Archive for July, 2005

No úrtimo!

Posted in Gimme my category back, you hippies! on July 31st, 2005

No último mês e tanto, fui algumas vezes a umas três unidades diferentes do Delboni, para exames diversos. Todas são grandes prédios, imponentes, com grandes placas e estacionamento gratuito, com manobrista, para clientes. Os atendentes são todos uniformizados, muito polidos e claramente treinados. Há quadros elegantes porém discretos nas paredes, painéis visuais e sonoros organizando a espera (que se divide em diversas salas, por especificidade do exame), espelhos d’água sob as escadas. Sistema computadorizado de agendamento e controle de exames (rodando em algum Unix, descobri depois), acesso a resultados via Web.

Com tanto esmero e claramente uma boa dose de investimento, confesso que fiquei surpreso ao entregar o cartão do meu convênio e a atendente não o passar brevemente em um leitor RFID. Ou uma câmera digital com OCR. Nem por um leitor magnético. Nem mesmo aqueles aparelhos mecânicos em que você encaixa o cartão, papel-carbono e puxa uma alavanca para marcar. Acho que eu ficaria satisfeito até se ela digitasse o número do cartão no computador. Ou escrevesse à mão.

Mas ela pegou um daqueles papéis carbonados e colocou sobre o cartão. Daí pegou uma caneta Bic e começou a esfregar no papel! De vez em quando parava pra ver se já estava bom, depois recomeçava. Da primeira vez achei que a máquina poderia estar quebrada ou algo assim, mas foi a mesma coisa todas as vezes. Sempre com uma Bic.

Deve ser muito chique, só eu que não sei…

E tem aquela história…

Posted in Gimme my category back, you hippies! on July 27th, 2005

… Que não tem começo nem meio.

Fim.

Ascenção e queda da minha meteórica carreira de ator

Posted in I don't believe in categories on July 26th, 2005

Era meados de 1800 e pouco, quando ainda passava Catavento, na TV Cultura. Minha avó era a diretora do programa. Quando eu vinha passar férias aqui em São Paulo, volta e meia ia com ela, pra passear pelo estúdio. Pois bem.

Num desses dias, eles precisavam de crianças como “extras” para um quadro. Minha avó sugeriu que eu fosse e eu, é claro, com meus 10 anos (no máximo), aceitei com entusiasmo! Ha! O Bacana que se cuide! Fui lá, todo feliz, e me juntei às outras 15 crianças que iam participar.

Já com tudo pronto para filmar, um sujeito com uma pintura colorida e engraçada no rosto e nas roupas dava as instruções. O Catavento havia ganho, recentemente, um prêmio, e o quadro seria sobre isso. Ele diria algo como “Amiguinhos, vocês sabiam que o Catavento ganhou um prêmio? É o prêmio X Y Z, que bla bla bla…” O que eu ouvi era mais pela linha de “Amiguinhos, vocês sabiam que o rbpzinho é um ator nato, um talento espantoso pronto para ser descoberto? E será lançado ao mundo aqui, no Catavento, neste quadro!” De qualquer modo, o plano era ele falar essas coisas, e ao final nós todos celebraríamos gritando o familiar “Eeeeeeeeeeeeeeee!” que todo grupo de crianças grita, quando está feliz (a julgar pelo que nos ensina a televisão). De resto, instruiu o sujeito, era só improvisarmos. Sermos naturais.

Interlúdio sentimental. No estúdio, naquele dia, meu afiado radar infantil havia localizado uma menina, mais ou menos da minha idade, que fez tilintar meu sentido-aranha. Muito bonita. Loira, aliás, se bem me lembro, o que já mostra uma pré-disposição desde aquela época. Enfim, uma cocota. Depois de a ver, comecei a andar estufando o peito e a falar mais grosso (o que, naquela idade, significava uns dois tons mais agudo que a voz dela).

Bom. A gravação começou. “Amiguinhos, vocês sabiam que o Catavento ganhou um prêmio?” Ah! Minha chance de alçar vôo nas artes dramáticas e, de quebra, impressionar a mina! Mulheres gostam de homens criativos e com iniciativa, certo?

Certo?

Fiz a cara mais Clark Gable que consegui, olhei de soslaio pra menina, sorri para um lado (sou assim, versátil), pensei “Ha! Vou dar o gancho!” e mandei ver: “É mesmo?? Qual??”

Silêncio.

Mais silêncio. Todos olhando pra mim. O sujeito colorido. A menina. Todas as outras crianças. O câmera.

Minha musa então se adiantou. Score! Contato visual! Por um segundo eu havia me assustado, mas eles deviam estar todos embasbacados com meu genial improviso! Mas por que o olhar dela parece conter tanto desprezo?

“Você não sabe qual é o prêmio??” Carregada de desdém, a voz dela não parecia tão angelical quanto eu havia imaginado.

“Bem… Sei…”

“Então perguntou pra quê??”

Ela virou então as costas e se afastou, seguida pelas outras crianças. O sujeito colorido suspirou e falou para tentarmos de novo.

Não lembro de mais nada daí em diante. Eu devo ter ficado olhando com cara de paspalho enquanto o sujeito colorido recitava o texto dele, e devo ter feito “Eeeeeeeeeeeeeeee” no final, embora provavelmente sem muito entusiasmo. Mas sinceramente não sei. Há um lapso na minha memória daquele momento até, mais ou menos, uns 3 anos depois. Só sei que o mundo não imagina do que escapou.

O tempo passa, o tempo voa…

Posted in Death, Bizarro Universe and Plagiarism on July 12th, 2005

Meu irmão mais novo já pêlos brancos na barba! Acho que fiquei mais impressionado com isto do que com meus próprios cabelos brancos, que começaram a surgir bem cedo…

Pelo menos a minha namorada é mais nova que a dele ;)