Archive for March, 2006

Ah, vão se…

Posted in The Bleeding Obvious (of course!) on March 31st, 2006

Takeospa… Com tanto artigo pra ser escrito, revisto, incrementado, com a versão em Português tão deficiente, com tanta dificuldade de se alcançarem consensos mesmo quando todo mundo tem boa vontade, com tanta coisa interessante pra ser dita, tanta informação preciosa que poderia fazer a diferença em algum lugar do mundo, tanto conhecimento a ser difundido… O que é que o Brasil (neste caso, na figura anônima de um imbecil) tem a contribuir para a Wikipedia? A frase “Yeah, Brazil is better than your country. We win the World Cup“, no artigo sobre o Marcos Pontes, o primeiro astronauta bauruense (e, aliás, brasileiro). E o primeiro (e único) tópico na discussão sobre o artigo é alguém reclamando de que a foto oficial da Nasa tem a bandeira americana ao fundo.

Ah, vão catar coquinho! Daniduc, meu amigo, você é um oásis

Cruise credo!

Posted in Death, Bizarro Universe and Plagiarism on March 21st, 2006

Como se já não bastasse ser um péssimo ator e uma besta, agora tenho o motivo final pra não assistir mais filmes com o Tom Cruise: o imbecil foi responsável por impedir a veiculação normal de um episódio do South Park que satirizava a “Cientologia”.

A propósito, Isaac Hayes, o sujeito que faz(ia) a voz do Chef na série (e também um cientólogo [sic?]), pediu demissão, por causa do mesmo episódio, dizendo que “há uma hora em que o humor dá lugar à intolerância contra crenças religiosas de outros”. Segundo Matt Stone (um dos criadores do South Park), “[Isaac] não teve problemas - e descontou muitos cheques - quando nosso programa satirizou cristãos, muçulmanos, mórmons ou judeus. (…) Nós nunca ouvimos um pio do Isaac por qualquer coisa até que falamos da Cientologia. Ele quer um padrão diferente para religiões que não são a dele, e, pra mim, é aí que começa a intolerância.”

Como disse o Jon Stewart (âncora do excelente Daily Show), durante uma apresentação ao vivo em que passou um bom tempo fazendo piadas de judeus (ele é judeu) e após emendar uma piada sobre o papa (que não
arrancou muitas risadas), “não é tão engraçado quando é com o cara de vocês, hein?”

Meu HD subiu no telhado…

Posted in What does this button do? on March 19th, 2006

… E está lá em cima, fazendo barulhos que oscilam entre clangs, clunks e cléins. Ainda funciona, mas às vezes me lembra de que está fazendo um esforço extra, só porque eu sou legal, mas que paciência tem limite.

Felizmente, não tenho nada de muito importante nele. O que eu tinha de importante ou está em outro HD, atualmente parado, que parece também ter subido no telhado, mas permanece acessível, ou em um terceiro, que pelo jeito subiu no telhado, caiu, subiu de novo, caiu, subiu, pulou de cabeça, e por aí vai. Tudo indica que deste não sai nada. Damn it, meus mp3 e a maioria dos meus Good Eats estavam lá!

Bom, esta semana devo comprar um micro novo. Só invoco aqui a torcida da minha fiel audiência (alou? Alguém?) pra que o HD atual não vá sentir saudades dos fiordes até eu ter entregue meu paper

Clunk…

Number 9… Number 9…

Posted in Death, Bizarro Universe and Plagiarism on March 13th, 2006

Certo dia, num daqueles marasmos que só a falta de uma guerra pode trazer, o rei Hindu Kaid pediu a seu ministro Sassa (não, não era o filho da concubina Sussa) que lhe arranjasse algo pra fazer. Algo que lhe lembrasse uma guerra, mas não tão trabalhoso.

Sassa então se recordou de um jogo vindo da Grécia antiga e trazido à Índia por Alexandre, o Grande. O jogo era meio complexo, mas Sassa deu uma boa adaptada e apresentou ao rei o primeiro jogo do que hoje chamamos de Xadrez.

O Rei ficou tão maravilhado que ofereceu a Sassa o que ele escolhesse! Minha filha em casamento? Leva a bruaca! Palácios de ouro? Me manda a planta! Suprimento vitalício de Lango-Lango? Mando fazer uma edição especial no formato da sua cabeça!

Mas Sassa, muito humildemente, retrucou que não queria nada disso. Só queria, assim, um pouquinho de arroz.

- Arroz, criatura? Ficou besta?

Pois é, só arroz. E nem era tanto assim. O novo jogo utilizava um tabuleiro de 8×8 casas. Sassa queria um grão de arroz (unzinho!) pra primeira casa, dois pra segunda, quatro pra terceira, 8 pra quarta e assim por diante. Só isso.

O rei deu aquela olhada pro alto, pensando “Nasce mesmo um idiota a cada minuto”, e mandou seus calculistas definirem o número total de grãos de arroz pra entregar a Sassa, já cogitando oferecer um saquinho pra que o rapaz não precisasse ir pra casa com o punhado de arroz na mão. Dali a pouco os calculistas voltaram, olhando pra baixo e meio sem jeito. A quantidade de arroz não iria caber num saquinho. Nem numa saca. Nem, na verdade, em todas as sacas que o reino pudesse produzir pelos próximos séculos.

A quantidade de arroz estipulada ficaria em 264 - 1, ou 18.446.744.073.709.551.615, grãos. Dizem alguns que Sassa não reteve sua cabeça por tempo o bastante pra comer nem um só dos grãos que lhe cabiam de direito (ou pra tirar molde pro Lango-Lango).

Corta para algum lugar, nos confins do mundo, início dos tempos. No templo de Brahma (sem trocadilhos com aquela água amarga que chamam de cerveja, por favor), monges deparam-se com três postes. Um deles atravessa 64 discos de ouro, de tamanhos escalonados, ordenados, de baixo para cima, do maior para o menor. Buda, então, os exorta a transferir os discos para um dos dois outros postes. Quando um dos monges mais apressados (devia ser novato) já ia correndo chamar mais gente pra ajudar (64 discos de ouro devem pesar umas boas onças), Buda acrescentou que só poderiam mover um disco de cada vez. E que não poderiam colocar um disco sobre outro menor. Sugeriu, ainda, que eles tivessem paciência. Pra começo de conversa, quando terminassem a tarefa o mundo chegaria ao fim. Vendo surgir uma lágrima furtiva no canto do olho do tal novato, Buda o tranquilizou.

O número mínimo de movimentos necessários para realizar a transferência seria 264 - 1. Se os monges conseguissem mover um disco por segundo (o que parece extremamente rápido, mesmo para um monge novato e assustado), o fim do mundo levaria algo em torno de 585 bilhões de anos (o que nos deixaria, atualmente, com aproximadamente 570 bilhões de anos pela frente).

Os monges respiraram fundo, procuraram seu nirvana interior e colocaram o disco menor em um dos postes vazios.

Hoje é dia de…

Posted in Gimme my category back, you hippies! on March 9th, 2006

(Dia da mulher)++! Finzinho do Carnaval! Comecinho do Carnaval na Bahia! 127 (2^7 - 1) dias pra da queda da Bastilha! Estréia da Barbie! Casamento de Napoleão com Josefina (”Oh queriiiiida, oh queriiiiiida, oh queriiiiiiiiiida Josefina, você éééééé muito bonita, só que teeeeeeem a perna fina”)! Estréia, em Milão, da ópera Nabucco, de Verdi (cujas estrofes iniciais são “Nabucco foi à fonte levando uma funda, e lá encontrou um homem com o dedo Nabuuuuuuucco foi à fonte…”)! E, por falar em Milão, fundação do Inter de lá (sério, who cares?). Início dos primeiros 100 dias do New Deal (MUITA gente se importou com isto)! 42 (!) pessoas morrem no maior acidente de telefericos da história (tudo bem, a história dos teleféricos não deve ser assim tão extensa)! Encontrada a cabine da tripulação da Challenger, com os corpos dos tripulantes! Nasceram Américo Vespúcio, Bobby Fischer e Yuri Gagarin, além de um ou outro notável.