Archive for the 'Run to the hills!' Category

Good-ass motherliker

Posted in Run to the hills! on May 14th, 2007

Desde que esqueci o aniversário da minha mãe, há alguns anos, ela sutilmente me lembra com poucos dias de antecedência de qualquer data em que eu deva congratulá-la. Hoje, como bom filho, lembrei de ligar (obrigado, Google Calendar!) e dar os parabéns pelo dias das mães.

Mas aproveito também pra colocar aqui outra homenagem, um sketch de A Bit Of Fry And Laurie, uma série inglesa do começo dos anos 90 mas que só descobri recentemente. Muito boa, com atores (Stephen Fry e Hugh Laurie) fantásticos!

Sem mais delongas:

(Quem não conseguir ver o vídeo embutido na página pode ver no youtube)

A letra (fico devendo - e pretendo pagar logo - a tradução, que requer alguma arte pra não ficar ridícula).

Standin’ on a bus
We packed, shoulder ta shoulder
There were strangers in my face
I could feel it gettin’ colder
Bus doors open,
Nobody get out
Look here a little old woman get on
I start to shout
I said “Get up, Stand up, off of your feet
Make space for the lady, somebody give her a seat!”
She just standin’ there achin
Her whole body shakin’
She stop and fall over
this time she ain’t fakin’
But won’t nobody move
Don’t hear a word I say
So I take a deep breath
It’s time I get my way
Say, “Please!
Don’t make me say it twice
Let’s all get some manners here
Let’s try to be nice.”Be nice… Be nice…
Cause I’m a good ass mother-likerGet home to my bitch
she be waiting all alone
I put water in her bowl
and give her a bone
Neighbors come callin’
Holdin’ out a cup
So I get out the sugar
and I fill it right up

Be nice… Be nice..
Cause I’m a good ass mother liker

Banho frio é anti-ecológico!

Posted in Run to the hills! on April 20th, 2007

Primeiro, um pouco de História. Em 431 antes de Cristo iniciava-se a “Guerra do Peloponeso”, entre Atenas e a Liga do Peloponeso (encabeçada por Esparta). O episódio costuma ser dividido, didaticamente, em três fases. A primeira, caracterizada por uma séria de ataques de ambos os lados, terminou com a assinatura de um tratado de paz. Sua rápida ruptura deu início à fase seguinte, marcada pelo fracasso espetacular de uma ofensiva ateniense à Sicília. A fase final da Guerra, conhecida como Guerra Jônica, culminou com a derrota final e a capitulação de Atenas em 404 a.C.

Dezenas de séculos depois, a Guerra do Peloponeso é um capítulo importante na História mundial e contribuiu de forma significativa para moldar o cenário sócio-político atual. Não tem, no entanto, qualquer relação palpável com a decisão do meu aquecedor de parar de funcionar, no início desta semana.

Parecia simplesmente que a pilha do acendedor tinha acabado, mas a troca por uma nova não resolveu o problema. Pior é o protecionismo: ele funciona quando a Aline vai tomar banho, mas não quando eu vou!

Na verdade, não detesto visceralmente tomar banho frio. Aliás, prefiro a sensação pós-banho de banho frio à de um quente. Não, não só porque acabou, eu realmente saio mais refrescado, me sinto mais “de banho tomado”. Eu até fico enrolando antes de desligar a água, o banho a essas alturas já está efetivamente gostoso.

Na verdade, toda a metade (para uma definição não-quantitativa de “metade”) do banho a partir do ensaboamento é bem tranquila. Não sei se o ato de ensaboar esquenta o corpo, ou se é só porque passou tempo o bastante para o Simpático resolver ter pena de mim e reagir, fazendo com que eu sinta uma temperatura uns 10 graus acima da real da água, mas quando volto à ducha para enxaguar já não me incomodo mais. Isto não acontece quando eu saio da água só pra passar xampu no cabelo, a volta ainda é desagradável.

Agora, o tempo que eu fico parado juntando coragem pra entrar a primeira vez na água fria faria o Greenpeace mandar ninjas assassinos no meu encalço (assim que eles terminassem de esquartejar bebês-focas)…

pimentel++

Posted in I don't believe in categories, Run to the hills!, The Bleeding Obvious (of course!) on January 12th, 2007

Bem-vinda :)

Talvez eu esteja no lugar errado…

Posted in Garoto de programa!, Run to the hills! on November 16th, 2006

Acho que meus ~3 persistentes leitores não conhecem o “Joel On Software“. É um blog em que um sujeito chamado Joel fala sobre software (surpreendente, não?).

Bom, ele tem opiniões interessantes e, apesar de eu não concordar com tudo o que ele fala, a leitura sempre vale a pena. Em particular, como programador e dono de uma empresa de software (uma combinação nem sempre funciona, mas parece estar indo bem no caso do Joel), ele tem uma visão naturalmente bastante voltada para o desenvolvedor e de como deve ser um ambiente de trabalho que o favoreça.

O último post do blog fala sobre subversões do conceito de desenvolvimento ágil, mas o que me chamou atenção foi o seguinte (tradução e links meus):


(…) Programadores Ganham Bastante. O motivo por que eles recebem cadeiras Aeron, M&Ms ilimitados, almoços gratuitos na empresa e os computadores animais com monitores LCD de 30 polegadas é para que eles possam lidar com novos bugs que a Microsoft introduziu no código deles ao estragar uma DLL que costumava funcionar.

Sem entrar no mérito específico dos bugs introduzidos pela Microsoft, a mensagem é: programação é um trabalho criativo; é um trabalho difícil; (assumindo que voce tem uma boa equipe, ) mime seus programadores e eles te darão bons resultados.

Atualmente, estou proibido (literalmente) de usar Linux (embora me tivesse sido dito que eu poderia usar, quando recebi a proposta); mesmo no Windows que preciso usar, não posso ter acesso de administrador, ou mesmo usar o Firefox; tem um livro de Java apoiando meu monitor de 15 polegadas; tendo sido contratado para desenvolver C/C++, estou há quase um ano (desde que vim para meu emprego atual) fazendo scripts Perl para resolver problemas de dados inconsistentes. Não vou entrar em mais detalhes porque este texto é público. Mas acho que dá pra ter uma idéia de onde quero chegar: atualmente, tenho de lutar contra a empresa para fazer o que ela me paga (”não bastante”) para fazer. Os entraves à minha produtividade são praticamente todos ativamente impostos por quem cobra que eu seja produtivo.

Será que nenhum dono de empresa por aqui lê o blog do Joel??

E a urna eletrônica ainda pulsa…

Posted in Run to the hills! on October 2nd, 2006

Em São Paulo, primeiro lugar pra deputado federal: Maluf. suspiro… Na seqüência, o colega Celso Russomano. Tá indo bem. Logo abaixo (sem trocadalhos), Clodovil. O terceiro deputado mais votado de São Paulo. Clodovil. Este monumento da política brasileira. E, pra fechar o quarteto fantástico, Enéas (que, sem barba, é ainda mais bizarro que antes, mas, tenho certeza, tão desvairado quanto).

No Senado, de Brasília veio o Roriz (o Maluf de lá), e de Alagoas, tcha-ran! Collor. É. Elle. Expressionante. O Suplicy vai ter trabalho…

Sem falar do Bento Carneiro, novo governador de São Paulo. Pobres paulistas… E o de Brasília é o Arruda. O sujeito assumidamente envolvido na quebra de sigilo das votações no Congresso. Ele assumiu, apareceu chorando na TV e pediu “perdão à população”. Aparentemente funcionou.

Alguém aí tem um país pra me emprestar?

A árvore de Natal morreu.

Posted in Run to the hills! on September 21st, 2006

A plantinha do banheiro de visitas está murcha.

O cactus pequeno que ficava em cima do piano, notei agora, já não está lá faz tempo.

O cactus grande resiste porque a Aline adotou a regra de dar água todo primeiro dia do mês.

Minha suspeita é de que os gatos sobrevivem porque miam…

Não tinha um blog por aqui?

Posted in Run to the hills! on August 23rd, 2006

Isto é uma vergonha! Quem é o responsável por tanta omissão??

Re: Netiqueta

Posted in Run to the hills! on January 23rd, 2006

Este post surgiu como um comentário a um post do daniduc. O comentário ficou grande, resolvi fazer um trackback. Deve fazer mais sentido se o texto dele for lido antes.

Tive meu primeiro contato com a Internet, pelo que me lembro, em fins de 94, começo de 95. Meu primeiro acesso foi a email (eu nem sabia bem que era na Internet, ou mesmo o que ela era). Realmente, a quantidade e organização dos usuários se assemelhava mais a comunidade hippie do que a megalópole ;)

Muita coisa mudou, inclusive no que eu pensava sobre o que era adequado, simpático ou aceitável dentro da “comunidade”. Outras não.

Por exemplo, continuo não gostando de emails em HTML. Não tanto pelo tamanho extra (spam, hoje em dia, é muito mais problemático nesse sentido), mas ainda pela compatibilidade de leitores de email. Tudo bem, o Outlook e o gmail lêem, mas vários clientes modo texto, pra Linux, não (e não adianta simplesmente chamá-los de “antiquados”, eles ainda são usados em larga escala; é como fazer sites que só funcionam no Explorer usando a justificativa de que a maioria dos acessos vêm dele). Mesmo sistemas mais “modernos” e “gráficos”, como o webmail que usamos no isnomore (e cybershark) não vêem HTML direito (vem como um attachment que abre em outra janela, é bizarro). E olha que é um sistema baseado em web. Mas concordo que os clientes deveriam se adaptar adequadamente. Até isto acontecer, no entanto, vou continuar achando ruim :)

Mas, pra mim, pior ainda é esse estilo de resposta a mensagens em que se repetem todos os textos já veiculados na conversa, com a resposta no topo. Não uso o estilo “antigo” (de se repetirem somente as porções relevantes do texto original, iniciando as linhas com “>”, e responder cada uma abaixo do trecho relevante) porque economiza bytes, ou porque meu cliente de email não consegue ler de outra forma. Uso porque acho realmente que é a forma mais fácil de acompanhar o assunto. É o mais proximo que se chega de uma conversa. Ninguém espera o interlocutor falar tudo que tem em mente, e depois comenta ponto a ponto, para o interlocutor em seguida comentar tudo de novo. Normalmente, numa conversa, comenta-se cada tópico conforme ele é citado. Para quem tem um volume razoável de emails, este estilo de resposta é essencial, já que não dá pra manter na memória todos os assuntos tratados por email nos últimos dias. Pra histórico de mensagens, guardem as mensagens antigas (e usem “threads”, que todo cliente de email decente - e até uns indecentes - tem), ué!

O tempora, o mores. Pode ser que eu esteja ficando velho, mesmo. Mas prefiro justificar minha insistência como contribuição para que os “novos tempos” sejam melhores :)

Ah, se eu pego…

Posted in Run to the hills! on January 4th, 2006

Quem foi o engraçadinho que triplicou o peso das coisas enquanto eu estava na academia (pela primeira vez em 3 meses)??

Adeus ano velho…

Posted in Run to the hills! on January 2nd, 2006

A partir da metade de 2005, a freqüência com que eu ia à academia diminuiu gradualmente.

Bom, se o Fred e o daniduc já pararam de rir, vou continuar.

Posso? Certo. Como eu ia dizendo, múltiplas atividades, hábitos noturnos e, a bem da verdade, preguiça foram fatores fundamentais para o meu relativo sedentarismo. Mais pro final do ano, comecei a sentir uma forte dor lombar que durou um bom tempo, presente inclusive quando corri a última etapa da Caloi Adventure Camp e mesmo após algumas semanas de medicação, que me deixaram (e, aqui, espero que me perdoem o termo excessivamente técnico da área médica) completamente chapado. Nem a dor nem o torpor foram grandes artífices na minha retomada de atividades desportivas. Mais recentemente, final de semestre na faculdade, mudança de emprego e correria generalizada de final de ano foram outros fatores que me incentivaram de forma positiva e determinante a continuar sendo, como disse o poeta, um vagabundo preguiçoso.

Mas não mais!! Ano novo, barriga nova! Ou melhor, *falta* de barriga nova! Érre 2006! Performance em corridas de aventura! Bem-estar! Saúde!

Não foi resolução de ano novo, porque era algo que eu realmente queria fazer. Mas, mesmo tendo chegado em casa já na madrugada de domingo pra segunda, fiz um pacto comigo mesmo (tendo a Aline como juíza e, se necessário, executora) de que iria malhar no dia seguinte, sem sursis!

Coloquei o despertador para as 7 da manhã (ou seja, a Aline colocou o dela e ficou encarregada de me chacoalhar na hora certa, dados os acordados - ou, no caso, sonolentos - 5 minutos de extensão previstos na Constituição) e fui dormir satisfeito.

Em vésperas da aproximação final entre minha pálpebra superior e sua contrapartida, a Aline me cutucou e murmurou algo como “7… Levanta… Agora… Se me fizer repetir eu vou ficar muito brava, levanto, arranco seu fígado e te arrasto até a academia envolto apenas em suas tripas… Boa malhação, morzinho…” Empolgado pelo caloroso alvorecer, levantei, espreguicei, e deitei de novo. Uma fração de segundo depois, apreciando a disposição, integridade e presença dos meus órgãos internos, estava de pé me vestindo.

Mas uma ameaça à minha integridade física foi o que bastou! Empolgado, acabei de me vestir, lavei o rosto, escovei os dentes, comi uma banana, escovei os dentes novamente, desisti de comer um iogurte porque tal consumo de pasta é moralmente indefensável, e saí rumo a um início de manhã gratificante (como qualquer espartano há de concordar).

(Interlúdio para locomoção…)

(Mais um pouquinho porque tem um tio dirigindo muito devagar na pista vazia e recém-recapeada…)

A academia estava fechada.

Voltei, tentei dormir, meia hora depois levantei pra ir trabalhar. Na entrada da garagem do trabalho, notei que havia esquecido o crachá que não só dá acesso à garagem, mas às catracas, às portas, ao banheiro e à máquina de café. Voltei pra casa e não o achei. Descobri que teria sido ridiculamente simples ter notificado a empresa do meu esquecimento e recebido um crachá provisório, que foi o que fiz quando, de novo, fui pro trabalho, onde postergo minhas atividades contando o intervalo entre bocejos.

2006 promete…