Archive for January, 2006

Re: Netiqueta

Posted in Run to the hills! on January 23rd, 2006

Este post surgiu como um comentário a um post do daniduc. O comentário ficou grande, resolvi fazer um trackback. Deve fazer mais sentido se o texto dele for lido antes.

Tive meu primeiro contato com a Internet, pelo que me lembro, em fins de 94, começo de 95. Meu primeiro acesso foi a email (eu nem sabia bem que era na Internet, ou mesmo o que ela era). Realmente, a quantidade e organização dos usuários se assemelhava mais a comunidade hippie do que a megalópole ;)

Muita coisa mudou, inclusive no que eu pensava sobre o que era adequado, simpático ou aceitável dentro da “comunidade”. Outras não.

Por exemplo, continuo não gostando de emails em HTML. Não tanto pelo tamanho extra (spam, hoje em dia, é muito mais problemático nesse sentido), mas ainda pela compatibilidade de leitores de email. Tudo bem, o Outlook e o gmail lêem, mas vários clientes modo texto, pra Linux, não (e não adianta simplesmente chamá-los de “antiquados”, eles ainda são usados em larga escala; é como fazer sites que só funcionam no Explorer usando a justificativa de que a maioria dos acessos vêm dele). Mesmo sistemas mais “modernos” e “gráficos”, como o webmail que usamos no isnomore (e cybershark) não vêem HTML direito (vem como um attachment que abre em outra janela, é bizarro). E olha que é um sistema baseado em web. Mas concordo que os clientes deveriam se adaptar adequadamente. Até isto acontecer, no entanto, vou continuar achando ruim :)

Mas, pra mim, pior ainda é esse estilo de resposta a mensagens em que se repetem todos os textos já veiculados na conversa, com a resposta no topo. Não uso o estilo “antigo” (de se repetirem somente as porções relevantes do texto original, iniciando as linhas com “>”, e responder cada uma abaixo do trecho relevante) porque economiza bytes, ou porque meu cliente de email não consegue ler de outra forma. Uso porque acho realmente que é a forma mais fácil de acompanhar o assunto. É o mais proximo que se chega de uma conversa. Ninguém espera o interlocutor falar tudo que tem em mente, e depois comenta ponto a ponto, para o interlocutor em seguida comentar tudo de novo. Normalmente, numa conversa, comenta-se cada tópico conforme ele é citado. Para quem tem um volume razoável de emails, este estilo de resposta é essencial, já que não dá pra manter na memória todos os assuntos tratados por email nos últimos dias. Pra histórico de mensagens, guardem as mensagens antigas (e usem “threads”, que todo cliente de email decente - e até uns indecentes - tem), ué!

O tempora, o mores. Pode ser que eu esteja ficando velho, mesmo. Mas prefiro justificar minha insistência como contribuição para que os “novos tempos” sejam melhores :)

Histórias de guerra

Posted in Gimme my category back, you hippies! on January 9th, 2006

Jogador Arbitrário: 3 contra 3 na Dudinka!
Érre: 1, 1, 1…
J.A.: Ha! 2, 4, 5. 3 contra o exército restante na Dudinka.
Érre: 5!
J.A.: 6, 6, 6!
Érre: Damn it…

Érre: Vingança! 3 contra 1 em Vladvostok!
Érre: Gah! 1, 1, 1!!
J.A.: Nem vou me dignar a jogar…
Érre: De novo! 3 contra 1 em Vladvostok!! 6, 5, 5!! Agora vai!
J.A.: 6, defesa tem vantagem do empate! Ha!
Érre: Népussível! Mais! Mais! 3 contra 1 em Vlad…
J.A.: 6, 6, 6!
Érre: Aaaaaaaaaah! 2 contra um!
J.A: 2, 3. Hmmm…
Érre: 1, 2! My lack of God, why hast thou forsaken, me??
J.A.: Vai continuar?
Érre: Ahn… É que…
Coro: 1 pra 1! 1 pra 1! 1 pra 1!
Érre: Glup… Tudo bem… Vamos lá… Não dá pra perder todas, certo?
Érre: 6! 6!! MWAHAHAHAHA! 6!
J.A.: 6 também! Hehehe Trouxa…

J.A.: Vamos lá, golpe de misericórdia, 1 contra 1 no seu último exército no tabuleiro!
J.A.: Putz, 1! Perd…
Érre: Zero!!!
J.A.: Como assim, “zero”?? Não tem zero, no dado!
Érre: Veja por você mesmo…
Érre: Alguém aí quer jogar palitinho?

Ah, se eu pego…

Posted in Run to the hills! on January 4th, 2006

Quem foi o engraçadinho que triplicou o peso das coisas enquanto eu estava na academia (pela primeira vez em 3 meses)??

Adeus ano velho…

Posted in Run to the hills! on January 2nd, 2006

A partir da metade de 2005, a freqüência com que eu ia à academia diminuiu gradualmente.

Bom, se o Fred e o daniduc já pararam de rir, vou continuar.

Posso? Certo. Como eu ia dizendo, múltiplas atividades, hábitos noturnos e, a bem da verdade, preguiça foram fatores fundamentais para o meu relativo sedentarismo. Mais pro final do ano, comecei a sentir uma forte dor lombar que durou um bom tempo, presente inclusive quando corri a última etapa da Caloi Adventure Camp e mesmo após algumas semanas de medicação, que me deixaram (e, aqui, espero que me perdoem o termo excessivamente técnico da área médica) completamente chapado. Nem a dor nem o torpor foram grandes artífices na minha retomada de atividades desportivas. Mais recentemente, final de semestre na faculdade, mudança de emprego e correria generalizada de final de ano foram outros fatores que me incentivaram de forma positiva e determinante a continuar sendo, como disse o poeta, um vagabundo preguiçoso.

Mas não mais!! Ano novo, barriga nova! Ou melhor, *falta* de barriga nova! Érre 2006! Performance em corridas de aventura! Bem-estar! Saúde!

Não foi resolução de ano novo, porque era algo que eu realmente queria fazer. Mas, mesmo tendo chegado em casa já na madrugada de domingo pra segunda, fiz um pacto comigo mesmo (tendo a Aline como juíza e, se necessário, executora) de que iria malhar no dia seguinte, sem sursis!

Coloquei o despertador para as 7 da manhã (ou seja, a Aline colocou o dela e ficou encarregada de me chacoalhar na hora certa, dados os acordados - ou, no caso, sonolentos - 5 minutos de extensão previstos na Constituição) e fui dormir satisfeito.

Em vésperas da aproximação final entre minha pálpebra superior e sua contrapartida, a Aline me cutucou e murmurou algo como “7… Levanta… Agora… Se me fizer repetir eu vou ficar muito brava, levanto, arranco seu fígado e te arrasto até a academia envolto apenas em suas tripas… Boa malhação, morzinho…” Empolgado pelo caloroso alvorecer, levantei, espreguicei, e deitei de novo. Uma fração de segundo depois, apreciando a disposição, integridade e presença dos meus órgãos internos, estava de pé me vestindo.

Mas uma ameaça à minha integridade física foi o que bastou! Empolgado, acabei de me vestir, lavei o rosto, escovei os dentes, comi uma banana, escovei os dentes novamente, desisti de comer um iogurte porque tal consumo de pasta é moralmente indefensável, e saí rumo a um início de manhã gratificante (como qualquer espartano há de concordar).

(Interlúdio para locomoção…)

(Mais um pouquinho porque tem um tio dirigindo muito devagar na pista vazia e recém-recapeada…)

A academia estava fechada.

Voltei, tentei dormir, meia hora depois levantei pra ir trabalhar. Na entrada da garagem do trabalho, notei que havia esquecido o crachá que não só dá acesso à garagem, mas às catracas, às portas, ao banheiro e à máquina de café. Voltei pra casa e não o achei. Descobri que teria sido ridiculamente simples ter notificado a empresa do meu esquecimento e recebido um crachá provisório, que foi o que fiz quando, de novo, fui pro trabalho, onde postergo minhas atividades contando o intervalo entre bocejos.

2006 promete…