Archive for the 'The Bleeding Obvious (of course!)' Category

Indyyyyyyyyyy!

Posted in The Bleeding Obvious (of course!) on May 11th, 2007

O quadro de notícias da Wikipédia informa que o rei Herodes (“O Rei dos Baixinhos“) foi encontrado. Depois de mais de 2.000 anos. Em Herodium.

Nós, a civilização moderna, levamos 2000 anos para encontrar alguém cuja localização leva seu nome. Herodes. Em Herodium. Sério, o que mais faltava, uma descrição detalhada da posição exata do corpo?

*Suspiro*… Havia uma.  Um historiador romano, Bigus Dic… Ahn… Flavius Josephus, documentou exatamente a localização do recluso defunto. Literalmente descreveu como chegar lá. Em metros (ou, enfim, furlongs, que na época era tão bom quanto). Incluindo uma caracterização física do local.

O sujeito que finalmente desvendou esta charada passou 35 anos tentando. E, segundo a Wikipédia, o encontrou “exatamente onde Flavius Josephus descreveu”.

Recapitulando: 2.000 anos para achar Herodes em Herodium. 35 anos para o arqueólogo seguir passo a passo instruções precisas da localização do cranícola.

Onde estão os arqueólogos de verdade, que usam chicotes e dissolvem nazistas??

pimentel++

Posted in I don't believe in categories, Run to the hills!, The Bleeding Obvious (of course!) on January 12th, 2007

Bem-vinda :)

Ah, vão se…

Posted in The Bleeding Obvious (of course!) on March 31st, 2006

Takeospa… Com tanto artigo pra ser escrito, revisto, incrementado, com a versão em Português tão deficiente, com tanta dificuldade de se alcançarem consensos mesmo quando todo mundo tem boa vontade, com tanta coisa interessante pra ser dita, tanta informação preciosa que poderia fazer a diferença em algum lugar do mundo, tanto conhecimento a ser difundido… O que é que o Brasil (neste caso, na figura anônima de um imbecil) tem a contribuir para a Wikipedia? A frase “Yeah, Brazil is better than your country. We win the World Cup“, no artigo sobre o Marcos Pontes, o primeiro astronauta bauruense (e, aliás, brasileiro). E o primeiro (e único) tópico na discussão sobre o artigo é alguém reclamando de que a foto oficial da Nasa tem a bandeira americana ao fundo.

Ah, vão catar coquinho! Daniduc, meu amigo, você é um oásis

Caminhando e cantando…

Posted in The Bleeding Obvious (of course!) on February 20th, 2006

Garulhas, parece que eu estou cercado de gente inteligente. E, além disso, de gente que tá entrando na USP! A Aline entrou na Geo, o Poka vai aprender a fazer Direito e o daniduc, é claro, já está arrebentando na Letras há um ano. Sem contar, claro, o povo que já está lá, que já saiu de lá, que esnoba…

E, em tempos pregressos, eu um dia também entrei na USP. Nada portentoso como os homenageados neste post, mas estive lá. E comecei em grande estilo.

Quando fui fazer minha matrícula, minha avó me deixou na portaria e eu fui me virar pra chegar na Física (que eu nem sabia onde era). Parei num lugar qualquer e perguntei numa guarita como chegava lá. O tio deu uma coçada na cabeça, olhou pra um lado, olhou pro outro, fez tanto suspense que achei que ele fosse dizer que a Física ficava pros lados de Itaquaquecetuba. Finalmente, ele disse:

- Ó, rapaz, fica longe, hein? Faz o seguinte, sai aqui pra direita…

- O senhor está apontando pra esquerda… Ou é pra sua direita?

- Ahn… Pra este lado aqui, ó. Vira na esquina ali, naquela estátua, logo depois tem um ponto de ônibus. Lá vai passar o circular, mas voce pega o 1, não o 2. Ele passa na frente lá da… Como é mesmo?

- Física.

- É, Física. Passa lá, é só descer, tem placa.

Agradeci e fui até o ponto. Bem, havia realmente um ponto de ônibus onde ele indicara, bom começo. Dali a um tempo passa o tal circular. Rezando pra eu ter lembrado bem do número (não sou conhecido pela minha memória), entrei, sentei e fiquei olhando ansioso pra todos os lados.

Perguntar pro cobrador? Que cobrador o quê, o circular é gratuito! Pro motorista? E eu lá quero dar vexame e mostrar que sou bixo?

Bom, olhei, olhei e nada. Olhei mais um pouco e ainda nada. Talvez fosse mesmo em Itaquaquecetuba…

Uma certa hora, já convencido de que aquele circular acabaria me levando pra Terra do Nunca (mas ainda resoluto a não perguntar pro motorista, ainda mais agora com uma galera no ônibus), desço no primeiro ponto que vejo. História. Uma esquina. Sigo a reta ou a subida? Resolvi tomar uma atitude positiva e escolhi a subida. Subida, subida, Química, Biocoisas, nada, nada, nada, hospital, nada, nada… Tava quase conformado a fazer vestibular de novo quando, ao longe, logo ali depois do nada, uma placa indicando o Instituto de Física! Yes! Cheguei!

Matrícula feita, a volta foi menos emocionante, perguntei uma vez e cheguei facilmente à portaria, e a minha avó morava praticamente do outro lado da ponte.

Uma semana depois, começaram as aulas. Uma semana depois disto, saindo da Física, eu vejo… A estátua! Em cuja esquina virei pra pegar o ônibus! Ali do lado da Física!! EU ESTAVA ALI DO LADO!!!

Mas não acho que o sujeito da guarita falou por mal. O tal circular passava bem em frente à…

Educação Física…

Grunfles…

Astuto e sagaz

Posted in The Bleeding Obvious (of course!) on December 28th, 2005

Como deve ter ficado (se já não era) abundantemente claro, depois do post sobre “dicas” de como mudar o mundo, a humanidade tem uma tendência quase suicida para o óbvio. O grande problema é que ela não sabe disso!

Alguns dias atrás, um rombo de 30 centímetros fez com que um avião nos Estados Unidos precisasse fazer um pouso de emergência. Um dos passageiros, demonstrando calma e presença de espírito, sacou seu celular e tirou várias fotos da situação.

Primeiro comentário: um celular. Um celular! Há uma despressurização do avião, estão no meio de uma emergência e um sujeito resolve que a melhor coisa a fazer é utilizar um aparelho proibido por interferir com a navegação! Tudo bem que esse pavor todo de celulares em aviões é muito exagerado, mas mesmo assim…

Mas isto não é aonde eu quero chegar. Entrevistado depois de aterrisarem todos em segurança (apesar da iniciativa aparente terrorista do infeliz e seu celular), o gênio diz:

“There was a bang and the oxygen masks fell down… And I knew at that point that something was wrong”.

(”Houve uma explosão e as máscaras de oxigênio caíram… E naquele momento eu soube que alguma coisa estava errada”.)

Não tenho palavras. Avião. Explosão. Máscaras de oxigênio. Hmmm… Talvez haja algo de errado. Nah, acho que vou esperar por sinais menos sutis, como avisos piscantes de “Atenção passageiros, alguma coisa está errada”, aeromoças sem cabeça correndo pelo corredor trombando umas nas outras ou o ventinho na nuca vindo do grande buraco no lugar previamente ocupado pela metade traseira da aeronave.

A namorada do sujeito disse que “se sentiu com sorte por estar viva”. Com um namorado esperto assim, eu concordo que é a única explicação.