No úrtimo!
No último mês e tanto, fui algumas vezes a umas três unidades diferentes do Delboni, para exames diversos. Todas são grandes prédios, imponentes, com grandes placas e estacionamento gratuito, com manobrista, para clientes. Os atendentes são todos uniformizados, muito polidos e claramente treinados. Há quadros elegantes porém discretos nas paredes, painéis visuais e sonoros organizando a espera (que se divide em diversas salas, por especificidade do exame), espelhos d’água sob as escadas. Sistema computadorizado de agendamento e controle de exames (rodando em algum Unix, descobri depois), acesso a resultados via Web.
Com tanto esmero e claramente uma boa dose de investimento, confesso que fiquei surpreso ao entregar o cartão do meu convênio e a atendente não o passar brevemente em um leitor RFID. Ou uma câmera digital com OCR. Nem por um leitor magnético. Nem mesmo aqueles aparelhos mecânicos em que você encaixa o cartão, papel-carbono e puxa uma alavanca para marcar. Acho que eu ficaria satisfeito até se ela digitasse o número do cartão no computador. Ou escrevesse à mão.
Mas ela pegou um daqueles papéis carbonados e colocou sobre o cartão. Daí pegou uma caneta Bic e começou a esfregar no papel! De vez em quando parava pra ver se já estava bom, depois recomeçava. Da primeira vez achei que a máquina poderia estar quebrada ou algo assim, mas foi a mesma coisa todas as vezes. Sempre com uma Bic.
Deve ser muito chique, só eu que não sei…
August 1st, 2005 at 5:33 pm
Ela manipula a BIC com o dedinho mindinho levantado? Se sim, é porque é muito chique e você é que não sabe. Provavelmente é uma Mont Blanc e você confundiu com uma BIC. Se não, mude de laboratório, rápido. Você não quer ficar se misturando com essa gentinha sem classe, né?
August 2nd, 2005 at 8:50 am
tecnologia no Brasil sempre esbarra no usuário final tosco. Antigamente os tickets de entrada no cinema eram depositados em uma urna. Processo que dependia de um funcionario pegar do consumidor e rasgar o tik para permitir a entrada.
Ai todos os cinemas atualizaram suas catracas para permitir a leitura de código de barras e dispensar o funcionario. Coisa que durou uma semana, foi uma zona total e la estava de volta o tiozinho cuja função é passar um bilhete em uma catraca.
August 3rd, 2005 at 12:24 pm
Acho que o mindinho eh necessario para aplicar a pressao necessaria para marcar o carbono…
August 3rd, 2005 at 12:30 pm
Fred: quando nao para no usuario tosco, para na empresa que nao sabe aproveitar. Uns anos atras, eu viajava muito pro interior, pra saltar. Nessa epoca comecaram a surgir esses sistemas tipo “Sem Parar”, de ter um sensor no carro e pagar todos os pedagios do mes com boleto, sem ter de pagar um por um.
Bem, eu resolvi instalar um. Fui atras. Voce tinha de pagar 25 reais para instalacao. Tudo bem, faz sentido, tem de pegar o sensor e tal. Soh que voce tinha de pagar mais 25 reais por mes, independente do uso, pelo simples prazer de fazer parte do sistema!
Ou seja, o que poderia ser um esquema super difundido, que acabaria economizando uma grana violenta pra concessionaria e, de quebra, agilizaria o transito nos afunilamentos que sao os pedagios, hoje em dia eh utilizado por meia duzia de gatos pingados.
(A bem da verdade, isso foi no seculo passado, hoje ateh vejo mais carros usando, entao nao sei se o esquema mudou)
August 3rd, 2005 at 6:32 pm
Falando do sistema “Sem Parar”, um outro problema é a falta de integração entre os pedágios das diferentes estradas… como são empresas diferentes, se você tem convênio com uma delas, você não pode usar o “Sem Parar” da outra estrada, pois é de outra empresa!
August 8th, 2005 at 11:30 am
Eh. Malditas concessoes sem controle :/