada! Aliviado… Porém, na varanda do escritório notei que a água empoçou bastante, o que pode representar a origem da infiltração da parede da sala - basta a impermeabilização estar falha ou ser não existente!
Coisas de casas antigas!
August 2, 2008
abelhas laranjas
Melhor, abelhas E laranja… na quarta-feira eu descobri uma colméia de abelhas jataí numa muretinha do quintal e todos fizemos uma festa para o achado. Além de boas polenizadoras, são inofensivas e o mel é altamente valorizado, tanto pela dificuldade em se obter uma quantidade expressiva quanto pelas qualidades nutricionais.
O problema é que não será possível acessar a caixa de mel (melgueira) sem quebrar o chão… portanto, elas estarão felizes ali por muito e muito tempo!
Hoje colhemos a primeira laranja do quintal - pertinho da garagem, em um pézinho abandonado no meio das plantas ornamentais. Vamos comê-la mais tarde!
plantas e mais plantas!
Hoje plantamos as árvores que ganhamos do meu pai - 2 pés de louro, 1 limão rosa, 1 limão tahiti, 1 limão galego e 3 ipês-rosa.
Além destas, a Fri e o meu pai plantaram dois pinheiros japoneses (kaizuka) em dois enormes vasos, que agora estão guardando a nossa porta de entrada.
Estou gostando da idéia de vê-las crescer!
eu quero uma casa no campo
OK, já dei dicas, já falei, mas não postei nada específico… Desde o dia 21-07 estamos morando na casa nova, no bairro da Riviera, na Zona Sul…
A casa é legal, tem espaço pra brincar e muitas árvores frutíferas para amolecer até o mais empedernido dos corações do urbanóide típico.
Porém, trata-se de uma casa muito antiga (a construção original é da década de 50, embora tenha sofrido uma mudança e adições entre o final dos anos 70 e início dos 80) e, como tal, precisa de muito trabalho. Já sabíamos disso quando decidimos fechar o negócio e temos consciência que pagamos um preço honesto pela quantidade de trabalho e investimento que teremos que fazer nos próximos anos!
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